Aécio defende afastamento de Cunha e diz que denúncias são ‘gravíssimas’

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Dados do Ministério Público da Suíça indicam recursos de Cunha no exterior.
Nesta quinta, PGR pediu ao STF nova investigação do presidente da Câmara

Por Fernanda Calgaro Do G1, em Brasília. O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), disse nesta quinta-feira (15) que as denúncias contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), são “gravíssimas” e voltou a defender que o peemedebista se afaste do cargo para se defender.

Alvo da Operação Lava Jato, Cunha é investigado por ter se beneficiado do esquema de corrupção da Petrobras e manter contas secretas na Suíça. Nesta quinta, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um novo pedido para que a descoberta das contas atribuídas ao deputado e seus familiares seja investigada.

“No momento em que essas denúncias em relação ao presidente da Câmara chegam e elas são gravíssimas, obviamente, cabe a ele se defender. E, obviamente, o PSDB não tem nenhum compromisso com eventuais irregularidades que possam ter sido cometidas por ele”, afirmou Aécio.

Aécio admitiu que houve uma aproximação dos partidos de oposição ao longo do ano em troca de mais espaço de atuação, inclusive com a participação em comissões, mas disse que faz parte do “jogo parlamentar”. Segundo ele, isso se deu à “luz do dia”.

“Nós da oposição, eu vou deixar isso bem claro, tivemos em vários momentos nesse último ano, ano e meio, entendimentos com o presidente da Câmara dos Deputados que ampliou o espaço de atuação das oposições na Câmara dos Deputados. Tudo isso feito absolutamente à luz do dia, como a participação em comissões de inquérito, que estão investigando denúncias em relação ao governo, outras foram abertas, relatorias importantes, como a da reforma política foram conduzidas pela oposição. Isso é do jogo parlamentar”, disse.

Conselho de Ética
Cunha também deverá ser investigado pelo Conselho de Ética da Câmara por suposta quebra de decoro parlamentar. Autores da representação, PSOL e Rede entendem que ele mentiu em depoimento à CPI da Petrobras, em março, quando disse que não possuía contas no exterior. Em documento enviado por Janot ao PSOL, ele confirmou, no entanto, que Cunha tem contas na Suíça.

Nos últimos dias, segundo o Blog do Camarotti, com o agravamento das denúncias contra ele, Cunha tem ensaiado uma aproximação com o governo para discutir a possibilidade de ter o seu mandato poupado no processo que responderá no colegiado por suposta quebra de decoro parlamentar. Até então, a estratégia do peemedebista era, respaldado pela oposição, pressionar o governo com a abertura de um processo de impeachment.

 

 

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