22 de junho de 2020
publicado às 08h40
Discretamente, Ronaldo Caiado sai da quarentena política de olho em 2022
Governador de Goiás, Ronaldo Caiado redobra esforços no enfrentamento ao Covid-19, recuperação econômica e social, mas também na convergência política visando a disputa majoritária em 2022

Governador de Goiás, Ronaldo Caiado redobra esforços no enfrentamento ao Covid-19, recuperação econômica e social, mas também na convergência política visando a disputa majoritária em 2022

Por Wilson Silvestre – Nem só de problemas sanitários provocados pelo Covid-19 e escassez de recursos vive o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM). Discretamente ele tem dedicado alguns minutos de sua agitada agenda para se posicionar no tabuleiro político da eleição municipal. Caiado sabe que 2022 é logo ali, virando a esquina e o tempo de quem está no poder voa baixo, quando percebe-se, já era.

Ciente de que em política não existe ‘cedo demais’, Caiado busca escolher aliados em sua base de apoios que possam somar na sua reeleição, principalmente nos municípios onde a densidade eleitoral é maior. Como em muitos lugares o DEM não conseguiu ser cabeça de chapa, o jeito foi estimular alianças com os Progressistas (antigo PP), Podemos, PSB e PTB, siglas mais afinadas com os governistas. Habilmente, Caiado tem deixado pouco espaço para a oposição manobras, atraindo para mais perto de seu projeto, legendas mais ‘soltas’ como Democratas Cristão (DC), PL, Pros e PSC.

Nessa estratégia, PSDB e MDB praticamente ficaram isolados passando longe de uma composição com o DEM. O PSD, visto por alguns caiadistas com desconfiança, tem se saído melhor costurado algumas alianças com a base do governador. É o caso do Podemos que soube aproveitar as rusgas política na base governista e firmou parcerias com o PSD, além disso acomodou lideranças que ficaram isolados dentro do Democratas.

Ao contrário do alarido divulgado pelos tucanos e emedebistas, afirmando que o “DEM do governador não tem nada a oferecer”, Caiado conseguiu, até agora, uma boa base de apoios nos municípios médios e grandes. Mostrou também seguir na direção oposta a era do tucanato em Goiás, onde o partido do governador tinha preferência em alianças, relegando aos aliados sem muita representação legislativa, as ‘sobras’.

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