29 de junho de 2020
publicado às 11h11
Caiado orienta lockdown por 14 dias a partir desta terça-feira (30)
Governador Ronaldo Caiado. Foto:assessoria

Governador Ronaldo Caiado. Foto:assessoria

Por Site (Redação/ DIÁRIO DE GOIÁS) – O governador Ronaldo Caiado orientou prefeitos a adotarem o lockdown intermitente em seus municípios pelos próximos 14 dias, a partir de terça-feira (30). Segundo ele, no que concerne às suas prerrogativas, a medida de isolamento, mantendo apenas serviços essenciais funcionando, estará em vigor a partir de amanhã.

“Os (prefeitos) que estiverem de acordo terão respaldo. Os que acharem que devem seguir outro caminho, comuniquem a população e arquem com as responsabilidades. No que é de minha decisão, apenas as indústrias ou áreas responsáveis por aquilo que é essencial permanecerão abertas a partir de amanhã. Essa é a decisão. É hora de decidir. O que é prerrogativa do governador está decidido para amanhã”, destacou.

Segundo Caiado, não é mais possível ampliar leitos de UTI. Conforme estimativa da UFG, haveria colapso do sistema, causando desassistência, já no meio de julho. “Agora não dá mais para achar que está tudo bem, pode continuar, não vai acontecer nada disso. O momento exige de nós responsabilidade. Se eu tivesse sobre mim a prerrogativa do Supremo, faria o sistema 14×14 (alternando abertura e lockdown), criando o rastreamento de todos os portadores”, destacou.

O governador pontuou ainda que os serviços essenciais devem manter testes regulares nos trabalhadores. “Entendo que somente o que está classificado como essencial deve continuar aberto nos próximos dias, mesmo assim todos submetidos ao RT-PCR, independente de sintomas, uma vez por semana”, afirmou. Ele também pediu aos prefeitos que comprem mais testes. “Quem não tem condição de instalar leitos de UTI, avance no RT-PCR”.

Caiado pediu que as autoridades se unam. “Tem que ser um sistema de mutirão, com todas as nossas forças convergindo para não atingirmos esse número de óbitos aí projetado. Isso não podemos admitir. Não posso aceitar que haja omissão de qualquer autoridade do estado. Cada prefeito e cada prefeita vai responder pelos casos dos seus municípios. Reflitam bem, analisem bem”, frisou.
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