4 de junho de 2018
publicado às 13h30
Lição dos caminhoneiros: debilidade do estado e das instituições são terreno fértil para o caos
Presidente Michel Temer como presidente da República, reuniu em torno de seu governo, lideranças insensíveis ao clamor da população por um estado voltado para o cidadão e não para eles. (Wilson Dias/Agência Brasil)

Presidente Michel Temer como presidente da República, reuniu em torno de seu governo, lideranças insensíveis ao clamor da população por um estado voltado para o cidadão e não para eles. (Wilson Dias/Agência Brasil)

Por Wilson Silvestre – Um dos vetores da crise em que passa o país, chama-se Michel Temer, um presidente fraco, umbilicalmente ligado ao PT pois foi eleito vice-presidente na chapa Dilma Rousseff. Cercado pelo maior esquema de corrupção na história do país e refém do PT, PSDB, MDB, PP, PTB e uma dezena de outras siglas atoladas até o pescoço com a justiça.

Se o presidente é fraco, o Congresso aproveita para chantageá-lo aprovando projetos que oneram o tesouro e extraindo o máximo de recursos para seus interesses. Soma-se a este flagelo, estados governados por líderes distantes da realidade da população, elitistas e muitos deles sob denúncias de corrupção. Todos só pensam em defender os seus interesses e não os do País. Resumindo a tragédia: brasileiros são governados pelo o que existe de pior na safra política.

Na mesma linha de padecimento em que (sobre)vive a população, um judiciário desacreditado que só aplica justiça aos pobres e um Ministério Público (federal e estadual) inquisidor, inimputável, acima do bem e do mal. Por tudo isso, o Brasil caminha no escuro, à beira do precipício sem um sinal que haverá uma liderança capaz de guiar a nação rumo ao bem estar coletivo.

A paralisação dos caminhoneiros é um sinal que a raiva da população com as instituições do país, alastra como fogo morro acima. Este despertar do inconsciente de massa revela que mudanças tem que ser feitas urgentes, diminuindo privilégios da elite burocrática nos poderes da República e promover uma reforma no estado. Os senhores do poder permanecem insensíveis ao clamor do cidadão e o barco Brasil segue à deriva.

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