Marconi Perillo defende transformar Anápolis num centro de indústria aeronáutica

0

Governador de Goiás, Marconi Perillo: “Estamos procurando empresas montadoras do setor aeronáutico, mas área [do Daia]  está aberta a todos os empresários que queiram investir na cidade de Anápolis”
Governador de Goiás, Marconi Perillo: “Estamos procurando empresas montadoras do setor aeronáutico, mas área [do Daia] está aberta a todos os empresários que queiram investir na cidade de Anápolis”
Por Goiás 247 Responsável por revigorar o Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia), que vivia quase às moscas antes de seu primeiro mandato, o governador Marconi Perillo tem projetos ambiciosos para o local, com a construção do Daia 2 e Daia 3. “O meu desejo é que a gente transforme aquilo ali em um setor de indústria de defesa, de indústria de aeronáutica”, disse, durante entrevista às Rádios São Francisco, Manchester e Imprensa; e à TV Canal 5, todas de Anápolis.

Marconi falou também dos projetos estruturantes em curso na cidade e na região, como a construção do Anel Viário, a reconstrução da GO-030, além do Centro de Convenções, obra histórica para a cidade. Leia abaixo a íntegra da entrevista.

INVESTIMENTOS E EMPRESARIADO – Ao longo de toda a história dos nossos governos, priorizamos Anápolis. Todos se lembram que o Daia tinha virado um cemitério de indústria, e hoje é distrito industrial dos mais importantes do Brasil. Nós conseguimos levar dezenas de indústrias de grande porte, do setor farmacêutico, também indústrias como a Hyundai, montadora de veículos, pro Daia. Neste momento, estamos trabalhando em parceria com o prefeito João Gomes e empresários para a viabilização de mais dois distritos industriais, o Daia 2 e o Daia 3. E isso também tem tido a participação muito importante da Associação Comercial e Industrial de Anápolis, a Acia. É importante registrar que os terrenos serão ressarcidos pelo governo do Estado aos proprietários. Ou seja, esses terrenos serão doados pelo governo do Estado, como forma de fomentar a industrialização de Anápolis. Por outro lado, nós estamos agilizando os procedimentos de concessão da plataforma logística. Essa é uma área do Estado, que eu comprei quando governador, em 2002. Essa área está anexa ali ao Porto seco de Anápolis, ao Distrito Industrial e ao Aeroporto de Cargas, que está praticamente pronto. A pista já está pronta, nós vamos fazer agora a parte complementar. Então, são assuntos de grande interesse.

INDÚSTRIA AERONÁUTICA – Eu tenho procurado autoridades federais, com vista a viabilizar um projeto mais audacioso para aquela região do aeroporto de cargas e a plataforma logística. O meu desejo é que a gente transforme aquilo ali em um setor de indústria de defesa, de indústria de aeronáutica. Estamos procurando empresas montadoras do setor aeronáutico, mas aquela é uma área que está aberta a todos os empresários que queiram investir na cidade de Anápolis. Ali vai dividir também a história de Anápolis, vai ser muito importante.

VIATURAS DA POLICIA MILITAR – De vez em quando surgem esses boatos de que Anápolis vai ficar sem viaturas. Não existe isso. Se a gente puder, nós vamos é aumentar o número de viaturas. Nós estamos dando um choque nessa área de segurança. Não é à toa que eu designei a segunda autoridade mais importante do Estado para ser o secretário de Segurança Pública (o vice-governador, José Eliton). Recrutamos os profissionais mais experientes, tanto na Polícia Civil, como é o caso do delegado Álvaro, que agora é o delegado geral de Polícia Civil, com uma forte experiência, com uma passagem muito bem reconhecida em Anápolis; o coronel Divino Alves, na Polícia Militar, também com uma larga experiência. E recrutamos comandantes, oficiais mais duros contra a criminalidade, contra a bandidagem. Isso tem merecido inclusive reações de alguns setores que muitas vezes pensam mais nos bandidos do que nos cidadãos de bem. A nossa opção claríssima, no comando da Segurança Pública, é proteger e levar a paz aos cidadãos trabalhadores, aos cidadãos de bem, e fazer uma caçada, uma perseguição forte aos bandidos, para que eles deixem de atuar em nosso Estado.

