31 de julho de 2019
publicado às 21h54
Quando gestores públicos eleitos começam a contar dinheiro, o povo torna-se um mero detalhe
Prefeito de Cristalina, Daniel do Sindicato e seus três fiéis depositários da gestão na Câmara de Vereadores: Silvano da Rádio (de óculos), Bernardo Fachinello (centro) e Marquinho Abrão, o favorito para ser vice na chapa da reeleição. Eles são tidos como defensores caninos do prefeito e símbolos dos ‘amigos do poder’

Prefeito de Cristalina, Daniel do Sindicato e seus três fiéis depositários da gestão na Câmara de Vereadores: Silvano da Rádio (de óculos), Bernardo Fachinello (centro) e Marquinho Abrão, o favorito para ser vice na chapa da reeleição. Eles são tidos como defensores caninos do prefeito e símbolos dos ‘amigos do poder’

Por Wilson Silvestre – De norte a sul, leste e oeste do país a frase que mais se ouve é que tem muita gente com a vida em suspense nos hospitais públicos à espera de um milagre. Gente humilde ou não na labuta em busca de sustento, quer na manutenção de seus negócios ou simplesmente sobreviver. Na contramão dessa imensa maioria, encontra-se a elite burocrática simbolizada pelo Executivo, Judiciário, Legislativo e os templários do Ministério Público. Teoricamente são os pilares da democracia e sustentáculos dos ‘direitos constitucionais”.

Será mesmo? Os exemplos nada edificantes que o cidadão comum tem presenciado nas últimas duas décadas, acentuadamente na era comandada pelo PT, tem corroído, como um câncer a esperança dos brasileiros em ver o país num patamar menos desigual. Para começar, seria ótimo se os que vivem às custas do contribuinte lembrassem por um momento, o que diz a Constituição em seu parágrafo único: “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”. Está na Constituição, mas não no comportamento dos eleitos ou burocratas pagos pelo contribuinte.

Feito este preâmbulo, o blog foca esta análise no poder, digamos, paroquial representado pelos 5.570 municípios e seus cerca de 57 mil vereadores. Se traçarmos um paralelo, seria mais ou menos a população de Cristalina. Para piorar o quadro, pesquisas mostram um índice próximo de 70% dos eleitores não tem a menor ideia em quem votou na última eleição. Por isso seria bom o cidadão começar a avaliar se seu prefeito e vereador merecem ter mais quatro anos de mandato.

Tomo como exemplo, o debate que se trava nas redes sociais em Cristalina sobre a gestão do prefeito Daniel Sabino Vaz (PSB). Se for aferido o termômetro político, as críticas, com raras exceções deixam Suas Excelências mal com os eleitores. Vale reforçar que não é uma exclusividade de Cristalina, mas de todo o país. O problema é que o cristalinense se sente alijado das promessas do prefeito Daniel do Sindicato (por enquanto no PSB) que, ao ser eleito, a ‘renovação’ embutida no provinciano slogan “Viver Melhor Aqui’ passou a ser, assim como o povo, um mero detalhe.

Faltando pouco mais de 13 meses para a eleição, o que se vê ouve é uma população revoltada com o prefeito Daniel e seus amestrados vereadores. Por que ocorre estas saraivadas de críticas se o prefeito e os vereadores, semana sim outra também, batem bumbo nos bairros anunciando “obras importantes”? Arrisco dizer que o grupo de Daniel se comporta como a fábula da cigarra e a formiga: enquanto a formiga trabalha (o povo), a cigarra (os inquilinos do poder municipal) canta a melodia que a cidade’ é um canteiro de obras. Moral da história: não adianta ‘cantar’ nos ouvidos do eleitor acompanhado por todos os seus vereadores de bolso, se estes benefícios só atendem os aliados.

A leitura que o cidadão faz da gestão, tendo como parâmetro o humor do cristalinense com a prefeitura e vereadores aliados do prefeito, é que a prosperidade e a esperança em dias melhores, ficou no passado. Pior: a população vê a gestão de Daniel eivada de cumplicidade com os amigos e contando dinheiro, menos correspondendo às expectativas da população.

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