Só Renato Santana e Arthur Bernardes podem salvar o projeto de Rosso em 2018

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Secretário de Economia e Desenvolvimento, Arthur Bernardes e o vice-governador de Brasília Renato Santana: escudeiros fiéis de Rogério Rosso que preenchem o vazio do líder nas cidades
Secretário de Economia e Desenvolvimento, Arthur Bernardes e o vice-governador de Brasília Renato Santana: escudeiros fiéis de Rogério Rosso que preenchem o vazio do líder nas cidades

Por Wilson Silvestre – A política tem seu  preço para quem almeja subir os degraus do poder, quer no Congresso, governo estadual e até mesmo presidente. Para chegar lá, precisa dos que andam no ‘meio fio e exalam cheiro de povo’ e, para se manter-se no andar de cima, tem a obrigação de continuar exalando ‘o cheiro de povo’. Este é o desafio: ser tragado pelo glamour do Congresso e ficar de costa para a plebe votante, ou se equilibrar no cabo de aço que liga os dois de 4 em 4 anos? A história é rica em exemplos de políticos eleitos para a Câmara Federal ou o Senado, ‘esquecidos’ pelos eleitores por terem perdido ‘o cheiro de povo’.

A pesquisa do instituto O&P Brasil publicada no Correio Braziliense no domingo (19), assinada por Ana Maria Campos, uma das mais tarimbas jornalistas de Brasília, aponta nessa direção. O governador Rodrigo Rollemberg (PSB), mesmo tendo uma gestão cheia de altos e baixos, às vezes insegura noutras confusa, ainda lidera a preferência dos eleitores em todos os cenários, enquanto ‘estrelas’ como os senadores Antônio Reguffe (sem partido), o queridinho da classe média do Plano Piloto, passa ao largo dos concorrentes, assim como Cristóvão Buarque (PPS), sempre lembrado, mas não testado.

Esta é a ‘maldição’ dos que entram no ‘céu’ azul do Senado. Nunca põe os pés na lama ou poeira nas cidades dos que vivem longe dos holofotes. Gim Argello pagou esse preço ao tentar a reeleição, Valmir Amaral e Aldemir Santana citando só os mais conhecidos. Aliado a embriaguez do poder, os dois maiores inimigos responsáveis pela derrocada de muita gente: arrogância e vaidade. Estes dois adjetivos são um genuíno Cavalo de Tróia que leva em seu ventre, além de inimigos, o simbolismo da derrota eleitoral.

Voltando novamente à pesquisa da O&P Brasil, Rollemberg lidera com 16% seguido de Robson Rodovalho (PP) 11,5%, Érika Kokay (PT) 10,4%, Alberto Fraga (DEM) 10,2% e Rogério Rosso (PSD) 9,5%. Portanto, o pessedista que teve uma grande visibilidade midiática aparece em 5º lugar. O que está errado na preferência do eleitor? Distância. Rogério tornou-se a estrela de primeira grandeza e foi engolido por um buraco negro que atende pelo nome de poder.

Nos cenários subsequentes veja na integra aqui (http://blogs.correiobraziliense.com.br/cbpoder/rollemberg-ainda-e-primeira-opcao-do-eleitor-2/ ) Rosso aparece em segundo lugar. Seria motivo suficiente para soltar fogos em plena Esplanada, mas quando se debruça sobre ‘o fator surpresa’, chama a atenção que ‘entre 24,2% e 33,9% não querem nenhum dos candidatos apresentados’. Não dá para soltar fogos com um número neste patamar, considerando que ainda faltam dois anos para a disputa da cadeira ocupada por Rollemberg. Se por uma razão o fator sorte e habilidade política conduzir Rogério à presidência da Câmara, ele ganha um presente de grego: torna-se poderoso nacionalmente, mas um ilustre desconhecido dos que andam no meio fio. A não ser que o vice-governador de Brasília, Renato Santana e o secretário de Economia e Desenvolvimento Sustentável (Sede), Arthur Bernardes façam o milagre da multiplicação nas cidades, materializando-se em Rogério Rosso.

Mesmo tendo críticas de adversários e inimigos políticos, os dois têm feito até agora, um trabalho onde debate com a sociedade propostas modernas e inovadoras na gestão pública. “Ações que realmente vão ao encontro dos interesses de nossa população, integrando as cidades de Brasília de forma sustentáveis com gestão transparente focada nas pessoas”, tem dito Arthur Bernardes.

As dificuldades que o PSD enfrenta e com a proximidade de 2018 tende a se multiplicar, vai exigir de Rosso uma permanente assistência à sua base Ceilândia. Política é marcada por simbolismo e nesse momento, os símbolos do PSD de Brasília se resumem em Renato Santana e Arthur Bernardes. O presidente da legenda está muito longe do meio fio, não mais respira povo, pedala sua bike e não transpira voto. Este é o lado cruel da política: não existe cedo demais para conquistar voto, mas sim, tarde demais para refazer o começo.

A entrada do deputado distrital Cristiano Araújo no PSD (14.657 votos) acrescenta muito pouco à legenda em termos de eleitores. Considerando que o projeto de Rosso é o Senado e terá pela frente possivelmente uma Celina Leão (PPS), Bispo Rodovalho (PP), Chico Leite (Rede) e provavelmente Alberto Fraga (DEM), a disputa não vai ser fácil. Celina caminha para disputar o espólio político de Joaquim Roriz assim com o enigmático Tadeu Filippelle (PMDB). Outro mistério é Flávia Peres, mulher do ex-governador José Roberto Arruda que pode vir tanto para o Senado quanto disputar o governo. Se Rollemberg continuar nessa gangorra político-administrativo a concorrência vai aumentar e com isso, o sonho de Rogério Rosso fica ainda mais complicado, ao ponto de nem Arthur ou Renato consiga salvar.

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