Rogério Rosso entra na bolsa de cotação dos prováveis substitutos de Cunha

0
Líder da bancada do PSD na Câmara Federal, Rogério Rosso entra na bolsa de especulações como possível candidato a presidência da Câmara, caso Eduardo Cunha seja afastado. (Ananda Borges/Agência Câmara)
Líder da bancada do PSD na Câmara Federal, Rogério Rosso entra na bolsa de especulações como possível candidato a presidência da Câmara, caso Eduardo Cunha seja afastado. (Ananda Borges/Agência Câmara)

Por Wilson Silvestre – Se depender do zum zum nos corredores da Câmara dos Deputados e no Congresso em geral, Eduardo Cunha (PMDB), terceiro homem mais importante na sucessão presidencial  – caso haja impedimento da presidente Dilma Rousseff e Michel Temer –, “está em contagem regressiva para deixar o posto”. Na sua cartola não existe mais nenhuma mágica para protelar sua permanência à frente da Câmara. Todos os estoques foram consumidos desde o ano passado até agora, quando na quinta-feira (3), o Supremo Tribunal Federal (STF) acolheu denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot contra ele por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Diante dessa possibilidade, fervilham especulações para saber quem teria cacife político, credibilidade e poder de articulação para entrar na disputa pela presidência. Nomes é o que não faltam. Miro Teixeira (Rede), Osmar Terra e Jarbas Vasconcelos, ambos do PMDB. Soma-se a eles um quase uma dezena de nomes menos cotados. O mais recente é o do líder da bancada do PSD, Rogério Rosso, de Brasília.

Se depender de ficha limpa, articulação, carisma e capacidade de trabalho, o deputado federal Rogério Rosso (PSD-DF) é um forte candidato a presidente da Câmara dos Deputados no pós Eduardo Cunha.

Entre as suas credencias, três são ressaltadas pelos seus colegas nas variadas siglas: lealdade, capacidade de trabalho e articulador hábil. Estas virtudes são moeda valorizada em tempos de conspiração, Congresso em baixa no conceito da população, crise política e econômica. Rosso conta também com a confiança do Planalto pois sabe que ele não é um piromaníaco. A resistência maior será dentro do PMDB, mais precisamente na ala pró Eduardo Cunha. Eles vão mexer meio mundo para impedir que alguém que não seja do grupo, venha assumir a presidência da Câmara. Nas palavras de um deputado peemedebista de Goiás, “a convenção nacional do partido no sábado (12), será o termômetro de que tamanho seremos no Congresso e que futuro teremos em 2018”. É nesse clima incertezas que o parlamento brasileiro vive atualmente. Pode ser que desta crise de credibilidade, um nome como o de Rogério Rosso seja a luz no final do túnel que todos buscam.

Pessoas ligadas a ele dizem que esta possibilidade não faz parte de seus planos, mas se por um daqueles momentos oportunos, alguém oferecer carona no caminho, “ele não hesitará em aceitar”. Ninguém aposta uma caixa de fósforo na eleição de um aliado de Cunha, muito menos do PMDB. A divisão do partido com a recondução do deputado Luciano Picciani como líder da bancada na Câmara, rachou literalmente a legenda. Nesse clima de incertezas quanto ao futuro dos peemedebistas na Câmara, Rogério Rosso pode ser ungido presidente. Embora o deputado faça cara de paisagem e esteja focado no turbilhão de negociações com sua bancada, como político esta seria a sua chance de consolidar de vez sua liderança em Brasília. De quebra, pavimentaria seu projeto de se eleger senador em 2018 ou, nos melhores dos mundos, governador.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.

AN