Militantes pró Lula fazem vigília em frente a prédio de ex-presidente

0
Militantes se concentram em frente a prédio de Lula (Foto: Vivian Reis / G1)
Militantes se concentram em frente a prédio de Lula (Foto: Vivian Reis / G1)

Por Vivian Reis/Do G1, em São Paulo – Militantes petistas e simpatizantes estão reunidos desde a manhã deste sábado (5) na frente do prédio onde mora Luiz Inácio Lula da Silva, em São Bernardo do Campo, no ABC. Cerca de 150 pessoas, de acordo com a Polícia Militar (PM), estão em vigília pacífica para demonstrar apoio ao ex-presidente, que é investigado pela Justiça Federal por suspeita de ter sido beneficiado pelo esquema de desvios de dinheiro na Petrobras.

Por volta das 9h, o grupo fechou uma das pistas da Avenida Francisco Prestes Maia, sentido centro, em protesto contra a decisão da Justiça em pedir para a Polícia Federal (PF) levar Lula coercitivamente para depor na sexta-feira (4) em São Paulo. Às 9h20, policiais militares foram até o local para garantir a segurança dos manifestantes. Até a publicação desta matéria não havia a presença de grupos contrários ao ex-presidente.

Lula foi o principal alvo da 24ª fase da Operação Lava Jato. A Polícia Federal (PF) fez buscas e apreensões em endereços ligados a Lula. Os sigilos bancários e fiscal do petista, do Instituto Lula e de sua empresa de palestras foram quebrados por determinação judicial.

Na manhã de sexta, agentes levaram o petista de sua residência, em São Bernardo, na região metropolitana de São Paulo para cumprir mandado de condução coercitiva. Lula foi levado para um salão de autoridades no aeroporto de Congonhas, na Zona Sul da capital, para prestar depoimento obrigatório, onde, segundo seus interlocutores, negou ter sido  favorecido no esquema de corrupção da Petrobras.

Durante a ação dos agentes da PF, grupos apoiadores e críticos ao ex-presidente chegaram a entrar em confronto em frente à casa do ex-presidente e no saguão do aeroporto de Congonhas.

Após ser liberado na tarde de sexta, o ex-presidente fez pronunciamento na sede do PT, em São Paulo, onde disse ter se sentido “prisioneiro”, que “jamais” se recusaria a prestar qualquer depoimento, e falou ser vítima de perseguição. Mais tarde, se ofereceu para concorrer à Presidência em 2018.

Diversas cidades brasileiras registraram um “aplaudaço” em apoio à Polícia Federal na noite desta sexta. O movimento foi convocado pelas redes sociais.

As manifestações ocorreram em ao menos 14 estados. Além de São Paulo, houve manifestações em outras cidades, como Rio de Janeiro, Fortaleza, Porto Alegre e Belo Horizonte.

Petistas se concentram em frente a prédio onde Lula mora, fechando uma das pistas de avenida (Foto: Vivian Reis / G1)
Petistas se concentram em frente a prédio onde Lula mora, fechando uma das pistas de avenida (Foto: Vivian Reis / G1)
PM faz segurança dos manifestantes em frente a prédio onde Lula mora (Foto: Vivian Reis / G1)
PM faz segurança dos manifestantes em frente a prédio onde Lula mora (Foto: Vivian Reis / G1)

O Ministério Público Federal (MPF) alega que Lula era um dos “principais beneficiários” do esquema de corrupção que atuava na Petrobras e que surgiram evidências de que os crimes cometidos na estatal o “enriqueceram” e financiaram campanhas eleitorais e o caixa do Partido dos Trabalhadores.

Entenda as suspeitas contra Lula

Durante a tarde de sexta, a presidente Dilma Rousseff criticou a condução de Lula para depor. Ao lado de 12 ministros, disse que a medida foi “desnecessária”. Ela ligou para o ex-presidente após o depoimento dele à PF.

A defesa do ex-presidente pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão dos procedimentos da 24ª fase da Operação Lava Jato, intitulada Aletheia (busca da verdade). A ministra Rosa Weber, entretanto, negou. Ao todo, foram expedidos 44 mandados judiciais, sendo 33 de busca e apreensão e 11 de condução coercitiva, em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Brasília.

O líder do DEM na Câmara, deputado Pauderney Avelino (AM), afirmou que o episódio mostra que “ninguém está acima da lei”. O presidente nacional do PSDB, Aécio Neves – que perdeu a eleição de 2014 para Dilma – afirmou que os indícios de que o PT cometeu crimes “estão vindo à luz”.

“Os graves indícios de irregularidades e crimes cometidos à sombra do projeto de poder do PT finalmente estão vindo à luz. Vamos continuar apoiando as investigações. O Brasil merece conhecer a verdade”, disse Aécio, por nota no Facebook.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.

AN