Rosivaldo Pelota] “Chega de embromação, queremos um prefeito de verdade para Cristalina”

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Presidente da Câmara de Vereadores de Cristalina, Rosivaldo Pelota: “Chega de promessas, queremos uma Cristalina de verdade, sem maquiagem e embromação!”
Presidente da Câmara de Vereadores de Cristalina, Rosivaldo Pelota: “Chega de promessas, queremos uma Cristalina de verdade, sem maquiagem e embromação!”

Por Wilson Silvestre – O novo presidente da Câmara de Vereadores de Cristalina, Rosivaldo [Pelota] Bispo de Oliveira (PSB), não parou desde sua eleição para presidir a Mesa Diretora do legislativo. No primeiro dia de trabalho, em pleno recesso parlamentar, Rosivaldo determinou algumas modificações nas dependências do legislativo, visando o conforto das dezenas de pessoas que procuram diariamente os vereadores, tanto para pedir ajuda em suas demandas ou sugerir melhorias na cidade.

As modificações, embora simples, vão dar maior mobilidade aos funcionários e agilizar o atendimento ao público. “Esta é a casa do povo e tem que fazer jus ao nome: receber bem a todos, sem distinção de classe, cor ou partido”, assegura Pelota.

Nesta entrevista ao blog www.goiasdf.com.br, onde revela algumas ideias que pretende discutir com os colegas parlamentares e diz o que pensa da atual gestão de Cristalina. “O prefeito é um vendedor de ilusões”.

Sobre a Câmara, ele quer dar mais transparência aos atos do legislativo aproximando ainda mais os vereadores da população. “Fomos eleitos para servir. Esta é a função primordial de um vereador ao ser eleito pela população”, diz Pelota:

O sr. iniciou sua gestão com uma reforma física nas dependências internas da Câmara. Esta ação já é um prenúncio de sua gestão?

De uma certa forma sim, mas não se trata só de uma maquiagem nas dependências internas do prédio, mas sobretudo, oferecer às dezenas de pessoas que procuram diariamente o legislativo, maior conforto.  Soma-se a elas, os nossos colaboradores efetivos e assessores, todos voltados para o atendimento rápido e respeitoso às pessoas que buscam junto aos vereadores, ajuda para suas demandas. Penso ser importante ter um espaço adequado onde as pessoas sintam-se à vontade.

Sempre trabalhei de portas abertas, dando transparência à minha atividade parlamentar. Este é meu comportamento tanto aqui como na rua ou em qualquer outro lugar.

A presidência impõe regras inerentes ao cargo que, na maioria das vezes, exige mais formalidade no exercício da função. Isso acaba levando as pessoas, principalmente as mais humildes, a se afastar e criticar o comportamento do vereador. Como o sr. vai lidar com isso?

Veja bem. Não vou mudar meu comportamento por conta de minha função de presidente. Sei de minhas responsabilidades e a importância do cargo que meus colegas me delegaram. E vou honrá-lo, mas sem perder o rumo que tracei em minha vida parlamentar: ser humilde e tratar as pessoas respeitosamente. Agora, quando tiver que receber alguém para uma conversa reservada, vou procurar privacidade.

Minha assessoria direta está orientada para tratar as pessoas com respeito, carinho e atenção. Ninguém pode sair da Câmara, principalmente do gabinete da presidência, sem uma resposta, mesmo que não seja atendida em sua demanda. Esta é a casa do povo e tem que fazer jus ao nome: receber bem a todos, sem distinção de classe, cor ou partido.

E os constantes pedidos para comprar gás, pagar energia, água… Como lidar com isso?

Muita gente não sabe que o legislativo é outro poder e que é desprovido de recursos. Nosso orçamento constitucional é limitado. O que o vereador faz é encaminhar à prefeitura as demandas. Claro que no meu caso, mesmo sendo de oposição, não deixo de procurar a prefeitura, mas todos sabem: oposição é tratada a pão e água. Mesmo sendo ignorados por ‘não sermos do prefeito’, fomos eleitos para servir. Esta é a função primordial de um vereador ao ser eleito pela população.

Sempre explico às pessoas que pedem este tipo de ajuda que, mesmo se quisesse, não posso fazer isso. Por principio, acho imoral e por ser um homem de fé, acho uma afronta a Deus um homem público utilizar desse instrumento. Ou seja, explorar a miséria e a aflição das pessoas necessitadas.

