Daniel, Fred e Maks podem ser o novo de Cristalina sem o ranço da ‘velha política do conchavo’

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Daniel do Sindicato (PSB), Fred Bastos (DEM) e Maks Louzada (PSD): caras novas para um eleitor cansado e desiludido com a ‘velha política’
Daniel do Sindicato (PSB), Fred Bastos (DEM) e Maks Louzada (PSD): caras novas para um eleitor cansado e desiludido com a ‘velha política’

Por Wilson Silvestre – A crise em que o país atravessa, tendo o Congresso e a classe política como o epicentro da degradação moral e ética, além de perturbadora provoca nos cidadãos uma profunda apatia e vai influenciar na hora do voto. A descrença nas instituições, salvo algumas como forças armadas e parte do judiciário, não alcançam nota 5, insuficiente para passar de ano. As pessoas estão tendo dificuldade para entender o colapso em que chegou o Congresso Nacional, onde, grande parte de nossa elite política se encontra registrada no prontuário policial. Este sentimento de apatia e falta de perspectiva para o país, explica o silêncio dos cemitérios após Dilma ter sido afastada pela maioria ruidosa dos cidadãos. Se nesses menos de quatro meses que faltam para a eleição municipal, não houver melhoras na vida das pessoas, lideres tradicionais, experientes ou novatos na política que insistir nas velhas práticas do ‘conchavo’ e arranjos espúrios, serão varridos para a lata de lixo da história.

Postulantes ao cargo de prefeito e vereador que buscam a atenção dos eleitores nos 5.570 municípios brasileiros devem rever seus conceitos tradicionais, avaliar melhor quem são seus aliados e ouvir as vozes do meio fio. Quem não inspirar confiança nos 45 dias permitidos pelas novas regras da justiça eleitoral, será solenemente expurgado pelo voto. Não importa se novato na política, veterano testado como prefeito ou vereador. Se for apadrinhado então por este ou aquele ‘grande líder’, como governador, senador, deputado e até mesmo religiosos, não escapará do crivo dos cidadãos. A velha e boa frase que nossos país e avós repetiam em tom de advertência, quando alguém cometia atos fora do comportamento civilizado, ganhou destaque em nossos dias: “Diga-me com quem andas e te direi quem és!”

Se um candidato subir no palanque acompanhado de uma liderança citada em processo, enrolada numa das dezenas de operações policiais ou que teve o nome envolvido numa doação de campanha suspeita, pode sofrer boicote do eleitor e ser desmoralizado publicamente.

ELES QUEREM FAZER DIFERENTE – Em Cristalina, onde os 33.464 eleitores aptos a votarem em 2 de outubro, buscam uma renovação em suas lideranças, tem à disposição, três jovens que buscam a oportunidade de se eleger prefeito e ‘fazer diferente’. Começando pelo vereador Daniel do Sindicato (PSB), 33 anos, por enquanto líder das pesquisas, produtor rural, testado nas urnas, mas sem experiência em gestão pública. Carrega a vantagem de ter tido mais de 10 mil votos em Cristalina, quando disputou uma vaga no legislativo estadual. Embora tenha raízes e DNA no agronegócio, ainda não tive ninguém hipotecando apoio. Tem forte presença no segmento evangélico e algumas lideranças de bairros.

Daniel lidera as pesquisas por dois fatores: o primeiro por ter participado de duas campanhas. Uma como vereador e outra como deputado. A segunda é que ele não tinha oponente a altura para contrapor seu discurso. Agora tem dois: Fred e Maks Louzada.

Recentemente entrou em cena, Fred Bastos (DEM), 48 anos, empresário bem sucedido (rede de restaurantes Lig-Lig), fiel escudeiro do senador Ronaldo Caiado e com bons interlocutores no agronegócio e comerciantes. Tem sofrido dos opositores críticas por não morar em Cristalina, mas seus apoiadores creditam este preconceito a grupos isolados que tentam desconstruir sua pré-candidatura. Esta tese bairrista só prosperou devido o prefeito Luiz Attié passar mais tempo em Brasília do que na cidade. Pesquisas qualitativas mostram que isso não vai influenciar o voto. As pessoas buscam atitude e coragem para mudar a gestão sem entrar na discussão se mora ou não na cidade. Como servidor público ele tem que estar todos os dias no trabalho. Para isso é que existem Ministério Público, Câmara de Vereadores, oposição e os cidadãos atentos. Fred garante investimentos na cidade instalando um restaurante da sua rede em Cristalina e outro em Caldas Novas.

Outro jovem que entrou na corrida para conquistar o trono de prefeito foi o ex-secretário de Saúde, Maks Louzada (PSD), 35 anos, Graduado em Direito e morador de Cristalina. Ele entra na corrida rumo à prefeitura, sofrendo uma baixa na composição de partidos que dão sustentação ao seu projeto. O vice-prefeito João Fachinello (PSDB), sentiu-se preterido pelo aliado Attié e anunciou que vai manter sua pré-candidatura. Não deve tirar votos de Maks, mas vai fazer um estrago e tanto no caminho de Attié em 2018, quando o prefeito pretende disputar vaga de deputado federal.

Maks tem como estratégia gastar sola de tênis percorrendo todos os bairros, distritos, batendo de porta em porta de lideranças comunitárias e defendendo suas ideias para a prefeitura. Adotou um discurso conciliador dentro da base aliada, visando unificar os projetos para o município. É bom de palanque, conhece a administração pública e tem um discurso firme e consistente.

CIDADE RICA, PREFEITURA POBRE – Cristalina é um município rico com uma prefeitura remediada que incorpora convênios como receita assim como faz pessoas de classe media: transformam o cartão de crédito e cheque especial em renda. Administrar passivo todo mês com as demandas da população sendo represadas, não projeta ninguém sob o ponto de vista político. Então, nesta disputa eleitoral, vence quem passar confiança ao eleitor nos 45 dias de campanha. Não necessariamente quem está na frente, caso de Daniel do Sindicato.

Por ter um PIB agrícola invejável, gerar empregos e renda, o município precisa de lideres políticos antenados com o cenário regional e nacional. Só assim essa pujança econômica será protagonista nas discussões de políticas públicas relevantes ao município. Não adianta vir uma revoada de deputados no período eleitoral, negociar com o prefeito da vez ou algum partido de expressão e, se eleito ou não, virar as costas para quem votou nele.

O número de indecisos apontado nas variadas pesquisas de avaliação interna, sugere que o cidadão ainda não definiu seu voto para este ou aquele pré-candidato. Portanto, Daniel do Sindicato (PSB), Wanderlei da Plantebem (PMDB), Fred Bastos (DEM), Maks Louzada (PSD), João Fachinello (PSDB) e o advogado Castelo Branco (PV), citando só os declaradamente pré-candidatos, tem chances de convencer o eleitor que seu projeto é o melhor. Como disse o líder africano, Nelson Mandela em seu aniversário de 89 anos: “Devemos promover a coragem onde há medo, promover o acordo onde existe conflito, e inspirar esperança onde há desespero”.

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