Secretária de Educação de Goiás explica como será a gestão das OSs de Marconi Perillo nas escolas

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Por Goiás 247 – Em entrevista à Folha de S.Paulo, a secretária de Educação, Raquel Teixeira, explicou como vai funcionar a gestão por Organização Social nas escolas estaduais e defendeu o modelo que está sendo adotado pelo governador Marconi Perillo (PSDB). Raquel, que em alguns momentos foi reticente e até crítica às mudanças no ensino público, resume que o objetivo principal da gestão por OS é colocar a iniciativa privada para cuidar da estrutura, deixando diretores e a própria secretaria com mais foco no pedagógico.

“As organizações receberão recurso estatal para fazer gestão administrativa (como compra de materiais e manutenção predial), contratar docentes (do grupo que hoje é temporário, 30% da rede) e monitorar se os alunos baterão metas de aprendizagem”, diz o texto da Folha.

Secretária de Educação de Goiás, Raquel Teixeira: “Somos um dos melhores sistemas [de educação] do Brasil, mas temos consciência das fragilidades. Chamamos Organizações [Sociais] com experiência em gestão para que a prática dentro da escola tenha o aluno como foco”
Secretária de Educação de Goiás, Raquel Teixeira: “Somos um dos melhores sistemas [de educação] do Brasil, mas temos consciência das fragilidades. Chamamos Organizações [Sociais] com experiência em gestão para que a prática dentro da escola tenha o aluno como foco”
“Somos um dos melhores sistemas do Brasil, mas temos consciência das fragilidades. Chamamos organizações com experiência em gestão para que a prática dentro da escola tenha o aluno como foco. As OSs terão de assinar contrato com metas claras para proficiência, equidade, administração e de infraestrutura. As metas de proficiência são ousadas [ainda não divulgadas], mas não utópicas, para não desestimular as escolas”, explicou a secretária.

Ao ser questionada se os diretores não conseguiriam atingir as metas estipuladas, Raquel respondeu da seguinte forma. “Eles serão os mesmos e terão mais tempo para focar no pedagógico. Há pouco cheguei numa escola em que o diretor estava consertando a descarga do banheiro. Ótimo que tenhamos diretores proativos, mas nem todos são assim, e, se o diretor não precisar se preocupar com o vaso sanitário, ele poderá se concentrar mais nas aulas”.

Raquel Teixeira explicou que os professores não serão afetados pela mudanças. “Para os efetivos, que são 70% da rede, não muda nada. Para os 30% de temporários, muda bastante. Devido à legislação estadual, eles não têm direitos trabalhistas. As OSs vão contratá-los pela CLT. Mas antes vão fazer seleção aberta, qualquer um poderá se candidatar”.

“Empresário pode ficar rico. Mas ele tem lado humano, filantrópico, social, quer ajudar. Eles estudaram economia, administração. Entendem mais de administração do que nós, educadores. Privatizar é pegar bem estatal e passar para entidade privada. Não estou passando escola para entidade privada, perdendo controle e permitindo lucro de uma empresa. Toda a orientação pedagógica é da Secretaria de Educação, o livro será o mesmo”, encerrou a secretária.

 

 

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