3 de dezembro de 2018
publicado às 13h22
Deputados Célio Silveira (federal) e Tião Caroço (estadual) vão deixar o PSDB e levam muitos aliados
Deputados Célio Silveira e Tião Caroço, ambos do PSDB, estão com malas prontas em busca de outros partidos (Fotos reprodução: Fernando Leite/Jornal Opção e Jornal Vetor)

Deputados Célio Silveira e Tião Caroço, ambos do PSDB, estão com malas prontas em busca de outros partidos (Fotos reprodução: Fernando Leite/Jornal Opção e Jornal Vetor)

Por Wilson Silvestre – Passada a refrega da disputa eleitoral, o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), contabiliza seu fracasso eleitoral, principalmente em Goiás onde o tucanato teve a mais humilhante derrota. Mas, como desgraça pouca é bobagem, o resultado do centralismo imperial do ex-governador e derrotado para o Senado, Marconi Perillo, dá sinais que ainda pode ser pior. O único deputado federal (re)eleito pela legenda em Goiás, Célio Silveira e o deputado estadual eleito, Sebastião [Tião Caroço] Monteiro, afivelam a bagagem para deixarem o partido.

Célio há muito vinha mostrando insatisfação com o imperialismo da cúpula tucana que havia se distanciado das bases. O Grão tucanato em Goiás manteve-se alheio às vozes das ruas que pediam renovação. Embora Célio e Tião Caroço tivessem acesso ao seleto grupo de Marconi, eram vistos apenas como lideranças regional, portando limitados às suas bases de apoio.

Célio percebeu que não teria futuro no PSDB e ensaiou deixar o partido no início de 2017, mas desistiu. As siglas que apoiavam o governo hesitavam sair da ‘zona de conforto’ governista e apoiar a então candidatura do senador Ronaldo Caiado (DEM). Sem alternativa, optou por fazer uma campanha solo sem muito engajamento ao projeto de Zé Eliton (PSDB).  Reeleito e livre das amarras tucana espera as fusões de partidos para traçar seu projeto político.

Célio Silveira deve levar na sua bagagem alguns prefeitos e os deputados estadual reeleitos, Lêda Borges e Diego Sorgatto (PSDB). No mesmo barco, terão a companhia de Tião Caroço com alguns prefeitos que devem engrossar as fileiras do PP, antigo ninho do principal líder de Formosa e região. Recentemente ele disse ao Jornal Opção que sempre foi PP “mas posso dizer que me arrependi um pouco, pois percebi que comungo mais com meu antigo partido [PP]”. Concluiu dizendo que não vai “ouvir os companheiros que são muito importantes para mim e analisar a situação com calma. Não tomarei essa decisão de forma precipitada”.

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