Liderados por Raimundo Ribeiro, parte do PSDB de Brasília em pé de guerra com Aécio

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Por Fred Lima – Em um auditório lotado, com cerca de 450 a 500 pessoas, o lançamento do Movimento PSDB Democrático do DF, liderado pelo deputado distrital Raimundo Ribeiro, e pela ex-governadora de Brasília Maria de Lourdes Abadia, atraiu a atenção dos filiados regionais e da classe política nesta quarta-feira (25), na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).

O movimento é uma espécie de “Diretas Já”, que ocorre dentro do PSDB-DF, devido ao resultado da eleição que elegeu 21 zonais no dia 17/5 não ter sido validado pela Executiva Nacional, cujo presidente é o senador Aécio Neves (PSDB/MG). Por meio de canetada, Aécio nomeou uma junta interventora, retirando de Raimundo Ribeiro, que foi eleito presidente do Diretório Regional, e dos presidentes eleitos das 21 zonais, o direito que conquistaram nas urnas. “O que aconteceu no PSDB-DF foi um golpe à democracia. A intervenção aconteceu sem motivo, sem razão que a justificasse”, afirmou o distrital.

O movimento é uma espécie de “Diretas Já”, que ocorre dentro do PSDB-DF, devido ao resultado da eleição que elegeu 21 zonais no dia 17/5 não ter sido validado por Aécio Neves
O movimento é uma espécie de “Diretas Já”, que ocorre dentro do PSDB-DF, devido ao resultado da eleição que elegeu 21 zonais no dia 17/5 não ter sido validado por Aécio Neves

Vários deputados distritais e presidentes de partidos locais discursaram na tribuna do auditório, incluindo a presidente da Câmara, deputada Celina Leão (PDT). Todos apoiaram o movimento e disseram que o PSDB deveria prezar pela democracia interna para que fosse refletida externamente a Social Democracia entre seus filiados e a população.

A democracia é algo que tem vida própria. Ninguém consegue impedi-la, independentemente se uma ordem vem de cima para baixo.

O lançamento de hoje tem tudo para ser o pontapé inicial que pode fazer com que a caneta Montblanc de Aécio perca o valor de assinatura, mesmo que opte pela continuidade da intervenção. De que adianta algo que só vale no papel, sendo que na prática a história é outra? Isso não é rebeldia, mas a busca por algo válido e democrático, que foram as eleições internas de maio.

“Vamos permanecer aqui, aqui é nosso lugar, não vamos nos curvar àqueles que têm compulsão pelo autoritarismo. Em momento algum vamos legitimar essa intervenção que aconteceu no Distrito Federal”, concluiu Ribeiro.

 

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