OPINIÃO] Em Cristalina, a velha política insiste em destruir o novo que pede mudanças

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Marcelo “Pezão” (à esquerda) atirou em Rosivaldo Pelota, mas queria mesmo era fragilizar o pré-candidato a prefeito Daniel do Sindicato
Marcelo “Pezão” (à esquerda) atirou em Rosivaldo Pelota, mas queria mesmo era fragilizar o pré-candidato a prefeito Daniel do Sindicato

Por Wilson Silvestre – Tempos difíceis essa quadra política em que vive e respira o País. Com um futuro incerto, 10 milhões de desempregados, governos anestesiados, uma presidente prestes a ser afastada do cargo e a economia à beira do precipício. Quadro ruim que exige dos governantes e lideranças políticas, econômicas e sociais, atitudes sensatas e comprometidas com a nação. Mas, infelizmente não é isso que acontece.

Com raras exceções, ano após ano a qualidade de nossos políticos e gestores vem caiando. Tem-se a impressão que a atividade pública, tão nobre e importante para a vida das pessoas, virou uma Sodoma e Gomorra Bíblica. Cada um por si e ninguém voltado aos interesses da nação. Desde o Congresso a mais humilde Câmara de Vereadores, parece que a língua falada é uma só: “Vamos nos dar bem”.

Tomo como exemplo episódios que vivencio em minhas andanças pelo Entorno de Brasília. O que era para ser um debate de ideias, alto nível político — a escolha de um presidente do legislativo local —, vira uma guerra sem quartel, sem escrúpulos e destituída de decoro parlamentar. Nem o clamor das multidões que tomam as ruas do país, desperta em alguns homens públicos o sentimento de que o cidadão não aguenta mais tanta corrupção e cinismo político.

Cito um exemplo que se tornou corriqueiro no país e ilustra bem o quanto precisamos resgatar as boas práticas políticas: o afastamento do presidente da Câmara de Vereadores de Cristalina, Rosivaldo (Pelota) Bispo de Oliveira (PSB). Por conta de uma gravação clandestina, portanto sem autorização judicial feita pelo vereador Marcelo (Pezão) Henrique Vieira Neves (PMDB), supostamente interessado em manchar a pré-candidatura a prefeito do vereador Daniel (do Sindicato) Sabino Vaz (PSB), denunciando “negociatas” na compra de votos para eleger Rosivaldo presidente.

Pezão, que não é nenhum paladino da moral e virtudes políticas, após o resultado da eleição que elegeu a Mesa Diretora da Câmara, tendo à frente seu arquiadversário Rosivaldo, sai brandindo a fita alegando que a eleição foi comprada. Em seguida, levou “a prova do crime” ao Ministério Público e registrou denúncia contra o presidente eleito. Pronto. Estava armada a lona do circo mambembe, cujo espetáculo consiste em encenar diálogos e peças que o distinto público abomina. E pior. Com palhaços e atores que, de tão surrados monólogos, não despertam na plateia nenhum aplauso, quando muito, uma manifestação de vaias.

Foi isso que aconteceu com a “denúncia” de Pezão. Ele mirou em Rosivaldo, mas queria mesmo era acertar Daniel do Sindicato. Por que?

Daniel lidera a intenção de votos em todas as pesquisas na disputa pela prefeitura. Pezão, aliado de primeira hora desde o primeiro mandato da atual gestão, usou as ferramentas que dispunha para “agradar os antigos senhores”. Se conseguisse o intento, teria em suas mãos o trunfo para conquistar o direito de sentar-se novamente ao lado do vencedor pois, com o grupo de Daniel, isso seria impossível.

Essa motivação é parte da estratégia para “desconstruir” Daniel politica e moralmente, mas até agora só conseguiram o repúdio dos cidadãos de bem, dos que buscam construir o desenvolvimento econômico e social para todos e não só para um grupo. Este não é um desejo pessoal de um grupo ou de uma pré-candidatura, mas uma exigência da sociedade cristalinense que pede alternança de poder. Este desejo da imensa maioria dos brasileiros não e diferente em Cristalina. A desconfiança em políticos como o sr. Pezão, está no inconsciente de todo brasileiro. As pessoas estão examinando de perto as palavras, gestos e comportamento de cada agente público, afinal, a atividade política virou sinônimo de falcatrua, negociata.

Este é o diferencial de Daniel do Sindicato: é o novo que a sociedade cristalinese elegeu para ser o divisor de águas do antes e depois da atual gestão. É este sentimento de mudanças coletiva que o atual grupo político do qual o sr. Pezão está a serviço, não percebeu.

