28 de agosto de 2019
publicado às 21h01
Aliados de Cristóvão Tormin tentam desconstruir Diego Sorgatto e Marcelo Melo para se aproximarem de Ronaldo Caiado
Prefeito de Luziânia (cobrindo o rosto com as mãos), Cristóvão Tormin articulava aproximar do governador Ronaldo Caiado usando seu pupilo Wilde Cambão numa estratégia para afastar o deputado Diego Sorgatto do governo, mas numa tacada de mestre, foi atropelado pelo líder de oposição, Marcelo Melo que anunciou ida de Diego para o Democratas. (Montagem sobre fotos pessoal).

Prefeito de Luziânia (cobrindo o rosto com as mãos), Cristóvão Tormin articulava aproximar do governador Ronaldo Caiado usando seu pupilo Wilde Cambão numa estratégia para afastar o deputado Diego Sorgatto do governo, mas numa tacada de mestre, foi atropelado pelo líder de oposição, Marcelo Melo que anunciou ida de Diego para o Democratas. (Montagem sobre fotos pessoal).

Por Wilson Silvestre – Existe um conceito bastante difundido entre os políticos que adversários não são inimigos e sim oponentes. Inimigos são homens que detém o poder e usam terceiros ou se preferirem, jagunços, milicianos, corsários midiáticos ou “carrapatos do poder” para manipular a massa em nome de seus interesses. No embate civilizado, quando muito, as ofensas não ultrapassam a fronteira de que no futuro, adversários de hoje podem se tornar aliados amanhã.

Em Luziânia parece que este ‘pacto da boa política’ está fugindo do debate republicano, caindo na vala comum do ódio e ignorância. Esta é a leitura que se faz depois da passagem do governador Ronaldo Caiado pelo município na semana passada. Na inauguração de obras no bairro Jardim Ingá, reduto eleitoral do deputado Diego Sorgatto (por enquanto no PSDB), o líder de oposição ao prefeito Cristóvão Tormin (PSD), Marcelo Melo fez um discurso em que, indiretamente, criticava algumas lideranças que há bem pouco tempo faziam oposição ao governador.

— “Governador, fico muito feliz em ter defendido sua candidatura e seu governo que luta para mudar a realidade do Entorno de Brasília e Goiás. Enquanto uma ‘turminha’ em Luziânia fazia críticas ao senhor e sua esposa, nós fazíamos sua defesa e agora, viram que seu governo está no rumo certo, estão aqui hoje batendo palmas”, alfinetou Marcelo. Nesse momento Cristóvão ficou lívido de raiva, segundo testemunha que estava próxima. “Aproveito para dizer que estive com o governador no Palácio e em nossa conversa ele me pediu para organizar o Democratas em Luziânia. Aceitei prontamente a missão e já anuncio que, a partir do momento em que abrir a ‘janela’ partidária, Diego vai se filiar ao Democratas”, disse Marcelo.

Esta tacada de mestre de Marcelo ‘barrou’ a investida do pré-candidato a prefeito, deputado estadual Wilde [Cambão] Roriz – apoiado explicitamente por Cristóvão –, construir aliança com Caiado. Este movimento no tabuleiro do xadrez político no município teria irritado Cristóvão e, assim que o governador deixou o município, aliados do prefeito plantaram junto a um blog local, informação de que funcionários lotados no gabinete de Diego seriam ‘fantasmas’.

No rol de supostos “funcionários que recebem sem trabalhar”, maquiavelicamente incluíram Marcelo Melo. Foram com muita sede ao poço e deram com a cara na lama. Marcelo é diretor para Assuntos Políticos da Assembleia Legislativa e nunca foi lotado no gabinete de Sorgatto. Assim, ficou evidente que a intenção era ‘desconstruir’ a imagem política de Marcelo e Diego para criar constrangimento ao governador Caiado. Uma estratégia burra, pois não teve o resultado que gostariam e ainda correm risco de serem processados. O mais grave: ficou mais difícil Cambão buscar apoio na entre as famílias de Sorgatto e Marcelo ano que vem.

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