Ministros de Temer prometem cortar 4 mil cargos comissionados até o fim do ano

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Chefes da Casa Civil, do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão e Ministério da Saúde concederam entrevista coletiva um dia depois de assumirem cargos

Thiago Bernardes/Framephoto/Estadão Conteúdo - 13.05.16 Os ministros Eliseu Padilha, Romero Jucá e Ricardo Barros respondem a questões da imprensa
Thiago Bernardes/Framephoto/Estadão Conteúdo – 13.05.16
Os ministros Eliseu Padilha, Romero Jucá e Ricardo Barros respondem a questões da imprensa

Por Estadão Conteúdo – Em entrevista coletiva ao lado dos ministros da Casa Civil e da Saúde, Eliseu Padilha e Ricardo Barros, nesta sexta-feira (13), o ministro do Planejamento, Romero Jucá, afirmou que o presidente em exercício, Michel Temer, determinou que seja revista a estrutura de ministérios, com a previsão de cortes de quatro mil cargos comissionados e outras formas de contratação sem concurso até 31 de dezembro. De acordo com ele, os cortes correspondem ao dobro do que a presidente afastada, Dilma Rousseff, havia prometido – e que não ocorreram.

Jucá confirmou que a meta fiscal deve ser aprovada na próxima semana no Parlamento com déficit de R$ 96 bilhões. O novo ministro da Saúde e deputado federal licenciado Ricardo Barros (PMDB-PR), que foi relator da proposta de Orçamento, afirmou que o governo de Dilma enviava corriqueiramente orçamentos com receitas superestimadas. Segundo ele, apesar da aprovação prevista, o rombo certamente será revisto.

“Teremos certamente um déficit fiscal superior aos R$ 96 bilhões e terá de se reavaliar essa questão”, avaliou Barros. “Temos R$ 230 bilhões de restos a pagar, que, obrigatoriamente, serão cumpridos por serem impositivos.”

Ainda sobre a questão fiscal, Jucá afirmou que projetos de lei de aumento encaminhados e negociados com servidores serão mantidos, mas destacou que o governo afastado enviou na quinta-feira sete projetos de reajustes que ainda serão avaliados.

Segundo o ministro, o governo deve seguir trabalhando junto com a Casa Civil para um novo procedimento de gestão e governança pública. “O processo de gasto da máquina será racionalizado e permanentemente acompanhado para ser eficaz”, afirmou.

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