28 de junho de 2018
publicado às 18h26
Sem chance de emplacar o vice de Zé Eliton, Entorno de Brasília quer sugerir a Ronaldo Caiado bancar a ideia
Os 800 mil eleitores da Ride estão dispostos a “rolar na poeira” para indicar o vice-governador, tanta na chapa de Ronaldo Caiado (DEM) ou de Zé Eliton (PSDB). Suprapartidariamente acreditam que o Entorno tem importância politica, econômica e, portanto, merece ser valorizado. (Reprodução Facebook/perfil pessoal)

Os 800 mil eleitores da Ride estão dispostos a “rolar na poeira” para indicar o vice-governador, tanta na chapa de Ronaldo Caiado (DEM) ou de Zé Eliton (PSDB). Suprapartidariamente acreditam que o Entorno tem importância politica, econômica e, portanto, merece ser valorizado. (Reprodução Facebook/perfil pessoal)

Por Wilson Silvestre – Devido sua importância econômico e eleitoral, a Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride), composta por 19 municípios em Goiás, quer ser protagonista na disputa majoritária. Um movimento articulado por lideranças populares e alguns empresários, colocam na pauta de discussões a vaga para vice-governador de Goiás. Trata-se de vozes ecléticas, suprapartidárias, mas com o desejo comum em ver o Entorno de Brasília representado no governo goiano.

Iniciado pelo prefeito de Águas Lindas, Hildo do Candango (PTB) há seis meses, foi perdendo força por falta de união. Mesmo estando restrito a poucas lideranças da região, principalmente de Novo Gama, Valparaíso e Planaltina, sinalizam que será posto à mesa novamente. Nas conversas, fazem parte gente ligada ao PSDB e partidos da base tucana.

Eles avaliam que, nesta altura das discussões, dificilmente o pré-candidato ao Governo de Goiás, Zé Eliton (PSDB) vai sinalizar que o vice pode ser do Entorno. Não por vontade própria, mas devido ao leque de alianças partidárias que serão acomodadas na sua coligação. Enquanto o governador não definir a posição de cada partido em sua base, este assunto está fora de suas preocupações.

Zé Eliton tem desafios maiores à sua frente: indicar a segunda vaga ao Senado, a primeira suplência de Marconi Perillo e a vaga de vice. Embora exista duas vagas para senador, uma está reservada ao ex-governador Marconi Perillo (PSDB) e a segunda, deve ficar com Demóstenes Torres (PTB) ou Lúcia Vânia (PSB). È uma encrenca atrás da outra, portanto, a vaga de vice será batida no apagar das luzes do prazo para registros de chapa. Por conta deste imblóglio na base tucana, a conversa sobre a vaga de vice está esquecida, mas não morta.

Com o recuo do prefeito de Águas Lindas, Hildo do Candango (PTB), responsável por ter levantado a bandeira da vaga na chapa de Zé Eliton (PSDB), o assunto ficou restrito a alguns prefeitos e lideranças. Hildo voltou seu foco para a gestão e a eleição de sua mulher, Aleandra Sousa (PTB) a deputada estadual. Mas, em política, definitivo só a morte. Como estão todos muito vivos, vão levar a ideia para o pré-candidato de oposição, Ronaldo Caiado (DEM).

Neste momento, Ronaldo Caiado lidera a intenção de votos na corrida rumo ao Palácio das Esmeraldas, sede do Governo de Goiás e também no Entorno de Brasília. Os defensores da ideia vão lembrar ao oposicionista que ele teve uma grande votação na região e, mesmo o Zé Eliton investindo pesado no Entorno, Caiado continua liderando. Resta saber se o pré-candidato do DEM pensa a mesma coisa. Certeza mesmo é que os 800 mil eleitores da Ride vão “rolar na poeira” defendendo uma melhor representação no governo goiano. Não importa se no de Caiado, Zé Eliton ou outro.

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