12 de janeiro de 2019
publicado às 21h12
Ronaldo Caiado troca discurso parlamentar pelo de estadista e mostra que a ‘hora sombria é passageira’
Transparência e honestidade, o binômio basilar da gestão do governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Este tem sido seu estilo nas negociações de dívidas deixadas pela era do PSDB. Programa como o Bolsa Universitária havia sido suspenso pelas faculdades conveniadas e 26,4 mil jovens ficariam sem dar continuidade à graduação de nível superior. Caiado assegurou aos diretores das faculdades que sua gestão é um novo começo para Goiás e renegociou o débito de quase R$ 80 milhões. (Foto: Assessoria de Comunicação/Governo de Goiás)

Transparência e honestidade, o binômio basilar da gestão do governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Este tem sido seu estilo nas negociações de dívidas deixadas pela era do PSDB. Programa como o Bolsa Universitária havia sido suspenso pelas faculdades conveniadas e 26,4 mil jovens ficariam sem dar continuidade à graduação de nível superior. Caiado assegurou aos diretores das faculdades que sua gestão é um novo começo para Goiás e renegociou o débito de quase R$ 80 milhões. (Foto: Assessoria de Comunicação/Governo de Goiás)

Por Wilson Silvestre – Biografias de estadistas que mudaram o rumo e a história de seus país nos momentos difíceis, mesmo estando em desvantagens, tem em comum a capacidade em liderar seu povo. Entre a amarga decisão de contrariar uma parcela que achava melhor render-se ao adversário do que lutar, estes lideres escolheram unir sua gente na defesa da liberdade conclamando todos para segui-los lutando. Eles sabiam que haveria perdas em algumas batalhas, mas ao manter seu povo unido, deixaram para as gerações futuras um país melhor.

Na política é semelhante: não basta vencer a disputa eleitoral se não mantiver acessa a esperança dos cidadãos em dias melhores. Desafios como conter a volúpia dos aliados em apossar da máquina pública como se fosse ‘espólio de guerra’, fazem parte da missão em apontar caminhos seguros. A vitória na arena política só terá reconhecimento histórico se os ganhos da população sobrepor as diferenças partidárias e ideológicas.

O momento catastrófico em que se encontra nosso País e, em particular Goiás, tende a provocar alaridos entre aliados, contaminando parte dos eleitores que elegeram Ronaldo Caiado (DEM) governador de Goiás. É contra este possível clima de frustração que Ronaldo Caiado precisa estar atento. Afinal, muitos de seus aliados amargam um longo jejum de poder por décadas. Alguns deles conseguiram se eleger para o parlamento estadual, Congresso Nacional, prefeitos e vereadores, mas sempre à margem do poder executivo estadual.

Todos confiaram e souberam aproveitar a ‘onda Caiado’, confiando na honestidade, integridade, transparência e seriedade dele para administrar os suados recursos dos contribuintes auferidos pelo estado. Mas também estão de olho num naco deste poder. Os que não votaram nele, depositam suas esperanças no resgate da boa política. Não importa se as mazelas deixadas pelo tucanato venha a público adiando planos a médio prazo, a maioria dos goianos acreditam na capacidade de Caiado em devolver o estado para todos e não para alguns.

No entanto, mesmo com credenciais carimbadas durante mais de 30 anos como parlamentar, sem nenhum adendo que manche esta trajetória, agora ele enfrenta a solidão do poder.

Ele sabe que terá que trocar o figurino parlamentar pelo estadista sinalizando aos goianos que a ‘hora sombria é passageira’. Este capital político acumulado em mais de três décadas, faz de Caiado um líder a ser seguido e não “um homem que fez fortuna seguindo na política”. Este diferencial o credencia, neste momento crucial do estado, centralizar suas decisões de gestão e se dirigir cara a cara à população, apontando caminhos a serem trilhados. Mas, Caiado precisa ampliar sua comunicação política e não só a de governança. Ter mais multiplicadores para contrapor as aves agourentas que apostam no caos.

Qualquer cidadão medianamente informado sabe que não existe conquistas sem sacrifícios. Agora é o momento de todos darem suas contribuições, acreditando que para uma boa governança, necessita tempo. É impossível navegar em meio a tempestade sem balançar o barco. Todos estão na mesma nau, mas Caiado sabe que precisa dizer aos mais descrente e frágeis que ele é um bom timoneiro.

Ele tem dado exemplos: durante a semana que se encerra neste domingo (13), Caiado trabalhou muito, dormiu pouco, alimentou às pressas e desarmou várias armadilhas. Uma delas, se não fosse sua agilidade em desarmá-la, teria atingido pessoas que necessitam do amparo do poder público. O programa Bolsa Universitária estava suspenso pelas 75 faculdades conveniadas, credoras de R$ 75,8 deixados pelo governo anterior. Caiado correu para garantir a continuidade dos estudos aos 26,4 mil jovens. 

Nunca é demais lembrar que o governador encontrou o Estado com um déficit de R$ 3,4 bilhões e, para piorar, está classificado na pior colocação no ranking de endividamento do Tesouro Nacional. Ele tem reiteradas vezes dito que, apesar deste cenário ruim, não vai se intimidar.

“Não podemos fazer empréstimo e a saída é reduzir os gastos, quitar as dívidas mais urgentes, como saúde, educação e a folha de dezembro. Tudo que eu conseguir será repassado para manter estes setores em funcionamento”. Ele disse em uma de suas entrevistas que vai terminar seu governo “transitando nas ruas e morando no meu Estado”.

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