26 de julho de 2019
publicado às 11h26
Cristóvão ‘Tormentinho’ de Luziânia entre os piores prefeitos de Goiás
Prefeito de Luziânia, Cristóvão Tormin e seu candidato favorito a prefeito, deputado estadual Wilde [Cambão] Roriz: miram no passado acreditando que o povo tem memória curta sobre o presente

Prefeito de Luziânia, Cristóvão Tormin e seu candidato favorito a prefeito, deputado estadual Wilde [Cambão] Roriz: miram no passado acreditando que o povo tem memória curta sobre o presente

Por Wilson Silvestre – Nada mais desabonador para um prefeito que se diz “o melhor que esta cidade já teve”, ser avaliado por uma instituição fiscalizadora como o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) entre os piores de Goiás. Pior ainda: ‘colar’ esta imagem no seu possível candidato a sucedê-lo já que não pode mais disputar a reeleição. Dos 246 gestores municipais de Goiás avaliados pelo TCM, Cristóvão Tormin é o terceiro pior quando o quesito é administração financeira. Este indicativo não é nada animador para um líder que pretende eleger um sucessor.

Com um ‘padrinho’ desses, o pupilo e até agora favorito de Cristóvão a empunhar a bandeira de sua gestão, deputado estadual Wilde [Cambão] Roriz (PSD) terá que usar muitas camadas de teflon para que sua imagem de ‘bom moço’ não fique arranhada. Mesmo assim, o desejo em buscar mudanças na política de Luziânia vai levar em conta a sua ligação umbilical com o prefeito ‘Tomentinho’.

O maior problema de Cristóvão foi ter voltado para si mesmo como um arranha-céu que evita o contato com as ruas. Ele passa ao largo dos eleitores, só ouve sua própria arrogância, não respira a cidade e mantém distância de gente que vive Luziânia. Ele tornou-se um prefeito virtual. Administra o município dentro de uma bolha fictícia e não de onde o povo se encontra. Este estilo em se esconder do povo, reflete numa gestão que tinha tudo para ser celebrada como vitoriosa, mas se perdeu por conta da arrogância e vaidade. Se tem algo que a população não perdoa em homens públicos, é ser tratada com arrogância e ludibriada com promessas nunca cumpridas.

Não basta ser ‘tocador de obras’ como seus áulicos gostam de bater bumbo, anunciando que Cristóvão faz isso e aquilo se a realidade diz que não passa de promessas. Mesmo que tenha concretizado ações importantes para a população, elas estão aquém do que foi prometido e isso é nitroglicerina pura contra Cristóvão. Basta combinar o ‘tocador de obras’ com a realidade das contas empenhadas para perceber que o custo saiu muito alto em relação ao benefício.

Nesta equação, entra o componente essencial que purifica uma gestão ou a leva para o purgatório: o povo. O cidadão às vezes até perdoa algumas mentiras de seus eleitos, mas mentir o tempo todo, ai já é subestimar a inteligência das pessoas. Como diz Paulo Coelho em uma de suas crônicas: “Os que prometem – e não cumprem – vivem criando problemas para si mesmos. Perdem o respeito próprio, têm vergonha de seus atos. A vida destas pessoas consiste em fugir; elas gastam muito mais energia desonrando a palavra, que os honestos gastam para manter seus compromissos”.

Para piorar a vida de Cristóvão e seu pupilo Wilde Cambão, o cenário para 2020 será definido pelo tripé: relação política do prefeito com a população, qualidade dos serviços públicos prestados por sua gestão e a eficiência de sua comunicação. Até agora, levando em conta o que se ouve nas ruas de Luziânia, Cristóvão ‘Tormentinho’ tende a não conseguir fazer seu sucessor, seja ele bom moço ou não.

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