Goiás vai impulsionar produção de frutas

0

Por Michelle Rabelo (Portal Faeg) – O que era para ser um evento de discussão sobre a fruticultura, se tornou um marco para a atividade em Goiás. Tudo isso porque durante o 1º Encontro Goiano de Fruticultura, realizado pela Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) na quarta (7) e quinta-feira (8), em Goiânia, o governador em exercício, José Eliton Júnior, assinou uma carta de intenções, na qual está prevista a criação de um Plano Estadual de Desenvolvimento para a Área de Fruticultura e a regulamentação da Lei 17.041/10, que cria uma Política Estadual de Incentivo à Fruticultura.

José Eliton, que também responde pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Científico e Tecnológico e de Agricultura, Pecuária e Irrigação (SED), foi recebido pelo presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner.

Presidente da Faeg, José Mário apresentou dados que comprovam a potencialidade da fruticultura goiana. Já o governador em exercício, José Eliton destacou a importância da participação efetiva do produtor na criação de caminhos que fortaleçam a fruticultura. Foto - Fredox Carvalho
Presidente da Faeg, José Mário apresentou dados que comprovam a potencialidade da fruticultura goiana. Já o governador em exercício, José Eliton destacou a importância da participação efetiva do produtor na criação de caminhos que fortaleçam a fruticultura. Foto – Fredox Carvalho

Na ocasião, Schreiner apresentou dados que comprovam a potencialidade da fruticultura, e fez questão de ratificar o papel importante que a agropecuária vem exercendo dentro do atual cenário econômico. “A renda líquida por hectare da soja é de R$ 843,00 da banana prata é de R$ 6 mil, da uva é de R$ 27 mil e do abacaxi é de R$ 9.9 mil. Será que ainda precisamos falar que a atividade necessita urgentemente de investimentos? ”, questionou, em tom provocador. “Hoje temos dois países. O nosso Brasil é aquele que nos enche de orgulho, aquele que dá certo. Mas ainda assim, precisamos muito do apoio público, com políticas específicas e mais investimentos”, completou.

José Mário, que também é presidente do Conselho Administrativo do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural em Goiás (Senar Goiás), falou sobre a necessidade de investimentos tecnológicos para que a atividade deslanche de vez. “85% das nossas propriedades são de pequeno e médio porte. Elas são responsáveis por 15% da produção total. Isso acontece porque falta tecnologia dentro dessas fazendas. Precisamos, cada vez mais, discutir esse cenário, debater os gargalos e avaliar oportunidades dentro da fruticultura”, defendeu.

Empenho estadual – Concordando com Schreiner, o vice-governador, José Eliton Júnior, disse que o governo estadual está empenhado em pensar ações que fomentem a fruticultura goiana. Segundo ele, investimento em pesquisa e tecnologia são prioridades, assim como uma aproximação ainda maior às entidades representativas da agropecuária goiana, como a Faeg e o Senar Goiás. José Eliton aproveitou para destacar a importância da participação efetiva do produtor na criação de caminhos que fortaleçam a fruticultura. “Vocês são nossos indicativos sobre o que está bom e o que precisa melhorar”, disse, ao assinar a carta de intenções, que pede a regulamentação da Lei 17.041/10.

A Lei em questão estabelece que uma das diretrizes da política de incentivo à fruticultura goiana seja a utilização do cooperativismo, ou seja, impacta diretamente em uma das maiores reclamações dos fruticultores: a falta de organização da cadeia de produção. De acordo com o vice-governador, os produtores “podem contar com o governo estadual no que se refere a incentivos para organizar e articular todas as etapas de produção e comercialização de frutas em Goiás”.

Encontro goiano – Com o tema: “Cenário, Desafios e Oportunidades”, o evento – que também foi realizado pelos Sindicatos Rurais (SRs), Instituto Inovar e a Associação Goiana dos Citricultores (Agrocitros), objetiva desenvolver ainda mais a fruticultura no estado por meio de conhecimento, tecnologia e extensão. A ideia é, além de apresentar o grande potencial de Goiás para a fruticultura, será debater meios de tornar a atividade uma das principais do agronegócio goiano, gerando divisas e diversificando a produção agrícola no estado. Os avanços tecnológicos na produção de frutas, a importância da defesa sanitária na cadeia produtiva e a representatividade do cooperativismo e associativismo na atividade são alguns dos temas que compõem a programação.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.

AN