LUZIÂNIA] Adesões ao projeto de Marcelo Melo baixou a crista de Cristóvão

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Pré-candidato a prefeito de Luziânia, Marcelo Melo contabiliza em sua base de apoio, 20 partidos (O Mensageiro)
Pré-candidato a prefeito de Luziânia, Marcelo Melo contabiliza em sua base de apoio, 20 partidos (O Mensageiro)

Por Wilson Silvestre – Existe um mantra que os políticos usam para alertar adversários que andam de salto alto: “Política não é exata como a matemática, mas eleição sim”. A advertência serve como uma touca ao afobado prefeito de Luziânia e pré-candidato a reeleição, Cristóvão Tormin (PSD). Ninguém duvida que ele é um homem esperto, ardiloso e de crista alta no jogo da política, mas sua autoconfiança tornou-se seu pior adversário. Ele acredita tanto no seu poder de persuasão, que acabou sendo engolido pela vaidade e arrogância ao menosprezar a liderança e credibilidade de seu adversário, Marcelo Melo (PSDB).

Enquanto Cristóvão trombeteava aos quatros cantos de Luziânia que “Marcelo é só fogo de palha e logo vai desistir da disputa eleitoral”, mineiramente seu oponente “comia pelas beiradas”. Silenciosamente, lideranças que não apoiavam Cristóvão e até aliados, afundavam o caminho que dá acesso a fazenda de Marcelo hipotecando apoio. Não como mercadores de votos, mas interessados em participar de um novo modelo de gestão. Aos poucos, a conversa de Cristóvão foi perdendo o poder de convencimento para conter a sangria de aliados. As falsas promessas haviam dinamitado a confiança no líder.

Tudo que ele havia prometido ao longo do mandato virou fumaça. Cristóvão ignorou uma lição que nos ensina o poeta inglês, William Blake (1757-1827) extraída dos Provérbios do Inferno: “A cisterna contém; a fonte derrama”. Ele não soube conter o apoio quase unânime que o elegeu, pois o poder pelo poder é água corrente, não tem como impedir sua trajetória rumo ao oceano.

Do lado de Marcelo Melo já são 15 partidos que aderiram à caravana “Luziânia de Verdade”. Já do outro lado, quem vai ajudar os pré-candidatos a vereadores se a imagem do líder está desbotada e sua crista tombada? O eleitor não acredita mais em seu canto outrora imponente e agora, soa como galo sofrendo de gôgo. Essa rejeição aferida pelas vozes das ruas pode contaminar seus aliados e eleger uma pífia bancada.

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