CRISTALINA] Pesquisa apenas aponta o ator principal, mas não os aplausos da plateia

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Pré-candidatos a prefeito de Cristalina: Daniel do Sindicato (PSB), Fred Bastos (DEM), Maks Louzada (PSD) e Vanderlei Benatti (PMDB)
Pré-candidatos a prefeito de Cristalina: Daniel do Sindicato (PSB), Fred Bastos (DEM), Maks Louzada (PSD) e Vanderlei Benatti (PMDB)

Por Wilson Silvestre – Ao aproximar-se das convenções partidárias, o termômetro político aumenta o grau de especulações de ‘quem vai apoiar quem’ ou se fulano tem mais chances do que beltrano. Por enquanto, o distinto eleitor faz cara de paisagem, quando muito, “só assuntando” o vai e vem dos nomes pretendentes ao seu voto.

Em Cristalina, o clima político mantém o mesmo grau de temperatura nesta época do ano: frio para moderado. De um lado, Daniel do Sindicato (PSB) continua sendo o assunto mais comentado, devido  a sua permanente movimentação política. Começou na campanha de vereador em 2012, sendo (eleito), em 2014 disputou uma vaga para deputado estadual e agora, pré-candidato a prefeito. Naturalmente seu nome torna-se o mais lembrado quando o assunto é sobre a disputa pela prefeitura do município. Mas, nem tudo são flores na caminhada de Daniel. Faltam recursos, equipe, assessoria, marketing e o mais grave: o baronato do agronegócio até agora não deu um piu dizendo que ele é “gente nossa”. Este silêncio e falta de uma estratégia de campanha, coloca seu favoritismo em risco.

Novos personagens entraram em cena apresentando novas peças que tem no enredo, comédia, drama e mistério, ingredientes que costuma despertar as atenções da plateia eleitoral. Tem atores novos no palco político, como o empresário Fred Bastos (DEM) que, por enquanto, teve poucas aparições mantendo o distinto público em expectativa, se será o ator principal, coadjuvante (vice) ou um simples figurante. “Não tenho fixação pelo poder para fazer imposições. Sou um homem de partido e grupo com princípios ético, disciplinado e focado no que for melhor para Cristalina”, tem respondido aos interlocutores que questionam seu silêncio.

Outro novato, mas com experiência em gestão pública na Secretaria de Saúde de Cristalina, diga-se, um dos maiores abacaxis para alguém descascar, Maks Louzada (PSD). Também jovem como os oponentes Daniel e Fred. Traz para a ribalta política, a energia dos espartanos que não temiam adversários ou feras na arena. Fala bem, tem carisma, humildade e pode surpreender. Seus adversários dizem que ele representa “a continuidade da temerária gestão Attié”, mas Maks rebate com argumentos sólidos, mostrando avanços e reconhecendo que falta muito para ser feito. “Temos projetos importantes para o município que estão aguardando recursos. Não é segredo para ninguém que atravessamos a maior crise vivida no país e Cristalina, também é Brasil e a prefeitura não fabrica dinheiro”, disse ao blog. Maks entrou no palco há um mês e ainda está se ambientando com o som da plateia cidadã.

Outro personagem emblemático, Marquinho Abrão (PRP) desistiu do palco principal e optou por atuar junto “ao povo e longe dos holofotes”. Segundo ele, vai disputar vaga de vereador e apoiar Vanderlei [da Plantebem] Benatti (PMDB) e Fred Bastos (DEM). Marquinho tem público fiel nas classes D e E.

Vanderlei tem feito mistério quanto a sua estreia no grande palco da disputa pela prefeitura. Especula-se na cidade que ele terá dificuldades se perder o apoio do DEM, mas segundo pessoas próximas a ele, a aliança PMDB-DEM não vai rachar. Como toda estreia é precedida de expectativa, todos os olhares voltam para a abertura das cortinas para saber se ele será o ator principal ou Fred Bastos.

Os demais pré-candidatos a atores principais são João Fachinello (PSDB) que saiu da aliança com o prefeito Luiz Attié com a faca entre os dentes, portanto sua estreia ainda é envolta em mistério. Joana Darc (PTN), Zeni da Gráfica (PRB) que está no limbo por não ter o comando do partido, Edu Martini (PTB) que está mais para figurante do que para ator principal, Silton [da OK] Soares (Psol) e o advogado Castelo Branco (PV).

NADA DEFINIDO – Por mais que o nome de Daniel esteja no topo da lista nas discussões políticas, ainda existe um grande contingente que não definiu quem seguir. Fala-se em quase 70%. Se realmente for este o número, todos os pré-candidatos têm chances de sair vitoriosos, afinal o que conta é o resultado das urnas.

A explicação está no seguinte raciocínio: Cristalina tem aproximadamente 30 mil eleitores, sendo que 30% deles correspondem a 9 mil votos. Assim, um candidato que tem 43% dos votos definidos, teria apenas 3.870 de intenções num eleitorado de 30 mil eleitores, algo em torno de 12,5% do eleitorado geral, isto neste momento. Vale o registro: pesquisa demonstra uma situação passada e não presente. Então, sobram 21 mil eleitores que podem escolher outros candidatos, já que o principal candidato da oposição ao grupo do prefeito não consolidou sua posição. Se contabilizar os eleitores que mudam o voto na última hora, não se pode afirmar que existe pré-candidato eleito neste momento.

Para analistas em pesquisas, existe uma margem indicando que a possibilidade de um ou outro pré-candidato pode sair vitorioso.

Analisando as pesquisas feitas para sondagem interna dos pré-candidatos, 80% (algo próximo a 24 mil votos) querem um candidato honesto, sem a mácula de corrupção, trabalhador, competente e principalmente, bons gestores públicos. Outro fato considerável é que, mesmo tendo uma rejeição alta, o prefeito Luiz Attié tem capital político para transferir algo próximo a 30% dos votos. Mais ou menos 9 mil votos se considerar  a soma de bom e ótimo de sua gestão. Outro dado a ser considerado, são as possíveis alianças com os grupos dos ex-prefeitos Antonino Camilo de Andrade, Castro Neto e Gildomar Gonçalves.

​De concreto mesmo, só depois de 5 de agosto, data final das convenções. Até lá, muita água vai passar embaixo da ponte, provocando mudanças e alterando posições dos pré-candidatos na preferência dos eleitores. Portanto, recomenda-se muita prudência antes de soltar fogos comemorando alguma pesquisa. Elas são indicadores de voto naquele momento e, considerando a baixa popularidade dos políticos ou a qualidade de suas propostas, o resultado pode ser alterado em 12 horas.

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