26 de março de 2020
publicado às 22h47
‘Vírus da rachadinha’ pode contaminar gestão Daniel do Sindicato mais do que o Covid-19
Câmara de Vereadores de Cristalina está em quarentena por conta do Coronavírus, mas os comentários na cidade não se restringem ao pavor de se contrair o Covid 19 e sim o futuro político do grupo do prefeito Daniel do Sindicato (DEM). Por mais que o prefeito tente ignorar a recente descoberta do ‘vírus da rachinha’ no legislativo local, dificilmente a gestão Daniel conseguirá se livrar de sua história com os vereadores presos. (Ilustração sobre foto da Câmara de Vereadores de Cristalina).

Câmara de Vereadores de Cristalina está em quarentena por conta do Coronavírus, mas os comentários na cidade não se restringem ao pavor de se contrair o Covid 19 e sim o futuro político do grupo do prefeito Daniel do Sindicato (DEM). Por mais que o prefeito tente ignorar a recente descoberta do ‘vírus da rachinha’ no legislativo local, dificilmente a gestão Daniel conseguirá se livrar de sua história com os vereadores presos. (Ilustração sobre foto da Câmara de Vereadores de Cristalina).

Por Wilson Silvestre – Quando uma gestão pública se distancia dos cidadãos em detrimento de um grupo político, dificilmente a história de sucesso da campanha vitoriosa que o elegeu se repete. Muitos líderes vitoriosos numa campanha eleitoral quando assume o poder, seja presidente da República, governador ou prefeito por razões diversas acabam adotando práticas administrativas piores do que o antecessor. Mas, em se tratando do executivo municipal, a maioria se rende aos apelos de amigos e grupos que o ajudaram a conquistar o poder, a terem acesso ao cofre dos contribuintes.

Aquela narrativa focada na ética e eficiência na gestão do executivo tendo como eixo principal, o decoro e o respeito ao contribuinte, desaparecem dando lugar aos ‘negócios entre amigos’. A retórica que ‘desconstruiu’ o adversário passa a ser uma página virada. A administração torna-se patrimonial sendo distribuída entre os mercadores do poder público em detrimento da população. Foi este o caminho trilhado pelo grupo que dominava a Câmara de Vereadores desde a gestão do antecessor, Luiz Attié.

Eles induziram o cidadão-eleitor e a população acreditarem que tinham um ‘Salvador da Pátria’ dos cristalinenses. A tática da velha política em demonizar o adversário funcionou: elegeram o seu ‘Sassá Mutema’. Agora, passados mais de três anos e alguns meses, Cristalina percebeu que votou em gato pensando que era lebre. Hoje vive assombrada não só pela pandemia do Coronavírus que apavora o mundo, mas também pelo ‘vírus da rachadinha’ que abateu parte da elite do legislativo municipal.

Não bastasse o choque da população com o escândalo, aproximadamente 30 pessoas estão sendo ouvidas pelo Ministério Público, dentre elas, vereadores, servidores e aliados do prefeito. Mas, o que tira o sono de Daniel e provoca calafrios em seu grupo, é a quebra do sigilo telefônico dos vereadores presos. Se realmente confirmar que havia um esquema envolvendo pessoas próximas ao prefeito e empresas dos amigos, quase todas elas constituídas a partir da posse em 2017, muitas reputações vão para o lixo da história.

O blog tem em mãos cópias dos contratos destas empresas prestadoras de serviços na prefeitura. A maioria delas em nome dos amigos ou de parentes. Mesmo que seja legal, politicamente é imoral e pior: pode atingir mortalmente o sonho da reeleição de Daniel. Não tem como o prefeito fingir que a prisão de seus amigos e aliados na Câmara de Vereadores não alcança seu sonho de reeleição. A decomposição do grupo político do prefeito, recém filiado ao DEM, acontece no pior momento dos cristalinenses, não só pelo pavor do Coronavírus, mas sobretudo por ver parte dos aliados do prefeito Daniel do Sindicato, eleito com um discurso de ética e moralidade pública presos sob o signo da corrupção. Por mais esforço que Daniel faça para se descolar do escândalo dos ‘vereadores da rachadinha’, sua gestão não terá como explicar aos cidadãos-eleitores porque aceitou ‘carona’ num esquema espúrio e danoso aos cofres público.

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