19 de dezembro de 2019
publicado às 09h47
Marcelo Melo trabalha para unir o DEM em Luziânia e barrar possível candidatura de Eládio Carneiro
Suplente de senador com possibilidade de assumir o mandato, o advogado Eládio Carneiro (DEM) está sendo sondado para voar fora do grupo Marcelo Melo/Célio Silveira e disputar a prefeitura de Luziânia, mas logo, logo terá as asas aparadas. Ele sabe muito bem que “caititu fora do bando vira comida de onça”, portanto, apostar nesse arranjo político é o mesmo que torcer para o vilão eliminar o Rambo.

Suplente de senador com possibilidade de assumir o mandato, o advogado Eládio Carneiro (DEM) está sendo sondado para voar fora do grupo Marcelo Melo/Célio Silveira e disputar a prefeitura de Luziânia, mas logo, logo terá as asas aparadas. Ele sabe muito bem que “caititu fora do bando vira comida de onça”, portanto, apostar nesse arranjo político é o mesmo que torcer para o vilão eliminar o Rambo.

Por Wilson Silvestre – Enquanto o governador Ronaldo Caiado (Democratas) não mergulha de cabeça na eleição municipal em sua base, todos os pretendentes ao cargo de prefeito se apresentam aos distintos cidadãos-eleitores como aptos a resolverem seus problemas. É natural e legítimo qualquer brasileiro em dia com sua situação eleitoral reivindicar esse direito. Em Luziânia, principal cidade do chamado Entorno Sul de Brasília, fervilham especulações sobre pré-candidaturas. O nome mais citado ainda é o do deputado Diego Sorgatto (PSDB), seguido por Wilde Cambão, Murilo Roriz, ambos do PSD; vereador Eliel Júnior (SD) e Eládio Carneiro (DEM) entre outros menos cotados.

O grupo do MDB liderado pelo senador Luiz do Carmo – ele assumiu a vaga no lugar de Ronaldo Caiado – sonha em ter o suplente, Eládio Carneiro (ex-MDB filiado recentemente no DEM) disputando uma terceira via. Eles partem do princípio de que o deputado estadual, Diego Sorgatto terá problemas para deixar os tucanos. Diante desse possível impasse, imagina que esta é a oportunidade para se firmarem como grupo forte em Luziânia.

Até ai, normal. É legítimo um político buscar destaque junto ao eleitorado e os cidadãos de um modo geral. O problema é que a liderança forte do Democratas em Luziânia é o ex-deputado federal e ex-candidato a prefeito, Marcelo Melo. Ele recebeu a incumbência do governador Ronaldo Caiado para coordenar a legenda no Entorno. Até agora, ninguém o procurou para conversar. Sendo assim, segue o plano original: Diego é o candidato da base de Caiado mesmo que permaneça no PSDB.

Nunca é demais lembrar que o deputado federal Célio Silveira e Marcelo são os fiadores da candidatura a prefeito de Diego Sorgatto. E mais: como a imagem de Cristóvão Tormin é tida como ‘má companhia’ e tê-lo como aliado afugenta o eleitor, Wilde Cambão deve manter-se distante deste aliado político tóxico. Isto é um dos motivos que Cambão trombeteia que não é mais candidato a prefeito, muito menos com apoio de Cristóvão. Mesmo assim o grupo que advoga para que Eládio seja candidato, quer Cambão por perto.

Esta (im)provável aliança entre o PSD e Eládio Carneiro pode até evoluir, mas não como cabeça de chapa. Ao peneirar o número de pretendentes à corrida para conquistar a prefeitura, deve sobrar só três grupos competitivos: o da dupla Célio Silveira/Marcelo Melo, o do prefeito Cristóvão e do vereador Eliel Júnior. O que surgir depois deles serão, quando muito, figurantes em busca de mídia.

O que chama atenção no Entorno de Brasília, é a estratégia do MDB em lançar candidato a prefeito em todos os municípios. Só onde não tiver nenhum pretendente competitivo farão alianças. Esta é a mesma estratégia do PSD que orienta seus filiados a ter o máximo possível de candidatos nos municípios. Por isso Luziânia está na mira da cúpula emedebista. Esta ofensiva tem colhido dividendos: filiou o prefeito de Valparaíso, Pábio Mossoró (histórico aliado de da deputada Lêda Borges) e a ex-candidata a deputa estadual por Cidade Ocidental, Fernanda Batista. Em Águas Lindas deve lançar o carismático médico, Lucas Antonietti e em Formosa um emedebista histórico, advogado Eli Dourado ligado ao prefeito de Goiânia, Iris Rezende.

Por enquanto o governador Ronaldo Caiado mantém-se longe das futricas paroquiais. Experiente e escolado em estratégia eleitoral como ele é, deve estar assuntando o cenário para traçar estratégias. Nos bastidores, ele trabalha para unir forças e não dividi-las, portanto é justificável sua cautela. Conclui-se que provavelmente Eládio recue e venha a apoiar Diego Sorgatto mesmo ele permanecendo no PSDB. A outra hipóteses captada no zum zum político, é que Eládio ficaria um ano no Senado e viabilizaria sua candidatura a deputado federal em 2022. Só tem um porém: eleito, Diego apoiará Célio Silveira para a reeleição ou uma vaga na chapa majoritária.

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