Chico Alencar diz que impeachment serve de lição para a esquerda

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Para o deputado do PSOL, processo é uma “lição” para a esquerda de que não se deve fazer alianças “sem critério”

Agência Câmara Deputado votou contra impeachment, disse que nunca imaginou ver um "colegiado tão medíocre"
Agência Câmara
Deputado votou contra impeachment, disse que nunca imaginou ver um “colegiado tão medíocre”

O deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) disse na madrugada deste domingo (17) que a abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff é uma “lição” para a esquerda de que não se deve fazer alianças “sem critério”. Para Alencar, agora é preciso “juntar os cacos” e se recompor.

“O PT é aquele parente distante que a gente não visitava há muito tempo. Rompemos e agora estamos aqui, vendo o que aconteceu. Lula sempre dizia: ‘Nós não podemos errar’. Mas erraram muito além da conta”, afirmou o deputado, numa referência à frase dita pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha de 2002.

Chico Alencar deixou o PT em 2005, após o escândalo do mensalão. Ele votou contra o afastamento de Dilma na Câmara e disse que nunca imaginou ver um “colegiado tão medíocre”. Para ele, porém, o PT precisa recuperar a tradição da autocrítica, repensar o projeto de País e entender “porque o governo está acabando desta maneira”.

Mesmo assim, Alencar observou que, como o julgamento de Dilma no Senado não será imediato, logo vão aparecer os “podres” da coalizão formada pelo PMDB do vice-presidente Michel Temer. “O que querem é a troca de síndico do poder que o PT não soube reestruturar, porque acabou aceitando as regras do velho inquilino”, comentou o deputado. “É claramente a vitória da direita e do fascismo.”

Erundina

Na avaliação da deputada Luiza Erundina (PSOL-SP), que foi prefeita de São Paulo pelo PT e também deixou o partido, a autorização dada pela Câmara para abrir processo contra Dilma foi “uma agressão”. Apesar disso, Erundina disse ter críticas ao governo, que, no seu diagnóstico, não administrou para o povo, privilegiou o ajuste fiscal e alimentou uma aliança no Congresso “à base de barganha”.

“O governo tinha uma maioria circunstancial”, comentou Erundina. “Não era nada em torno de um projeto. Eram interesses individuais”. Para a ex-prefeita, a única saída de Dilma, agora, é buscar ajuda. “Ela precisa ter uma atitude mais humilde, tomar a iniciativa de chamar todas as forças e admitir as dificuldades. É a única saída”, insistiu. As informações são do Estadão Conteúdo.

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