Força-tarefa do Araguaia tem mais a descobrir

0

 

Por Matheus Leitão (G1) – A força-tarefa criada para investigar crimes cometidos na Guerrilha do Araguaia, maior resistência rural armada à ditadura militar (1964-1985), está parada há oito meses. A pausa tem gerado desconforto entre integrantes do Ministério Público Federal, que têm elementos para produzir novas denúncias contra militares das Força Armadas.

Criado em janeiro de 2014, inicialmente pelo período de seis meses, o grupo teve os trabalhos prorrogados por mais seis meses em meados do ano passado. Contudo, o novo prazo venceu em fevereiro de 2015. Somente uma portaria do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pode estender mais uma vez a continuidade da força-tarefa.

A atuação do grupo de investigadores é no âmbito criminal. O objetivo da apuração é incentivar a sinergia entre os procuradores que integram o grupo designado por Janot e dois colegas que atuam no Ministério Público Federal em Marabá (PA), com a missão de apurar as consequências penais da Guerrilha do Araguaia.

Em fevereiro, quando o trabalho foi suspenso, a força-tarefa era composta por sete procuradores da República. O grupo foi o responsável, por exemplo, por propor ações penais contra os militares Lício Maciel e Sebastião Curió por assassinatos e ocultação de cadáveres de integrantes da guerrilha. As ações foram propostas em janeiro deste ano e atualmente tramitam na Justiça Federal.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.

AN