O sr. terá uma gestão tensa por conta de ser um ano eleitoral, onde muitas vezes, a paixão partidária altera o humor dos vereadores. Como pretende lidar com as divergências entre seus pares?

É natural que no plenário as discussões sejam acaloradas, faz parte do jogo democrático, da pluralidade de ideias, mas o papel do presidente é baixar a temperatura das emoções. Trazer a discussão e o debate para um nível civilizado. Penso que meus colegas vereadores tem consciência disso. Eles sabem que o povo está atento ao que é debatido na Câmara. Conto com a compreensão de todos, mas se tiver que agir, farei isso dentro do meu papel constitucional, respeitado o regimento interno. Todos terão voz. Este é o caminho democrático para se encontrar o consenso.

Todas as minhas energias serão canalizadas para um bom entrosamento com os meus colegas, mesmos os que não votaram em mim. Respeito o posicionamento de cada um, afinal, todos aqui pensam no melhor para nossa cidade.

Falando em cidade. Como o sr. vai se posicionar com o prefeito Luiz Attié e seu grupo sendo de oposição?

As divergências tem que ser no campo das ideias e não pessoais. Pelo menos de minha parte é assim. Agora, a questão não é ‘ser oposição ao prefeito’. Isto é do jogo democrático. Os interesses dos cidadãos são mais importantes do que o interesse do prefeito. Esta é minha linha de conduta perante Deus, a população de Cristalina e a democracia. É neste patamar que vou pautar minha gestão, mantendo uma interlocução respeitosa entre o legislativo e o executivo. Com independência.

Buscar a harmonia é função do presidente, mas vamos estar atentos com injustiças, descasos com a população, principalmente na área de saúde.

Tem-se criticado muito a atual gestão de Cristalina, principalmente saúde, segurança e infraestrutura como mostram as pesquisas. O sr. faz coro a estas críticas?

Não tem como ignorar o descaso que a atual gestão trata a cidade. Desde que foi reeleito para o segundo mandato, o atual prefeito parece ter virado as costas para o município. Começando pela saúde. Temos um dos melhores prédios de hospital municipal no Estado de Goiás, mas faltam equipamentos, médicos, enfermeiros, remédios, ambulância e pessoal administrativo. Isso numa população de 52 mil habitantes. Como não deixar de tecer críticas?

Sabemos que a crise na saúde não é só em Cristalina, mas parece que o prefeito usa esta situação para justificar sua omissão. Esta semana mesmo, o hospital de Luziânia tinha quase duas dezenas de pacientes de Cristalina. Um desrespeito com nossa gente. Temos um município rico, uma prefeitura nobre e o povo pobre. Esta é a nossa realidade hoje.

Outra grande queixa da população, principalmente o comércio e os produtores é a violência. Como a Câmara de Vereadores pode ajudar no combate a essa crescente onda de insegurança?

Esta abordagem merece um capítulo à parte. O prefeito se esconde atrás do biombo de que ‘segurança é atribuição do Estado’, mas não faz nenhuma gestão política para, pelo menos atenuar a violência que assola o município. Roubo em fazendas, casas na cidade, assalto no comércio e vai por ai. O que o prefeito e seu grupo fez? Nada. Só depois que fomos procurar o secretário de Segurança de Goiás, Dr. Joaquim Mesquita pedindo socorro é que eles foram atrás. Fizeram o que sempre faz: desconstruir nosso trabalho de oposição e levantar a taça da mentira de que ‘nó fomos lá e conseguimos mais segurança’. O povo não é besta. Não cai mais nessa lorota. Por que não foram antes? A iniciativa de procurar as autoridades do estado reivindicando mais policiamento, não foi só um gesto de oposição, mas uma demanda legitima dos cidadãos de Cristalina.

O blog circulou pelo centro da cidade e alguns bairros e constatou que as ruas estão esburacadas, a sinalização horizontal apagada … Qual é a sua avaliação sobre a qualidade de vida em Cristalina hoje?

