Marquinho Abrão, Vanderlei Benatti e Fred Bastos podem ser os ‘Três Mosqueteiros de Cristalina’

0
Os novos mosqueteiros de Cristalina: Fred Bastos como Aramis, Marquinho Abrão no papel de Athos, Romancini como capitão D’Artagnan e Varderlei da Plantebem como Porthos. Eles articulam mudar os rumos da disputa eleitoral. (Foto Facebook Vanderlei)
Os novos mosqueteiros de Cristalina: Fred Bastos como Aramis, Marquinho Abrão no papel de Athos, Romancini como capitão D’Artagnan e Varderlei da Plantebem como Porthos. Eles articulam mudar os rumos da disputa eleitoral. (Foto Facebook Vanderlei)

Por Wilson Silvestre – Ao se aproximar as convenções dos partidos, lideranças políticas intensificam conversas visando construírem alianças com chances de vencer a disputa eleitoral. Em Cristalina, a polarização entre o grupo do prefeito Luiz Attié (PSD) e o líder das pesquisas, Daniel do Sindicato (PSB) pode sofrer reviravolta, caso se confirme as tratativas entre PRP, PMDB e DEM.

Assim como os personagens do livro ‘Os Três Mosqueteiros’  imortalizados pelo escritor francês Alexandre Dumas (1802-1872), tudo indica que pode surgir uma união semelhante aos bravos soldados do rei Luís XIII, com Marquinho Abrão (PRP) no papel de  Athos, Varderlei da Plantebem (PMDB) como Porthos, Fred Bastos (DEM) como Aramis e Romancini no papel de D’Artagnan. Estes mosqueteiros articulam duelar com o favorito Daniel do Sindicato e o provável pupilo de Attié, secretário de Saúde, Marks Wilson, o ‘cristão novo’, ou João Fachinello se ele convencer o prefeito de que (ainda) é ‘O Cara’ da base Marconista.

Seguindo a lógica dos acontecimentos, este trio que na realidade é um quarteto, pode ‘quebrar’ a espinha dorsal da polarização Daniel e ‘a turma do Attié’. A razão é simples: Marquinho tem capital político nas classes D e E, Fred com seu ar de bom moço trafega bem na classe média urbana, rural e entre os jovens, enquanto Vanderlei tem mão dupla entre fornecedores e alguns barões do agronegócio. O problema é que os três não abrem mão em ser cabeça de chapa.

Marquinho Abrão disse ao blog na manhã de terça-feira (31) que é pré-candidato a prefeito e, não havendo entendimento entre eles, disputa uma vaga de vereador. “Minha convicção é a de que o momento é agora. Mesmo não tendo acordo, apoio Vanderlei ou Fred para prefeito”.  Para ele, existe espaço para um pré-candidato que não seja veiculado à atual gestão ou muito identificado com o agronegócio. “Ao contrário da última eleição, onde a polarização ficou entre Attié e Edu Martini, agora temos um cenário diferente. De um lado, Daniel que disputou para vereador e, posteriormente deputado, portanto com o nome massificado junto aos eleitores, mas isso não significa que ele é imbatível. Do lado da situação, a base do prefeito está sem um nome consistente para atrair atenções e polarizar com Daniel. Então, temos sim muito espaço para uma terceira via”, resume ele.

De fato, havendo união entre Marquinho, Fred e Vanderlei a possibilidade da terceira via é factível, mas a sustentação dela vai depender de três fatores: Michel Temer se firmar como o presidente da estabilidade econômica e política do país, senador Ronaldo Caiado sinalizar que de fato será pré-candidato ao governo de Goiás em 2018 e o grupo do prefeito não ter um nome para empolgar os eleitores. Mesmo assim, o peso da máquina administrativa da prefeitura (leia-se funcionários comissionados), pode fazer a diferença na disputa.

Vanderlei faz uma aposta arriscada e, dependendo de seu mosqueteiro-mor D’Artagnan, ou seja, Romancini pode repetir a estratégia errada de Edu Martini. Perdeu a eleição por não ter um eixo central de propostas baseada na realidade de Cristalina, com isso, gerou confusão no eleitor que optou em votar em alguém conhecido e testado na gestão. Mesmo com a campanha durando apenas 45 dias e com regras mais rígidas, o fator ideias será o protagonista principal na identificação do desejo de mudanças com o sonho das pessoas em ‘melhorar de vida’. Sem prometer aquilo que não pode entregar. A palavra que vai seduzir corações e mente continua sendo confiança e não promessas.

Empoderado pelas manifestações de apoio das pessoas por onde passa, principalmente em bairros, Marquinho diz que sua pré-campanha está ouvido as pessoas de todos os segmentos sociais para elaborar um projeto de governo ‘sem fantasias, fundamento no desejo do povo, mas dentro da realidade econômica da prefeitura.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.

AN