Rollemberg afirma que cidade não pode ter orçamento só para servidores

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Rodrigo Rollemberg no Encontro Popular Governo de Brasília e Movimentos Sociais, na Câmara Legislativa: “Nós não temos a menor condição de pagar [reajustes aos servidores]. Então, a greve é inócua” Igo Estrela/ObritoNews/Fato Online
Rodrigo Rollemberg no Encontro Popular Governo de Brasília e Movimentos Sociais, na Câmara Legislativa: “Nós não temos a menor condição de pagar [reajustes aos servidores]. Então, a greve é inócua”
Igo Estrela/ObritoNews/Fato Online
As declarações foram dadas este sábado durante a primeira edição do Encontro Popular Governo de Brasília e Movimentos Sociais, na Câmara Legislativa. Na última semana, o governador anunciou que aumento de servidores ficará para 2016

Por Joelma Pereira (Portal Fato Online) – Ao contrário do esperado, após os recentes cortes do governo e a prorrogação do aumento dos servidores públicos para 2016, o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, foi recebido com aplausos na primeira edição do Encontro Popular Governo de Brasília e Movimentos Sociais, na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Sobre anúncio que atingiu em cheio os servidores públicos, o adiamento da terceira parcela do aumento que deveria ter sido paga junto com o salário de setembro, Rollemberg reafirmou a impossibilidade do pagamento diante da crise financeira no orçamento do DF e do país.

Crise

De acordo com ele, “uma cidade é muito mais do que apenas pagamento de salários de servidores. Vejam, o país está em crise, a nossa economia está caindo. O desemprego está aumentando e nós não temos condições materiais de colocar R$ 1,2 bilhão para aumento de servidores públicos por não termos esse dinheiro“, disse o governador, que, mesmo com plateia também formada por servidores revoltados e grevistas, arrancou aplausos.

Em tom crítico, Rollemberg ressaltou que, diante da atual situação do caixa do governo, o aumento significaria deixar de arcar com outras necessidades básicas na cidade. “Precisamos ter dinheiro para assentar famílias no campo, precisamos ter dinheiro para os programas habitacionais, precisamos ter dinheiro para comprar medicamentos para a saúde, alimentação hospitalar. Uma cidade é muito mais do que apenas pagamento de salários de servidores”, ressaltou. Na última semana, a Justiça do Distrito Federal decretou irregular a greve realizada por algumas categorias, como a dos professores e dos servidores do Hemocentro e do IML (Instituto Médico Legal).

Na próxima segunda-feira (26), os servidores do Detran também prometem entrar em greve. De acordo com o governador, a resistência dos grevistas, mesmo após decisão da Justiça, não vai adiantar para reverter a situação. “A greve não vai adiantar simplesmente porque nós não temos recursos. Nós não temos a menor condição de pagar. Então, a greve é inócua. Em função disso, as greves foram declaradas ilegais porque os desembargadores sabem dessa nossa condição”, reafirmou.

Desconto

Rollemberg voltou a reafirmar que os servidores que não retornarem ao trabalho terão esses dias descontados no salário. “As greves foram declaradas ilegais. Nós estamos registrando as faltas dos servidores e haverá desconto nos pagamentos. A justiça declara a greve ilegal e as pessoas não vão trabalhar? Só tem uma alternativa, que é descontar nos salários”.

Encontro

O encontro reuniu grupos da sociedade civil e diferentes setores do governo local com o objetivo de construir projeto de lei sobre participação popular. As discussões contaram com grupos temáticos, com representantes de vários grupos sociais, como o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), representantes da UNE (União Nacional de Estudantes), cooperativas habitacionais, representantes do movimento LGBT (Lesbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), movimentos contra o racismo, deficientes físicos e outros setores da sociedade.

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