No aniversário da FAO, José Mário defende mais tecnologias para as classes C, D e E

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O maior desafio que os governos em todo mundo tem se debruçado é como alimentar em 2020, um contingente de 8,3 bilhões de pessoas. Esta cifra superlativa faz parte do estudo que Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) divulgou recentemente. Esta preocupação também atinge países como o Brasil, um dos grandes produtores de grãos.

Este número pode chegar em 2050, 9,7 bilhões de pessoas como afirmou Alan Bojanic recentemente no Fórum Abag promovido pelo Estadão. Para alimentar este grande número de bocas, a produção atual de alimentos deve crescer 80%.

José Mário Schreiner (segundo da esquerda para a direita) na homenagem à FAO: “Não basta sermos grandes produtores de alimentos se ainda temos no campo, pessoas produzindo com técnicas do século 20”(Foto Agência Senado)
José Mário Schreiner (segundo da esquerda para a direita) na homenagem à FAO: “Não basta sermos grandes produtores de alimentos se ainda temos no campo, pessoas produzindo com técnicas do século 20”(Foto Agência Senado)

Outro desafio mais urgente e que tem incomodado lideres como o vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), José Mário Schreiner são os 80% dos produtores rurais que estão na classe C, D e E, que ainda não têm acesso às tecnologias que fizeram do país um dos principais fornecedores mundiais de alimentos.

Na manhã desta terça-feira (13), em solenidade no Senado Federal para celebrar os 70 da FAO, José Mário defendeu a democratização da pesquisa e a inovação para estes produtos. “Não basta sermos grandes produtores se ainda temos no campo, pessoas produzindo com técnicas do século 20”. José Mário defende que o país continue dando sua contribuição para erradicar a fome e a garantir segurança alimentar da população mundial. “Precisamos que a tecnologia chegue a esses produtores para produzir mais riqueza, gerar mais renda e emprego e para que eles possam dar uma vida mais digna a suas famílias”, justificou.

Segundo ele, o papel do produtor rural brasileiro “se confunde com os objetivos da FAO de erradicar a fome e a pobreza no mundo”. “Estamos plenamente conectados com esse objetivo. Graças à tecnologia, temos condições de contribuir com esse desafio de erradicar a fome e a pobreza no mundo, pois 800 milhões de pessoas ainda passam fome”, afirmou.

Schreiner também enfatizou o papel do produtor rural para a economia brasileira. “Esse é o Brasil que dá certo. O agronegócio gera renda, emprego e superávits na balança comercial. Outros setores da economia que patinam neste momento de dificuldades financeiras deveriam seguir o exemplo rural”, destacou. Ele lembrou que o trabalho de instituições como a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) fez com que o Brasil ampliasse sua produtividade em 350% nos últimos 40 anos, aumentado a área plantada em apenas 50% e preservando 60% do território nacional com vegetação nativa.

“Se há 40 anos produzíamos 50 sacos de milho por hectare, hoje produzimos 200. Nossas vacas produziam quatro, cinco litros de leite por dia e hoje produzem 20. Levávamos de quatro a cinco anos para produzir uma carne de qualidade e hoje conseguimos isso em um ano e meio”, disse o vice-presidente da CNA. Participaram da solenidade o representante da FAO no Brasil, Alan Bojanic, a presidente da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado, senadora Ana Amélia (PP-RS), idealizadora da homenagem, e o presidente da Embrapa, Maurício Lopes, entre outras autoridades. (Com assessoria de comunicação CNA).

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