1 de fevereiro de 2020
publicado às 16h32
Investimentos das estatais federais caem 31,3%

O valor foi publicado em portaria do Ministério da Economia no Diário Oficial da União

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Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil /Brasília – As estatais federais investiram R$ 58,3 bilhões em 2019, valor 31,3% inferior aos R$ 84,8 bilhões registrados em 2018. O valor foi publicado em portaria do Ministério da Economia no Diário Oficial da União. A execução do Orçamento também caiu. Em 2019, as 85 empresas públicas avaliadas pelo governo investiram 45,7% da verba total de R$ 127,6 bilhões. Em 2018, as estatais federais tinham aplicado 64,5% dos R$ 131,4 bilhões reservados para investimento naquele ano. Entre as principais estatais, o Grupo Petrobras liderou os investimentos, com R$ 50,9 bilhões no ano passado. O valor, no entanto, indica queda de 36,1% em relação a 2018. O Grupo Petrobras inclui tanto a petroleira como as subsidiárias. A Eletrobras e suas empresas controladas investiram R$ 2,9 bilhões em 2019, retração de 14,8% na comparação com o ano anterior. O levantamento avaliou 78 estatais do setor produtivo e sete do setor financeiro. Na divisão por atividade, 39 empresas são do segmento de energia e 13 da área de petróleo. O Orçamento Geral da União de 2020 reserva R$ 121,4 bilhões para investimentos das estatais. A execução desses gastos, no entanto, dependerá das condições fiscais do governo. BNDES O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, reafirmou esta semana que a auditoria externa contratada pela instituição não encontrou irregularidades nos contratos com o grupo J&F. Segundo Montezano, “não há nada mais esclarecer” em relação às operações do banco. “Com relação aos casos escandalosos de corrupção que houve no Brasil e que o BNDES emprestou recursos para eles, a gente tem que esclarecer que até hoje nada de ilegal foi encontrado no BNDES”, disse Montezano. A investigação se concentrou em apurar evidências de violação de leis anticorrupção no Brasil e nos Estados Unidos, envolvendo oito contratos do grupo com o BNDES, firmados entre 2005 e 2018, que totalizaram R$ 11,34 bilhões (R$ 20,1 bilhões, em valores atualizados pelo IPCA). Durante entrevista à imprensa para tratar do tema, Montezano corrigiu o valor que teria sido pago com a investigação, de R$ 48 milhões para R$ 42,7 milhões (em valores pagos em dólar tendo como base a data em que cada contrato foi firmado). A auditoria foi contratada em 2017 e 2018, durante o governo do então presidente Michel Temer, com custo inicial total de R$ 23,4 milhões, e recebeu dois aditivos. De acordo com Montezano, em 2018, em razão da ampliação do volume de trabalho nas investigações, houve uma suplementação no valor de R$ 5,067 milhões, realizada em novembro daquele ano. Em julho de 2019, em decorrência das investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do BNDES e da Operação Bullish, da Polícia Federal, que investigou o favorecimentos do banco ao grupo J&F, foi aprovado o aumento do escopo da auditoria, com um novo aditivo de R$ 11,9 milhões no valor do contrato. Segundo Montezano, a decisão ocorreu antes de sua posse como presidente do banco, no dia 3 de julho. (Agência Brasil).

“Entre as principais estatais, o Grupo Petrobras liderou os investimentos, com R$ 50,9 bi no ano passado.”

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