Desemprego atinge 231 mil pessoas em todo Distrito Federal neste fim de ano

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Nem mesmo a oferta de vagas temporárias no fim de ano ajuda a diminuir o índice de desemprego no DF Toninho Tavares/Agência Brasília
Nem mesmo a oferta de vagas temporárias no fim de ano ajuda a diminuir o índice de desemprego no DF
Toninho Tavares/Agência Brasília

Do portal R7- A PED-DF (Pesquisa de Emprego e Desemprego no Distrito Federal) divulgada nesta terça-feira (22) e elaborada pela Secretaria de Trabalho do DF mostra que o desemprego atinge um total de 231 mil brasilienses neste fim de 2015.

A taxa de desocupação cresceu 29,1% no período de dezembro do ano passado até novembro deste ano. Nos últimos 12 meses, o estudo da Codeplan (Companhia de Planejamento do DF) mostra que 48 mil pessoas ficaram desempregadas em Brasília, de modo que o índice de passou de 12,2% para 15,1%.

A porcentagem de pessoas empregadas no mesmo período se manteve estável, mas a leve queda de 1,2% representa perda de 16 mil vagas em termos absolutos. Na somatória, o mercado de Brasília perdeu 64 mil postos de trabalho nos últimos 12 meses.

Pela análise da Codeplan, a situação de desemprego no DF tem dois momentos distintos. No primeiro semestre do ano, até junho, a taxa subiu de 12% para 14,2% por conta de um aumento de 64 mil pessoas dentro da população economicamente ativa.

Já a partir de julho, porém, o índice não recuou apesar da diminuição do número de 34 mil pessoas neste mesmo grupo. Outro fator que costuma colaborar para a queda do desemprego no fim do ano é o aumento da oferta de vagas temporárias por conta do Natal, mas nos últimos dois meses de 2015, a situação permanece inalterada.

Na visão do presidente da Codeplan, Lucio Rennó, o fato de que 2015 não mantém o mesmo padrão dos anos anteriores mostra reflexos de uma crise ampla, não só no DF, mas no Brasil inteiro.

— Estamos num ano muito difícil, tão complicado como outros de crises que já passamos. Outro dado importante da PED é que, se olhar dados de todas as regiões, a piora é generalizada. Há uma crise nacional, não é crise do DF. Apesar de que a taxa do DF é a 2º pior das regiões metropolitanas. Está clara situação de perda de empregos, em São Paulo, Porto Alegre… O cenário nacional está muito ruim.

Aumento da desigualdade

Os dados recentes da PED também indicam que as regiões de renda mais baixa no DF sofrem um impacto mais cruel da crise. Enquanto a taxa de desemprego no Plano Piloto e nos Lagos Sul e Norte caiu de 7,4% em outubro para 6,9% em novembro, o grupo de cidades que inclui Brazlândia, Ceilândia, Paranoá, Recanto das Emas, Samambaia, Santa Maria e São Sebastião registra 18,2%.

Nos últimos 12 meses, o índice de desocupação das regiões mais pobres cresceu 15,2%. Só que segundo Rennó, o ritmo da desigualdade social no DF tem crescido desde 2013, com base nos estudos feitos pela Codeplan.

— A renda média dos mais ricos vem constantemente subindo no transcorrer do ano, está em 10 mil. Esse setor, pra ele não tem crise. Quase pleno emprego e renda alta. Quem paga o preço mais alto da crise são os pobres.

O estudo analisou também o rendimento médio real dos meses de setembro e outubro. Entre os trabalhadores autônomos, houve aumento de 3,4%, passando o rendimento a corresponder a R$ 1.918. Para os ocupados, registrou-se redução de 0,5% — ficando em R$ 2.864 — e para os assalariados, de 0,6% — indo para R$ 2.888.

O número de assalariados cresceu 0,1% (942 para 943 de outubro para novembro). No setor privado, porém, diminuiu 1% o número de assalariados com carteira assinada e cresceu 5,1% o daqueles sem carteira. O total de empregados domésticos apresentou variação positiva de 5,1% e o de autônomos, de 1,3%.

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