19 de março de 2019
publicado às 23h34
Suspense domina disputa para prefeito de Cristalina: Luiz Attié será candidato?
Ex-prefeito de Cristalina, Luiz Attié mantém silêncio sobre sua possível candidatura a prefeito em 2020, mesmo calado, os amigos fazem festa quando ele está em Cristalina. (Fecebook pessoal)

Ex-prefeito de Cristalina, Luiz Attié mantém silêncio sobre sua possível candidatura a prefeito em 2020, mesmo calado, os amigos fazem festa quando ele está em Cristalina. (Fecebook pessoal)

Wilson Silvestre – Se existe um personagem que aprendeu a mimetizar o ambiente político brasileiro, goiano, região do Entorno de Brasilia e, em particular Cristalina sem possibilidade de erro, este é Luiz Attié (DEM)). O ex-prefeito de Cristalina cumpriu seus dois mandatos e manteve-se discreto, longe da mídia e dos eleitores. Optou por estudar novos conceitos de gestão pública acompanhando à distância a vida cotidiana de Cristalina. Fez, até agora, silêncio de monge em peregrinação, avaliando onde errou e o quanto teve de acertos em sua gestão.

Ele não faz comparações públicas sobre seu sucessor e muito menos jogou pedras, mas anotou, sem alimentar rancor, os que somaram críticas à sua gestão mesmo tendo sido beneficiários dela. Attié move seus passos com tanta discrição que sua presença em Cristalina só passou a ser comentada, a partir da desastrada ação dos vereadores travestidos de Templários da moralidade pública – todos ligados ao grupo do prefeito Daniel do Sindicato -, rejeitando as contas da gestão de Attié.

Se não fosse ‘o jogo sujo da política’, Attié continuaria incógnito, longe dos holofotes do poder e tocando sua vida. Não que ele tenha deixado a política. Pelo contrário, continua mais ativo do que nunca, mas fora do poder. Com sua natureza inquieta recheada de curiosidades pelo moderno e ideias inovadoras, o ex-prefeito de Cristalina tem lido muito buscando fundamentos teóricos e aplicáveis na gestão pública. Pontua suas conversas entre Cristalina – seu mundo encantado -, Goiânia, Brasília e eventualmente nos Estados Unidos onde conclui curso em Gestão Pública.

Entre seus interlocutores, encontram-se personalidades empresariais, políticos de variadas constelações partidárias e o cidadão comum, principalmente os cristalinenses que vivem o mundo real, desafiador e repleto de demandas sociais. É com este estilo ‘Caçador de Ideias’ que Attié se reinventa, atualiza suas experiências de vida e consolida sua liderança em Cristalina e na Região do Entorno Sul.

Ele se inspira muito no alemão Otto Von Bismarck (1815-1898), conhecido como o Chanceler de Ferro e responsável pela criação da Alemanha moderna. Bismarck dizia que “A política é a arte do possível”. Este é o espírito democrático que move Attié atualmente. Para ele, fazer o possível na gestão pública ou privada no Brasil, tem sido o maior desafio dos que acreditam que é possível fazer mais com menos na atual quadra da vida brasileira.

Este é o retrato de um ex-prefeito que no curto tempo teve seu legado sendo reconhecido pela maioria da população. Isto tem provocado urticária no grupo de Daniel do Sindicato e também em postulantes à principal cadeira do Palácio Etienne Lespesqueur. Fala-se nos vereadores [Dr. Osório] Fernando de Sousa (PHS), Janete Andrade e Valter Tomaz ambos do PSD. Delegado Rafael Pareja (PSL), ex-candidato a prefeito, Maks Louzada (PSD), empresários, Airton Arikita (sem partido) e Cabo Mendes. Óbvio que o prefeito Daniel do Sindicato sai com grande vantagem para convencer o eleitor que ele merece mais quatro anos na prefeitura, afinal ele tem o controle da máquina pública.

Sobre os apoiadores do prefeito Daniel do Sindicato (PSB), eles demonstram que adotaram a tática do zigue zague de artilheiro driblando na grande área. Desesperado em mudar o placar desfavorável – no caso a gestão – que, até agora, só tem produzido faltas, quando muito uma narrativa sob medida para os devotos dos cargos comissionados. A patuleia do andar de baixo, como diria o jornalista e escritor Elio Gaspari, continua batendo bumbo na arquibancada geral cobrando promessas não cumpridas.

Todos os pretendentes a prefeito monitoram os passos de Attié e roem as unhas tentando saber se ele será ou não candidato. Caso ele entre em cena, toda a configuração de pretendentes tende a minguar, restando no máximo três concorrentes viáveis. Por enquanto, Attié sorri como uma esfinge e mantém sob obsequioso silêncio suas pretensões. Nas ruas, a pergunta que não se cansa de ouvir: “Attié é candidato a prefeito”?

 

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