13 de abril de 2018
publicado às 16h21
Prisão de Lula une PT e Planalto contra 2ª instância

Interlocutores do partido se encontram com ministros do STF para defender revisão de autorização da execução penal; Gilmar Mendes levou o assunto a Temer

O ministro do STF Alexandre de Moraes Foto: Carlos Moura/SCO/STF

O ministro do STF Alexandre de Moraes Foto: Carlos Moura/SCO/STF

Por Andreza Matais e Ricardo Galhardo, O Estado de S.Paulo – O PT e o Palácio do Planalto iniciaram uma aproximação para tentar barrar a prisão após condenação em segunda instância no Supremo Tribunal Federal. Conversas preliminares ocorreram há algumas semanas, antes mesmo de a Corte negar o habeas corpus para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas foram intensificadas depois da prisão do petista, condenado na Operação Lava Jato.

Um dos objetivos é pressionar o ministro Alexandre de Moraes, nomeado pelo presidente Michel Temer para o Supremo e que já se manifestou a favor do início da execução penal após a segunda instância. A investida está vinculada à incerteza envolvendo o voto da ministra Rosa Weber. A expectativa é se ela manteria, numa nova análise do assunto, a posição pessoal contra a prisão após segundo grau.

Nesta quarta-feira, 11, o presidente do PT-SP, Luiz Marinho, pré-candidato ao governo paulista, e o ex-ministro Gilberto Carvalho – ambos do círculo mais próximo a Lula – estiveram com os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes para falar sobre o julgamento das ações que tratam do tema no Supremo.

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