Em Pernambuco: Corrupção pode fechar polo Naval

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Os escândalos que atingiram a Petrobras voltam a afetar fortemente a economia de Pernambuco. …

porto de prenambuco

Depois da paralisação das obras da Refinaria Abreu e Lima, a nova vítima é a indústria naval do Estado — um dos maiores símbolos da retomada do setor no Brasil: a Transpetro, subsidiária da Petrobras, oficializou a rescisão de contrato de compra de dois navios gaseiros junto ao Vard Promar.

Mais grave é a sinalização do corte pela metade no total de contratos firmados junto ao Estaleiro Atlântico Sul (EAS), de 22 para 11. O governo de Pernambuco considera alarmante as recentes decisões, que podem resultar no corte de até cinco mil empregos com carteira assinada no Estado, justamente no final de um ano de recessão e início de outro que já se mostra tão ou mais desafiador. O risco é de inviabilizar completamente o polo naval pernambucano.

“É um retrocesso. Desestabilizar a retomada da indústria naval nacional, onde Pernambuco assume papel de protagonismo, é retornar 30 anos no tempo e voltar a adquirir embarcações fora do País. O que precisamos é que governo federal, estados e iniciativa privada se unam na busca por soluções. O país precisa de diálogo e não de medidas recessivas, como rescisão de contratos e ameaça a estabilidade econômico-financeira de empreendimentos estruturadores. Nós defendemos e nos apresentamos para esse trabalho conjunto”, defendeu o governador Paulo Câmara (PSB), que prometeu lutar para que a Petrobras mantenha os compromissos firmados.O governador lembrou que o governo do estado investiu, desde 2007, cerca de R$ 2 bilhões em obras de infraestrutura para atender as necessidades do Polo Naval. As informações são do jornal CORREIO BRAZILIENSE.

 

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