20 de dezembro de 2018
publicado às 20h32
Mestrando ganha prêmio da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência

Pesquisa de Juliano Silvestre, do mestrado em Desenvolvimento e Planejamento Territorial, abordou tema ‘Economia da cultura: uma possibilidade para o desenvolvimento regional de pequenos e médios municípios goianos’

Foto: reprodução/Facebook

Foto: reprodução/Facebook

A iniciativa, que chega a sua 5ª edição e tem o intuito de democratizar a ciência, diminuindo a distância entre a produção do conhecimento e a população, selecionou, neste ano, trabalhos científicos oriundos de seis áreas do conhecimento. Dentre as escolhas, estavam projetos de Ciências Exatas e da Terra (incluindo Engenharias e Ciências Agrárias); Ciências Biológicas, Ciências da Saúde, Ciências Sociais e Aplicadas; Ciências Humanas e Linguística, Letras e Artes.

A pesquisa de Juliano, que aborda o tema ‘Economia da cultura: uma possibilidade para o desenvolvimento regional de pequenos e médios municípios goianos, foi orientada pela professora Aline Tereza Borghi Leite, da PUC Goiás. Os premiados serão agraciados com diploma de mérito, além de compor o livro da SBPC. O trabalho mencionado conquistou a terceira colocação na categoria Música e Artes.

Para o mestrando, seu trabalho tem o propósito de estudar e compreender a utilização das vocações territoriais desses pequenos municípios pra área da cultura e das artes em Goiás. “Com o fortalecimento das políticas públicas culturais o Estado tem crescido muito em pequenas cidades e isso gera emprego e renda, mas por outro lado, uma pesquisa do IBGE apontou que 1/3 das cidades do Brasil estão em decréscimo populacional, e em Goiás, de 246 municípios, 66 cidades apontam esse decréscimo, e isso acontece porque há um fluxo migratório para os grandes centros urbanos”, explica ele.

No estudo, completa Juliano, ele busca discutir a relação de investimento em cultura, que é baixo hoje em dia, para geração de renda nos municípios. “Assim, você fixa o morador no município explorando o que ele tem de melhor nas vocações artísticas e culturais e, ao mesmo tempo, você não sufoca as regiões metropolitanas com a migração dessa população de pequenas cidades”, conclui o estudante.

Escreva um comentário