Daniel representa, em minha modesta observação, a antetíse do que defende Marcelo Pezão e o grupo da atual gestão. Acredito que, tecnicamente, os fundamentos foram convincentes para a justiça afastar o presidente da Câmara, mas sabemos por experiência que a maioria das decisões que envolvem políticos é de caráter… político. Embora os argumentos sejam plausíveis, a questão central ainda é a prova obtida sem a autorização da justiça.

Por mais convincente que seja os argumentos, soa estranho uma decisão judicial acatar provas contra uma decisão da maioria legislativa baseada numa gravação clandestina. Na cabeça das pessoas comuns predominam a crítica de que a “justiça não é tão cega” assim. Conclusão: tudo que o ruído das ruas condena… a justiça absolve. Qual é a contribuição do Judiciário para moralizar os conceitos políticos? Frustrante. O magistrado segue a lei, não importa se imoral. Por obrigação funcional tem que seguir a lei. Óbvio que a maioria das leis são imorais, mas é a lei. Os ritos da lei podem ser questionados, mas jamais ignorados. Cumpre-se. Esta é a lógica civilizatória.

No caso de Cristalina, o objetivo é “desconstruir” o líder nas intenções de votos, tentando passar à opinião pública a imagem de que Daniel do Sindicato “é igual a todos”. Não é verdade. Tenho acompanhado Daniel em suas reuniões com os mais variados segmentos da sociedade. O discurso dele é um só: “Qual Cristalina queremos para nossos filhos, netos e gerações futuras?, a que hoje vivemos ou a que podemos mudar com nossas ações”? Este é o discurso que tem incomodado os atuais mandatários do poder local.

Cristalina que enxergar o valor da autoridade; projetar sua imagem na dele, se ver no líder, com bem pontuou um dos maiores consultores políticos do país, professor Gaudêncio Torquato: “O brasileiro médio sente-se atraído pela figura do pai, que expressa autoridade, respeito, domínio do ambien­te doméstico, o homem providencial capaz de suprir as necessidades da família”.

Este perfil tem incomodado os adversários, não só o vereador Pezão — um oportunista de plantão — que busca, a qualquer preço sustentar um discurso político fundamentado em falsas verdades, com o único objetivo de jogar Daniel do Sindicato na vala comum dos políticos. Se tentativa era atingir Daniel… não obteve êxito. Prejudicou apenas Rosivaldo Pelota que, por se m desafeto de Pezão, pagou – ou está pagando — o pecado de ser adversário de Pezão na Câmara de Vereadores. Se a justiça realmente for executada, a gravação clandestina tem que ser objeto de questionamento como prova criminal.

Daniel do Sindicato vai continuar com seu passo lento, humilde e o anteparo dos que tentam transformar seu grupo de apoio, em instrumento do que tem de pior na política: a corrupção. Daniel é o novo, não no sentido da juventude, mas nas transformações das práticas políticas.

Aos adversários dele, um lembrete: em outubro, o eleitor será mais seletivo e vai comparecer às urnas com o sentimento de que, “poucos políticos vão merecer o meu voto”. Daniel do Sindicato será o rar diferencial a emergir dessa descrença. A razão é simples: ele acredita que juntos, teremos uma Cristalina melhor. Esta é a pedra de cristal que os adversários não querem que seja lapidada pelo eleitor. Daniel representa o novo que busca mudanças. Por isso, gente como o vereador Pezão, legítimo representante da atual gestão, insiste em “colar” a imagem deles em Daniel do Sindicato.

Daniel quer mudanças, não só políticas ou na gestão. Ele quer estar sintonizado com o cidadão, não como um despachante de problemas distribuindo benefícios para este ou aquele grupo do vereador tal ou “porque votou na gente”. Mais do que isso: ele exercita a proximidade com o povo, mesmo tendo uma agenda recheada de compromissos, nunca deixa de dar atenção às pessoas que o procuram.

Como observa o atento vereador Luiz Henrique (PDT): “Na eleição de outubro, o eleitor será mais seletivo por conta do sentimento coletivo de quem será o merecedor do seu voto. As demandas constantes e crescentes vão exigir não só conhecimentos políticos, mas necessariamente capacidade de diálogo com a sociedade e o Daniel tem estas características. Cristalina passou a desconfiar de aventureiros que, ao passar do tempo, só pensam em se dar bem. Basta de candidatos beija-flor que sugam o néctar e voam para outras regiões mais apetitosas”.

 

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