Eleitos, deputados e senadores do DF sumiram do povo

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Por Fred Lima – É de praxe em qualquer estado deputados federais e senadores, nas segundas, nas sextas-feiras e nos fins de semana, participarem de reuniões e encontros com a população que os elegeram. Tudo isso é natural em todo o país, menos no Distrito Federal. Com exceção de uns dois a três nomes, os parlamentares do DF sumiram do mapa. Encontros com a comunidade, com a classe política local e com a imprensa de sua cidade, visando ouvir os anseios da sociedade e as opiniões, nada.

Alguns estão tão envolvidos com a pauta nacional, que parece que foram eleitos por outro estado. Quem não obteve a maioria dos votos na avenida paulista? O deputado federal, Rôney Nemer, por exemplo, é um dos poucos exemplos que busca aproximação com a comunidade candanga. Para se ter uma ideia, uma amiga me perguntou esses dias quem era Ronaldo Fonseca (PROS). Eu expliquei que era o quarto deputado federal mais votado pelo DF na eleição passada. Por aí já dá para ver!

Bancada do DF conta com oito deputados federais e os senadores Antônio Reguffe, Cristovam Buarque e Hélio José: eleitos, sumiram do meio do povo
Bancada do DF conta com oito deputados federais e os senadores Antônio Reguffe, Cristovam Buarque e Hélio José: eleitos, sumiram do povo

Parece que o poder legislativo federal subiu para a cabeça de alguns parlamentares de Brasília. No Senado, o único que vem buscando dialogar de forma ampla com o povo brasiliense em várias visitas que faz às cidades-satélites nos fins de semana é o senador Hélio José (PSD). Cristovam Buarque (PDT) continua filosofando sobre a educação. Parece que não saiu da universidade. José Antônio Reguffe (PDT) é honesto e bem-intencionado, mas precisa sair de seu gabinete, ainda mais se um dia quiser ser governador. Quantidade de votos para isso ele tem de sobra, mas com certeza a população estará muito desconfiada nas próximas eleições com políticos que nunca passaram pelo Executivo, após a eleição do então senador Rodrigo Rollemberg ao GDF.

Rogério Rosso (PSD) foi o destaque deste blog no primeiro semestre na Câmara dos Deputados, assim como Reguffe foi no Senado. Contudo, Rosso precisa tomar cuidado para não exercer mais a função de presidente de partido e líder de bancada que a função de deputado federal pelo DF. Izalci Lucas (PSDB) da mesma forma. Quer ser candidato a governador. Por isso foi eleito presidente do PSDB-DF por meio da canetada interventora de Aécio Neves. Assim como Rosso, Izalci agora parece que só fala como presidente do PSDB local, talvez porque dê um status maior. Na Câmara, a preocupação do deputado é voltada para a CPI da Petrobras.

E Erika Kokay (PT)? Só quer saber da causa LGBT… Alberto Fraga (DEM) e Laerte Bessa (PR), apesar de estarem sempre preocupados com a segurança pública do DF, estão ficando conhecidos do mesmo modo que Kokay: deputados de um tema só. Precisam transcender os assuntos que defendem.

Quanto a Augusto Carvalho (SD), alguém precisa lembrar ao deputado que não adianta ficar só fazendo vídeos para criticar o governo da presidente Dilma Rousseff. O DF está também vivendo um caos, inclusive pior que outros estados. E o que o deputado pensa a respeito? Não sei com clareza até agora.

O que os políticos brasilienses que exercem mandato no Congresso devem entender é que só aparecer para a população de quatro em quatro anos, não dá. O que estão fazendo? Quais os seus projetos? Como o DF será beneficiado? Voltem um pouco para a planície!

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