13 de abril de 2018
publicado às 16h11
Roraima anuncia ação no STF para pedir para fechar fronteira com a Venezuela
Governadora de Roraima, Suely Campos (PP)

Governadora de Roraima, Suely Campos (PP)

Por G1, (Brasília) – A governadora de Roraima, Suely Campos (PP), disse em Brasília nesta sexta-feira (13) que o governo do estado entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo para a União fechar temporariamente a fronteira com a Venezuela. A governadora alegou que Roraima não está conseguindo lidar com a quantidade de imigrantes venezuelanos que chega ao estado.

A ação foi protocolada no Supremo nesta tarde. Até as 16h04, o relator do caso ainda não havia sido escolhido pela Corte.

Suely Campos afirmou que não concorda com a atual política da União com relação à entrada de venezuelanos. Ela disse que, por dia, chegam ao estado de 500 a 700 imigrantes da Venezuela.

O país vizinho passa por uma severa crise política, econômica e social. O Brasil tem sido um dos principais destinos de quem deixa a Venezuela em busca de melhores condições de vida.

Além do fechamento temporário da fronteira, a governadora disse que Roraima também pediu no STF mais verbas da União para lidar com os imigrantes. Na ação, o governo do estado afirma que a União tem sido “omissa” na sua função de controlar as fronteiras.

“O estado de Roraima protocolou uma ação civil originária no STF contra a União ‘na sua obrigação de fazer’, porque a União precisa efetivamente controlar a fronteira no estado de Roraima. Da forma como está sendo feito, nós não concordamos, porque continuamos tendo um grande impacto no fluxo imigratório venezuelano. Com essa facilitação na fronteira feita pela União, está cada dia mais entrando venezuelano. Entram, por dia, de 500 a 700 venezuelanos no estado de Roraima”, disse a governadora.

“Essa ação foi feita no sentido de efetivar o controle da fronteira, [enviar] recursos para o nosso estado e fechar a fronteira temporariamente, porque como podemos deixar entrar mais venezuelanos se nós não podemos organizar os que estão aqui?”, completou Suely Campos.

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