O prefeito é um grande vendedor de ilusões. No primeiro mandato, prometeu muito e cumpriu pouco, isso num momento econômico favorável em que o país e o Estado viviam. Para se reeleger, usou o discurso que ‘precisamos concluir as 55 obras de nosso plano de governo’. Resultado: alguns bairros intransitáveis, ruas com aspecto lunar, hospital lindo por fora, vazio de tudo nas dependências. Um belo cartão de visitas, mas que não tem a menor serventia para a população.

Se você sai do centro e vai para alguns bairros, ai é que a verdadeira gestão do atual prefeito e seu vice aparece de verdade. E eles ainda querem continuar mandando nos destinos de nossa cidade!

Mas então, a moderna Cristalina preconizada pela propaganda oficial não existe?

Com todo o respeito que tenho pela história da cidade, voltamos na época em que aqui só produzia cristal. Não tinha essa importância econômica no cenário nacional e nem a força da produção com as mais avançadas tecnologias no campo. Éramos uma cidade sem importância política e econômica. Apenas uma referência no mapa de Goiás. Hoje, figuramos em todos indicadores, desde o social, econômico e em área irrigada. O prefeito ignorou essa força.

No primeiro mandato vendeu ilusões, mas cometeu o erro de se distanciar do setor produtivo. Menosprezou a força econômica que move a cidade gerando empregos e renda. Com isso, o trabalhador do campo optou para ficar ao lado de quem paga seu salário e não de quem só prometeu e não cumpriu o prometido.

Estamos em ano eleitoral e, claro, muitos pretendentes à disputar o cargo de prefeito. Como o sr. avalia este momento?

Temos vários nomes se insinuando, mas não vou analisar o potencial de cada um por uma razão simples: compete aos partidos mensurar a importância de seus pré-candidatos. Pelo candidato de nosso partido posso tecer algumas considerações. Friso que é minha opinião pessoal. Não tem nada a ver com o PSB. É o cidadão Rosivaldo que está emitido este juízo de valor.

O Daniel do Sindicato é o pré-candidato que mais reúne condições para ser prefeito de Cristalina. É novo, sem nenhuma mancha em seu currículo político, cidadão, empresário rural e líder classista. Homem de fé, integro e de reputação ilibada. Tem interlocução com todos os segmentos da sociedade e entidades classistas. Então, penso que é o mais indicado para conduzir o processo de desenvolvimento econômico e social de Cristalina.

Mas os adversários trombeteiam por ai que ele é sem experiência, novato e que não conhece a máquina burocrática da gestão pública…

Isso é uma bobagem sem tamanho. Você acha que o Daniel eleito vai se cercar de gente medíocre, sem conhecimento da complexidade da gestão pública? Que ingenuidade pensar isso. Ele é jovem, mas é inteligente e com uma capacidade de trabalho incomum. Com um detalhe: mora aqui, sua família vive aqui, seus negócios estão aqui, portanto… é gente nossa! Por isso o povo aponta ele como favorito em todas as pesquisas. Chega de promessas, queremos uma Cristalina de verdade, sem maquiagem e embromação!

Mudando de tema. A legislação eleitoral está mais rígida com as novas regras. O Ministério Público fiscalizando com rigor juntamente com o Judiciário e os cidadãos com as redes sociais. Tornou-se mais difícil ser político no Brasil?

Acredito que não. O Ministério Público e o Judiciário são instituições fundamentais para o exercício plural, equilibrado e harmônico no fortalecimento democrático. Claro que diante dos desmando de corrupção, privilégios e impunidade em que o país vinha sofrendo, a Justiça e o Ministério Público, assim como a Polícia Federal e a imprensa, foram fundamentais para restabelecer a confiança na democracia.

A política é uma atividade nobre, essencial para o exercício de cidadania e formulação do eixo desenvolvimentista do país. Sem os políticos, a democracia torna-se inviável e o país manco, sem equilíbrio. Somos a voz das ruas e o canal mais próximo dos anseios da população, principalmente os mais humildes e deserdados dos privilégios.

Bater de porta em porta, garimpar votos tendo como cartão de visitas projetos de interesse coletivo, não é fácil, mas é a trilha estreita que temos para chegar às pessoas. Sou um homem de fé, obediente a Deus e as leis, por isso acho que a legislação rígida não será empecilho para ser eleito. Não importa se para vereador, prefeito ou até presidente da República.

 

 

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