Lêda Borges sonha ser vice de José Eliton, mas tem muita gente no caminho

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Lêda Borges trabalha para ser vice-governadora de José Elito, mas a realidade no momento é um sonho
Lêda Borges trabalha para ser vice-governadora de José Eliton, mas a realidade no momento é um sonho

Para os cidadãos comuns, o dia de votar está muito distante, mas no meio político é logo ali, virando a esquina de 2016 e, na quadra seguinte, 2018. A escolha para prefeito e vereador será o teste que irá definir o tamanho de cada partido em 2018. Por isso, a movimentação em busca de nomes que assegure e, de preferência, amplie o capital político dos principais atores que vão atuar no Congresso na próxima legislatura, é pior do que briga de torcida organizada.

Este será o grande desafio de Marconi Perillo e José Eliton daqui para frente: agasalhar os interesses regionais dos aliados. Por exemplo: no Entorno a deputada estadual e super secretária da Mulher, Desenvolvimento Racial, Igualdade Racial, Direitos Humanos e Trabalho no governo de Goiás, Lêda Borges (PSDB), sonha em ser vice do neo tucano José Eliton. O problema é que uma chapa puro sangue num projeto destes, é quase zero de chance.

Nos bastidores, os aliados e eleitores querem mesmo é que a ex-prefeita de Valparaíso concorra à prefeitura. Lêda é a única que pode unir a base e vencer a prefeita petista Lucimar Nascimento, candidata à reeleição. Para o PT é questão de honra vencer a disputa, caso contrário, serão varridos do mapa político do Entorno. A região é cobiçada por conta dos 19 municípios que concentra um capital de votos projetados para 2018, acima dos 700 mil votos.

Este é um dos principais motivos para que Lêda cobice a vaga de vice, mas por enquanto, ela está restrita a Valparaíso e Cidade Ocidental. Até em Novo Gama tem dificuldades com o grupo da ex-deputada Sônia Chaves. O deputado federal Célio Silveira é outra liderança que poderia se apresentar como alternativa, mas tem arestas por ser muito “trombador”. Segundo um tucano, “ele não tem muita paciência para ouvir aliados”.

As demais siglas aliadas como PR, PSB, PHS e outros, não dispõe de  lideranças que aglutinem votos necessários para serem indicados. Na seara do PP, os dois nomes mais evidentes são o do ex-prefeito de Águas Lindas, Geraldo Messias e do prefeito de Novo Gama, Everaldo [do Detran] Vidal Pereira Martins convertido recentemente aos progressistas. Ambos com imagens desgastadas junto aos cidadãos de seus municípios. Messias busca retornar à prefeitura e Everaldo disputa a reeleição. Mesmo com índices de rejeição alto, Everaldo tem chances, mas em Águas Lindas Geraldo Messias patina sob o peso de desmandos em sua gestão e tem dificuldades para emplacar um discurso inovador, moderno e de credibilidade.

Os nomes que mais agregam para uma eventual indicação para vice de José Eliton vindo do Entorno, continuam sendo tucanos, ou neo tucano: Marcelo Melo de Luziânia e Hildo do Candango de Águas Lindas. Estes dois reúnem requisitos necessários como aglutinadores, mas seus projetos estão focados nos respectivos municípios. Portanto, a vaga de vice pelo Entorno ainda é um ponto de interrogação no horizonte de 2018.

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