15 de agosto de 2019
publicado às 20h29
Prefeito Vinicius Luz controla o legislativo mas perde o ‘brilho’ administrativo em Jataí
Fiel escudeiro do prefeito e líder do governo Câmara, vereador Thiago Silvestre Maggioni (PSDB) sendo confrontado pelo colega, Davi Pires (PP), ferrenho fiscal da gestão do prefeito Vinicius Luz. Na disputa eleitoral, Davi foi um dos principais aliados do prefeito, mas se distanciaram a partir do momento em que “a gestão tomou outro caminho diferente daquilo que foi prometido à população”, justifica Davi. (Foto: Vânia Santana/Câmara de Vereadores de Jataí).

Fiel escudeiro do prefeito e líder do governo Câmara, vereador Thiago Silvestre Maggioni (PSDB) sendo confrontado pelo colega, Davi Pires (PP), ferrenho fiscal da gestão do prefeito Vinicius Luz. Na disputa eleitoral, Davi foi um dos principais aliados do prefeito, mas se distanciaram a partir do momento em que “a gestão tomou outro caminho diferente daquilo que foi prometido à população”, justifica Davi. (Foto: Vânia Santana/Câmara de Vereadores de Jataí).

Por Wilson Silvestre – Quando os governos erram, principalmente o municipal, a conta sempre cai no colo de quem mais necessita dos serviços públicos: o povo. Existem centenas de casos em que o gestor municipal em meio à crise de recursos, tende a ceder às pressões política e econômica de grupos próximos à sua vitória eleitoral.

A grande massa da população que só tem os serviços públicos como alternativa, principalmente saúde, não tem a quem recorrer. A última trincheira seria o legislativo, mas como na maioria dos 5.570 municípios brasileiros, quem manda nos vereadores é o prefeito. Com raras exceções, mesmo antes de assumir o posto, o prefeito ‘compra’ Suas Excelências por meio de cargos aos apadrinhados e pequenos mimos.

Feito este preâmbulo, a gestão do prefeito de Jataí, Vinicius Luz (PSDB) ilustra bem este exemplo. Ele vinha numa toada boa nos primeiros meses de mandato, mas no ano passado foi pego pela crise que abateu sobre o país e Goiás. Ao invés de dar maior transparência à situação contábil e fiscal do município, optou em cortar gastos onde menos podia: na saúde. Por se tratar de uma área que demanda muito recurso e pessoal qualificado, extremamente essencial às camadas mais obres do município, o reflexo foi o desgaste de sua administração.

Prefeito de Jataí, Vinicius Luz: sem recursos no orçamento preferiu sacrificar os pobres, diminuindo o serviço de atendimento à saúde do que alocar recursos de obras, fonte mais generosa de apoios.

Prefeito de Jataí, Vinicius Luz: sem recursos no orçamento preferiu sacrificar os pobres, diminuindo o serviço de atendimento à saúde do que alocar recursos de obras, fonte mais generosa de apoios.

O grupo do prefeito e ele próprio tem trombeteado na mídia tradicional e veículos domesticados pelas verbas publicitárias, que a culpa é do antecessor, ex-prefeito Humberto Machado (MDB). Vinicius e aliados martelam a tese de que a falência no atendimento à saúde, foi a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) inaugurada dois anos depois de pronta já no apagar das luzes do mandato de Humberto.

Pode até ter sido uma armadilha política do perdedor, pois uma UPA é como Guarda Civil Municipal (GCM): tem recursos federal para instalar, mas os altos custos de manutenção fica por conta do município. Esta é a justificativa do prefeito Vinícius para a população e vereadores que ensaiaram uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).

Articulada pelo vereador Major Davi Pires (PP), um ex-aliado do prefeito e a colega parlamentar, Maria Aparecida Rodrigues da Silva Assis, a “Cida” do Podemos, a CPI da Saúde não prosperou. O prefeito comanda a maioria do legislativo e isolou os encaminhamentos dos trabalhos. Dono e mandatário dos votos na Câmara, Vinicius colocou uma pedra em cima das investigações. Resultado: a CPI caminham a passos de lesma e não será capaz de apurar coisa alguma.

Em baixa e com uma péssima comunicação política, Vinicius apelou para o confronto com a maioria da população e seus críticos, principalmente Major Davi Pires e sua colega Cida. Insistentes, eles querem saber onde foram aplicado os R$ 95 milhões em 2018 na saúde. “Mesmo que o ex-prefeito Humberto Machado tenha deixado o ‘pepino’ para Vinicius, ele não poderia ter deixado a situação chegar a este ponto em faltar até curativo”, lamenta Davi.

Para o vereador, o fechamento da UPA de Jataí é o ponto mais triste da administração de Vinicius e um prejuízo à população. “Esta unidade atendia 6 mil pessoas por mês, a maioria gente que não tem outro meio a não a saúde pública”. Na percepção do vereador Davi, a gestão de Vinicius Luz perdeu brilho e está sofrendo um apagão administrativo. “O prefeito vai receber o troco nas urnas já que ele busca a reeleição. Espero que na hora de colocar seu voto na urna, os cidadãos de Jataí avaliem se Vinicius merece mais quatro anos no poder”, alfineta Davi.

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