Pedagogia de esquerda cansou os jovens que passaram a rejeitar o PT

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A pedagogia de esquerda sempre teve nos jovens, principalmente os da classe média, sua barulhenta caixa de ressonância. O PT soube, como nenhuma outra sigla marxista, trabalhar isso por anos a fio introjetando na cabeça da juventude a ideia de que “o paraíso democrático só o socialismo tem”. Desde os primeiros passos na escola, essa ideologia já era abordada como o melhor dos mundos. O tempo mostrou aos brasileiros que não era bem assim.

Juventude participa das lutas políticas pela melhoria do país, mas longe da pedagogia de esquerda do PT
Juventude participa das lutas políticas pela melhoria do país, mas longe da pedagogia de esquerda do PT

Ao conquistar o poder pela via democrática do voto, o PT mostrou sua verdadeira face: corroer o estado ao máximo, manipular as classes C, D e E, base dos votos e da ignorância para se perpetuarem no poder. O fim da história de 12 anos no poder é do conhecimento de todos. Mergulhamos num mar de corrupção, descontrole orçamentário, crises política e de credibilidade. Este é o fator mais preponderante que tem afastado os jovens do canto de sereia marxista. Abaixo, texto extraído do Ex-blog do Cesar Maia (Wilson Silvestre)

OS JOVENS, A POLÍTICA HOJE, E AS TENDÊNCIAS! – Pesquisa do IBOPE divulgada semana passada confirmou uma fuga do PT dos votos dos jovens.  Enquanto a rejeição ao PT alcançou, nessa pesquisa, 38%, entre os jovens na faixa de 16 a 24 anos a rejeição ao PT chegou a 43%. Entre os maiores de 55 anos a rejeição atingiu 33%. Nas avaliações da presidente Dilma, em diversas pesquisas e nas intenções de voto preliminares para 2018, esta tendência se confirma.

Pode-se concluir que a base jovem do eleitorado do PT sofreu uma forte queda. Mas não se pode deduzir que seus adversários serão automaticamente beneficiados. Alguns dados nos indicam que entre os jovens há uma significativa rejeição aos políticos, ao próprio processo político e especialmente eleitoral.

Um desses dados é uma porcentagem decrescente de jovens entre 16 e 18 anos que se alistam para votar. Outro é a rejeição generalizada à política, tendo como origem as redes sociais. Na medida em que a maior frequência -e de maior intensidade- nas redes é de jovens, é natural esta dedução.

As organizações estudantis -a partir da UNE- não mobilizam mais suas bases potenciais como antes. Em algumas cidades -como o caso do Rio- o PSOL tem capitalizado parcialmente este descontentamento, seja pelas redes sociais, seja por alguma capacidade de mobilização. Mas a energia demonstrada aí não se transforma necessariamente em voto pela significativa abstenção entre os jovens.

Entre os jovens militantes religiosos, como os evangélicos e os carismáticos, a participação jovem é bem maior que a média. Isso tem ajudado o voto proporcional muito mais que o majoritário.  Porém, há uma exceção no voto majoritário: sabem identificar claramente em quem não vão votar, multiplicando o processo de rejeição nesses vetores.

Com isso, formam-se partidariamente duas tendências. Uma delas, clássica, é o esforço que juventudes partidárias fazem para multiplicar e massificar a participação. Aqui estão os partidos mais à esquerda e aqueles segmentos partidários de base evangélica.

A segunda tendência é dar prioridade à formação de quadros entre os jovens, sem exigir a adesão à ortodoxia partidária. Os quadros jovens assim formados têm uma capacidade muito maior de multiplicar ideias. E são fundamentais nessa multiplicação de ideias nas redes sociais. Mas sempre dentro da lógica horizontal e desierarquizada das redes. Ou seja, tudo que seja percebido como manipulação partidária gera rejeição em vez de multiplicação.(Ex-blog do Cesar Maia)

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