Eduardo Cunha: Geni, Madame Satã ou o simplesmente o homem mais forte da Republica?

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Quem tem coragem de enfrentá-lo? Quemmmmm?

 eduardo cunha

POR JOÃO ZISMAN-POLITIQUÊS-DA REDAÇÃO – Nunca antes na história desse país, a classe política esteve tão confusamente desmoralizada. A cena é digna da letra do bolerão imortalizado na voz de Altemar Dutra: …

 

“….Ninguém é de ninguém

Na vida tudo passa

Ninguém é de ninguém

Até quem nos abraça……”

 

Escalado da vez para personificar a Geni da musica de Chico Buarque do momento, o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha, parece que não está muito disposto a aceitar o papel, muito pelo contrário, Cunha está muito mais perto de incorporar Madame Satã, famosíssimo travesti carioca que baixava o pau em quem o desafiasse. Mas vai que Cunha tope interpretar Geni. Quem será o primeiro a atirar-lhe a pedra?

A Côrte de concubinas que se transformou o universo político nacional, onde favores são concedidos mediante agrados, mimos e propinas, não obstante ao bem querer mútuo daqueles que oferecem e recebem e vice-versa, nada mais é do que o resultado de anos de mensalão, pretolão, bndesão, eletrobrasão e tantos outros “modelos de negócios” voltados à compra do “amor verdadeiro” na política.

O feudo chamado de Congresso Nacional é dominado por Renan, Cunha e mais meia dúzia de apaniguados, que impõe o poder sobre mais de 300 vassalos travestidos de deputados, que por sua vez já foram obrigados, até para salvarem suas próprias peles, a recolherem e esconderem todas as “pedras” que um dia possam ser usadas para punir alguma Geni.

A presidenta Dilma já não governa. Encastelada no seu palácio futurista, alterna momentos de reclusão com episódios de delírios populistas. Seus discursos endereçados à população e a oposição não conseguem dobrar uma esquina, muito chegar ao endereço desejado. A claudicante retórica presidencial, por vezes, pode ser diagnosticada como afasia, face a escancarada dificuldade que nossa Presidenta enfrenta para concatenar suas ideias. Inebriada pela falsa premissa de um golpe, a Presidenta atribui ao esforço da oposição e o desejo de mais de 60% da população brasileira em “impichá-la” como um atentado a democracia. Não é não. Está na Constituição Brasileira. O impeachment é o instrumento legal e democrático para retirar do poder aquele governante que falhe com suas responsabilidades.

Enquanto isso o povo vive com a corda no pescoço. As geladeiras ficam cada vez mais vazias; os carros financiados começam a encher os pátios de bancos e financeiras; o “minha casa, minha vida” realmente virou o minha desgraça, minha dívida; e a classe “E” da pirâmide social engorda a passos largos.

A triste conclusão é de que a Geni somos nós. Será que não está na hora das Genis cuspirem, baterem e atirarem pedras?

Já o deputado Eduardo Cunha pode escolher o papel que bem lhe for melhor, afinal fica pergunta quem tem coragem de enfrentá-lo? Quemmmmm?

 

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