29 de fevereiro de 2020
publicado às 22h15
Eládio Carneiro soube perceber o ‘ponto fora da curva’ e muda o eixo político em Luziânia
Eládio Carneiro acredita que o cidadão comum busca, inconscientemente, líderes que iluminem as incertezas sobre o futuro. “Em Luziânia, a população quer definir um novo rumo para evitar os ventos das circunstâncias e os desvios de rota que tem infelicitado nossa política e a comunidade”. (Reprodução: Facebook pessoal).

Eládio Carneiro acredita que o cidadão comum busca, inconscientemente, líderes que iluminem as incertezas sobre o futuro. “Em Luziânia, a população quer definir um novo rumo para evitar os ventos das circunstâncias e os desvios de rota que tem infelicitado nossa política e a comunidade”. (Reprodução: Facebook pessoal).

Por Wilson Silvestre – Assim como Napoleão Bonaparte percebia que, para se ganhar uma batalha, é necessário reconhecer o terreno em que se vai lutar, o suplente de senador do Democratas de Goiás, advogado Eládio Carneiro assimilou o terreno político em Luziânia e entra na disputa eleitoral para prefeito. Desde a vitória de Ronaldo Caiado ao governo goiano, Eládio vinha costurando no município, uma aliança focada em ‘quebrar’ a polarização entre o grupo do prefeito afastado, Cristóvão Tormin (PSD) e do deputado federal e ex-prefeito, Célio Silveira (PSDB).

Pragmático e habilidoso, silenciosamente Eládio observava os movimentos de adversários da base Caiadista nas tratativas em construírem alianças partidárias. Como um franco atirador soube aguardar, imóvel, sob chuva e sol a oportunidade do tiro certo. Esta chance veio com o derretimento da liderança do prefeito afastado, Cristóvão. Mesmo estando em seu segundo mandato, Cristóvão detinha a máquina pública na mão e mantinha refém politicamente, o deputado estadual e ex-pupilo, Wilde Cambão (PSD).

Esta estratégia ruiu quando Cambão anunciou, no final do ano passado, que não mais iria disputar a Prefeitura de Luziânia. Pesou na decisão do deputado dois fatores: o apoio tóxico de Cristóvão que a cada dia era revelado um escândalo sobre sua conduta pública, somado ao egocentrismo político. Eládio viu nessa desistência e o afastamento do prefeito pela justiça, a chance em se revelar como alternativa do DEM à disputa da prefeitura. Até aquele momento, o nome que estava em evidência praticamente sozinho, era o do deputado estadual Diego Sorgatto (PSDB).

Foi exatamente nesse ponto fora da curva que Eládio colocou suas cartas à mesa trucando: como Diego pode ser candidato do DEM se ele pertence ao PSDB? Esta pergunta reverberou nas cercanias do principal gabinete de Ronaldo Caiado. De fato, a ‘janela’ partidária para se mudar de partido só autoriza vereadores e prefeitos deixarem suas legendas sem perda de mandato. Para deputados estaduais e federais a legislação vigente impede, a não ser em casos excepcionais. Portanto, mesmo Diego tendo a garantias de que será bancado por Célio Silveira, a cúpula tucana torce o nariz para este arranjo.

A razão é simples: se Diego for eleito pelo PSDB e concretizar o anuncio feito por um dos líderes influentes do DEM em Luziânia, Marcelo Melo como futuro integrante Democrata, suas chances de sair do ninho tucano sem briga é próxima de zero. Pronto. Nenhum partido, principalmente o PSDB que está ‘pedindo água’ para sobreviver, banca um candidato que amanhã, caso eleito ou não, vai pular fora do barco. Estas junções contribuem para que Eládio se fortaleça como o candidato do governador Ronaldo Caiado em Luziânia.

O simples anúncio de sua entrada no jogo pela disputa da prefeitura, despertou paixões e comentários entre apoiadores, funcionários públicos, empresários e entre lideranças de bairros. O blog recebeu algumas manifestações via Whatsapp aprovando Eládio na disputa eleitoral. Ele tem história e linhagem política que honra nossa cidade, Está na hora de Luziânia mudar essa eterna luta entre Cristóvão e o Dr. Célio”.

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