COMBATE À VIOLÊNCIA – A minha recomendação ao secretário vice-governador e aos nossos chefes das polícias é a designação de comandantes e chefes de polícia linha-dura, para proteger, como eu já disse, os cidadãos. E isso vale para Goiânia, vale para Anápolis, vale para todo o Estado. Essa é a orientação que nós estamos dando. Paralelamente a isso, eu já autorizei a contratação de 230 novos concursados para a Polícia Técnico-Científica. Eles deverão ser chamados nos próximos 30 dias. E autorizei também a realização de um grande concurso para a Polícia Militar e para a Polícia Civil. A previsão é de 3 mil novos policiais, tão logo sejam aprovados no concurso que vai ser aberto. Incrementar mais 3 mil homens às polícias será, certamente, um grande alívio contra a criminalidade. Nós estamos fazendo isso agora, porque nós estamos vislumbrando a possibilidade financeira e as condições de acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal. Hoje, o Estado não pode gastar mais do que manda a Lei de Responsabilidade Fiscal. Nós estamos vivenciando uma crise sem precedentes na história do Brasil, uma crise econômica terrível, uma crise política. Nós estamos com os pés no chão, com todo cuidado, para autorizar os gastos quando temos a certeza de que vamos ter condição de bancar esses gastos, o pagamento da folha e de todas as despesas decorrentes. Mas, felizmente, nós estamos animados, e é por isso que eu autorizei esse concurso grande. Vai ser um dos maiores concursos da história das policias, especialmente da PM, que vai contratar 2,5 mil novos policiais.

GOVERNO FEDERAL – A presidente (Dilma Rousseff) está propondo o alongamento das dívidas dos Estados e, certamente, trará um alívio para os Estados. Mas está também colocando uma série de condicionantes, para que os estados possam aderir a esse programa. Da nossa parte, nós estamos de acordo. Alguns outros governadores não estão. Não há um bom clima no Congresso Nacional, em relação ao Executivo Federal. Mas nós esperamos que esse assunto possa ir adiante. Eu já disse que eu não apoio a CPMF. Sou contra também acabar com os incentivos fiscais, porque os incentivos fiscais foram fundamentais para que Goiás chegasse ao nível de modernidade e desenvolvimento que chegou. E foi fundamental para Anápolis. Se Anápolis tem hoje tantas indústrias – e grande parte delas vieram em meus governos –, foi porque nós fomos agressivos em chamar essas indústrias e dar incentivos fiscais para que elas pudessem gera empregos e riquezas, para Anápolis e para o Estado.

OBRAS – Estou preocupado também em viabilizar as condições para retomar e concluir o Anel do Daia, que é uma obra muito importante e estratégica para a cidade. Estamos com o Centro de Apoio Socioeducativo (Case) em obras e, após uma negociação com o presidente do Tribunal de Justiça (TJ-GO), que nos assegurou repasse de parte do fundo do Judiciário, vamos retomar as obras do presídio e terminá-lo e entregá-lo à sociedade. Meu objetivo é viabilizar estes projetos que são importantes para a cidade. Também temos o compromisso de parceria com o prefeito João Gomes de construção do viaduto da Engenheiro Portela. A minha agenda é das obras. É da retomada do desenvolvimento do Estado. Repito: vivemos a maior crise da história do Brasil. Estou aqui trabalhando 24 horas por dia para ter condições de cumprir todos os meus compromissos com o povo anapolino, que sempre me respaldou em minhas eleições, e que merece o meu mais profundo apreço e consideração.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.

AN