12 de agosto de 2019
publicado às 08h41
MDB do V se alia ao PSDB de Valparaíso, isola o DEM e reforça reeleição de Pábio Mossoró
Deputado federal Célio Silveira, prefeito de Valparaíso, Pábio Mossoró (ambos do PSDB), presidente do MDB em Goiás, Daniel Vilela e o prefeito de Vianópolis, Issy Quinan (PP): aliança fortalece os tucanos na região do Entorno Sul e barra avanços do Democratas. Daniel também mira no crescimento do partido do Entorno de Brasília e, em Valparaíso, O prefeito desfruta de um bom relacionamento político com emedebistas de Valparaíso, notadamente o empresário e ex-vereador, Beto Mazzocco. (Reprodução Facebook)

Deputado federal Célio Silveira, prefeito de Valparaíso, Pábio Mossoró (ambos do PSDB), presidente do MDB em Goiás, Daniel Vilela e o prefeito de Vianópolis, Issy Quinan (PP): aliança fortalece os tucanos na região do Entorno Sul e barra avanços do Democratas. Daniel também mira no crescimento do partido do Entorno de Brasília e, em Valparaíso, O prefeito desfruta de um bom relacionamento político com emedebistas de Valparaíso, notadamente o empresário e ex-vereador, Beto Mazzocco. (Reprodução Facebook)

Por Wilson Silvestre – O MDB dos Vilela – leia-se Maguito e Daniel – sinaliza que não haverá barreiras partidárias na disputa para prefeitos e vereadores em 2020. Se for para atrapalhar ou minguar o poder do governador Ronaldo Caiado (Democratas), todos serão bem vindos. O presidente do MDB de Goiás, ex-deputado federal e candidato ao governo, Daniel Vilela aposta no crescimento do partido, principalmente no Entorno de Brasília.

Na avaliação de emedebistas que tem conversado com o blog, Daniel foca sua estratégia em prefeitos de outras legendas, principalmente do PSDB, PP, PR PTB. Ele sabe que o governador Ronaldo Caiado não terá nada para oferecer aos seus aliados, principalmente prefeitos que buscam a reeleição, Se o governador aprovar na Assembleia Legislativa o Regime de Recuperação Fiscal (RRF), fica impedido de celebrar qualquer tipo de convênio com prefeitos, portanto um bom argumento para reforçar alianças com o MDB do V.

Por conta dessa estratégia foi que Daniel fechou acordo com o prefeito de Valparaíso de Goiás, Pábio Mossoró (PSDB) no final de julho. Trata-se de uma aliança que pode unir adversários no município como o ex-candidato a prefeito na eleição passada, Afrânio Pimentel, fiel escudeiro de Alexandre Baldy. Tem um porém em relação ao PP: se as negociações da cúpula nacional do partido com o presidente Jair Bolsonaro avançar, cedendo um ministério para Baldy pode haver mudanças radical em Goiás. O blog aborda este assunto em outra matéria.

De todo modo, o prefeito Pábio Mossoró mostra que amadureceu politicamente e tenta se equilibrar entre a escassez de recursos, pressão dos aliados e o do cidadão valparaisense. Ele sinaliza também que a deputada estadual Lêda Borges (PSDB), tida como responsável pela sua eleição, é somente uma forte aliada e não mentora da gestão da prefeitura. De acordo com aliados, não se trata de ‘rebeldia da criatura contra o criador’, mas de atitude em relação ao futuro de seu grupo. Mossoró não pode ficar eternamente ‘refém’ do grupo de Lêda sob pena de ser um mero coadjuvante na política local.

Claro que a negociação para inserir o MDB do V nesta aliança teve a participação do deputado federal Célio Silveira e Lêda. Eles são os fiadores deste arranjo político visando isolar qualquer investida do Democratas e aliados na reeleição de Mossoró. A aposta é que os grupos adversários do prefeito e Lêda, não terão forças para se unirem e lançar nome competitivo. Daí conclui-se que Pábio Mossoró só perde a reeleição para ele mesmo. Esta aliança já é um ensaio para a disputa para suceder Ronaldo Caiado em 2022.

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