22 de fevereiro de 2020
publicado às 09h35
Pábio Mossoró tem sobrevivido ao ‘moedor de carne’ da política em Valparaíso
Prefeito de Valparaíso, Pábio Mossoró acredita que a geometria política de Valparaíso promete uma nova dinâmica com a mudança de comportamento do eleitor-cidadão. “O povo está atento às dificuldades do País, Goiás, os municípios e sabem que estamos fazendo o impossível para atender suas demandas”.

Prefeito de Valparaíso, Pábio Mossoró acredita que a geometria política de Valparaíso promete uma nova dinâmica com a mudança de comportamento do eleitor-cidadão. “O povo está atento às dificuldades do País, Goiás, os municípios e sabem que estamos fazendo o impossível para atender suas demandas”.

Por Wilson Silvestre – O município de Valparaíso na Região Metropolitana de Brasília (Rembra), é tão próximo da Capital do País que, às vezes, o visitante desavisado que trafega pela BR-040 pensa que está chegando no Distrito Federal. Por um lado é positivo pois atrai empreendedores, mas também acarreta inúmeros problemas administrativos e sociais provocados, em parte, pela opulência em que divide a Esplanada dos Ministérios e a sede da prefeitura.

Não bastasse a influência exercida pelo centro de poder político ainda tem, como contraponto ao gestor do município, uma classe média exigente por qualidade de serviços. No entanto, o que mais tira o sono de quem é gestor de Valparaíso, seja ele de qualquer sigla partidária, são as demandas por infraestrutura reprimidas desde sua emancipação política. Que o diga o primeiro ex-prefeito do município, José Valdécio.

Este tem sido o constante desafio do atual prefeito, Pábio Mossoró (MDB): equilibrar compromissos de campanha com recursos limitados. As críticas contra sua gestão são quase todas elas exigindo mais infraestrutura em saneamento básico e asfalto. Não há orçamento municipal que diminua, em tempo recorde, este limite que divide os que moram nos bairros mais estruturados dos que estão na periferia.

Estas diferenças provocadas, sobremaneira pelo desejo de ‘morar’ próximo de Brasília, esgarça o tecido social, atraindo oportunistas políticos de ocasião que só querem o poder pelo poder ou tumultuar a gestão. Por mais que não se goste do prefeito Pábio ou que tenha preferência por outro nome à frente da gestão, dificilmente haverá um ‘Salvador de Valparaíso’ – como apregoa os adversários de Mossoró – que resolva em um mandato estes desafios.

Esta fragmentação de pré-candidatos a prefeito em Valparaíso – fala-se em mais de 17 – é o retrato de que a gestão de Pábio tem investido muito na cidade, portanto, é natural que os adversários queiram retirá-lo do caminho. Mas, a percepção do eleitor-cidadão mudou e sabe que lideres, seja ele veterano ou novato, terá que se reinventar para ‘desconstruir’ a reputação de Pábio como gestor. O eleitor não quer correr riscos e por isso busca o certo ao invés do futuro duvidoso.

Pábio tem correspondido às expectativas de uma soma considerável dos cidadãos valparaisense. Pesquisas de monitoramento tanto de aliados do prefeito quanto dos adversários, apontam que ele continua como franco favorito na intenção de votos. Os 20% que se declaram contra a gestão, se divide em duas categorias: os que buscam no poder público solução para seus problemas pessoais, comunitários e os que estão fora do poder querendo pular para dentro.

Embora os tocadores de bumbo sejam um número bem menor do que o barulho que fazem, contribuem para que os ‘alpinistas políticos’ gritem em pleno pulmões que “o prefeito já era”. Essa turma faz oposição não com ideias, criatividade ou propostas factíveis, mas manchando reputações. Eles insistem em desqualificar Pábio como administrador, no entanto, como numa frigideira teflon, nada do que dizem ‘gruda’ no prefeito.

Os pretendentes à cadeira de Mossoró precisam aguçarem melhor seus sentidos políticos em relação ao novo eleitor. Esta turma ainda não fez uma releitura de seus conceitos e continuam praticando a velha política. Não absorveram as lições de 2018 que os eleitores-cidadãos cravaram nas urnas. Soma-se a este comportamento político, o intenso processo de urbanização em que vive Valparaíso, diminuindo a distância entre os estratos sociais e unificando as reivindicações.

O silêncio do cidadão em relação à política e o alarido de pré-candidatos a vereador e prefeito, sinaliza mudanças ainda não captadas pelos pretendentes a pularem para dentro do poder. Só descer a borduna no prefeito sem apresentar respostas convincentes aos eleitores pobres da periferia de Valparaíso que, embora seja uma massa desorganizada, é uma potência de votos que ouvem mais Pábio Mossoró do que os ‘arautos do quanto pior melhor’.

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