CRISTALINA] Oposição confusa busca o poder pelo poder sem ter um projeto para a cidade

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Pré-candidatos a prefeitos de Cristalina: Daniel do Sindicato (PSB), Vanderlei da Plantem (PMDB), Fred Bastos (DEM), Castelo Branco (PV), João Fachinello (PSDB) e Edu Martini (PTB)
Pré-candidatos a prefeitos de Cristalina: Daniel do Sindicato (PSB), Vanderlei da Plantem (PMDB), Fred Bastos (DEM), Castelo Branco (PV), João Fachinello (PSDB) e Edu Martini (PTB)

Por Wilson Silvestre – O clima em Cristalina nesta época normalmente é frio, no entanto, este ano a temperatura política se encarregou de esquentá-lo, não o tempo, mas o ânimo das pessoas, mais precisamente os pré-candidatos a prefeitos. Ao se aproximar do dia 5 de agosto, prazo final para convenções partidárias e a deliberação sobre coligações, o corre-corre em busca de aliados é de tumultuar o trânsito.

Todos em busca de um melhor posicionamento político, tentando descontruir a atual gestão com o mesmo velho discurso de atacar quem detém o poder, sem apontar soluções para os problemas criticados. O que mais se ouve e lê é que “o grupo do prefeito Luiz Attié não fez nada pela saúde, segurança, moradia e blá, blá, blá e blá”. Enquanto isso, o eleitor e os cidadãos de um modo geral, analisam imbuídos do sentimento de que a busca é o poder pelo poder. Não tem projetos, só soluções mágicas para resolver demandas que não dependem só do gestor público, mas de um conjunto de ações que requer recursos e nem sempre o município dispõe. Por isso, o número de indecisos é muito alto. Não basta dizer que é o novo. Tem que ter ideias inovadoras e criativas.

O líder na intenção de votos, vereador Daniel do Sindicato (PSB), é um exemplo de vazio de inovação na gestão pública. Sua liderança é fundamentada em críticas ao prefeito e sua administração. Acontece que Attié não é pré-candidato a reeleição e o indicado do PSD, Maks Louzada não é Attié. Ele tem outros planos para Cristalina.

Daniel é um homem honesto, pertence ao segmento do agronegócio e goza da simpatia dos eleitores que buscam o novo. Mesmo com tantos predicados positivos, não conseguiu unir as principais forças de oposição da cidade, muito menos convencer seu segmento de negócios, que ele é “o melhor pré-candidato”. Até agora, ninguém do baronato do agro veio a público anunciar que ele é o melhor para o município. Este vazio de liderança pode levá-lo ao cadafalso político.

Esta confusa forma de liderar seu grupo pode ser constatada na escolha de seu vice. Em tese, Daniel definiu o vereador Luiz Henrique (PDT), mas o vereador Gilsão não desistiu de brigar pela vaga. O problema é que o vereador Wellington Caixeta, também do Distrito de Marajó assim como Gilsão, do PROS, pode atropelar planos de Daniel. De acordo com denúncia do Dr. George (PSB), numa fita que circula nas redes sociais, Caixeta tem recursos para ajudar na campanha de Daniel, combustível que eles estão necessitando urgentemente para criar uma estrutura mínima na campanha, mas quer em troca a vaga de vice. É uma baita de encrenca para Daniel resolver.

Vanderlei da Plantebem (PMDB) novamente é o presidente do partido. Derrubou a liminar que mantinha a legenda em mãos do vereador Marcelo Pezão. Estaria tudo no seu quadrado se não fosse por um detalhe: Pezão não faz segredo de que vai realizar uma convenção paralela. Se ocorrer, Vanderlei fica mais “perdido do que cachorro que caiu do caminhão de mudanças em dia de chuva”. Sem rumo e sem estrutura para manter-se como um nome viável na conquista da prefeitura.

Como sua estratégia não permite volta, fica obrigado a manter sua candidatura mesmo sozinho. Esta é a exigência do diretório estadual. A encrenca ainda é maior por não ter um nome competitivo para vice. Seu partido rachado não é atrativo para o eleitor e nem competitivo, portanto ele entra no time dos pré-candidatos fracos. Só um milagre salva seu sonho. A não ser que ele resolva pegar o grupo do Pezão e colocar a Joana Assad como vice.

Fred Bastos (DEM) é o pré-candidato gangorra: numa semana está na disputa, noutra não. Ele e seu grupo estão propensos a fecharem com Maks Louzada a vaga de vice, mas está refém do presidente municipal da legenda, José de Sousa (Duca). Ele não tem voto, mas controla o diretório, mesmo sabendo que 90% do partido quer o Fred na vice de Maks. Esta intransigência vai acabar deixando o DEM na beira do caminho, pedindo carona a qualquer partido para não morrer de inanição no deserto de votos. Daqui a pouco, quem vai querer um vice que ‘sobrou dos concorrentes?’

Gildomar Gonçalves (PMN) está curtido seus minutos de fama ao anunciar que está na corrida rumo a prefeitura. Ninguém acredita nisso, até o filho que teoricamente deveria apoiá-lo, foi anunciada como vice do advogado Castelo Branco (PV). Conforme um observador da cena política de Cristalina e veterano nos embates políticos da cidade, Castelo Brando lança a campanha e vai apalpando e se não deslanchar, negocia com um pré-candidato com chances de vitória já que deixou todas as portas abertas para negociar. Se o candidato vencer, ele tem condições de valorizar seu passe como peça fundamental na vitória do eleito.

João Fachinello (PSDB) só tem 10 pré-candidatos a vereadores, incluindo o filho sete homens e três mulheres. No cenário atual, acaba não elegendo ninguém, mas o principal áulico de Fachinello é o filho Joãozinho, um pseudo dublê de marqueteiro e lobista político que busca uma vaga de vice. O problema é que, pelas regras atuais da justiça eleitoral, o pai assumiu a prefeitura na licença do prefeito Luiz Attié e por isso, “tchau Joãozinho, você está inelegível”.

Maks está comendo pelas beiradas. Enquanto o centro do prato político ferve, ele degusta a parte fria até chegar ao meio quando todo o calor se dissipou. Então é só degustar. Está com a coligação fechada, nominata de vereadores definida e passando ao largo das confusões. Esta organizada pré-campanha dá mais tempo para dialogar com a população, fazer visitas às pessoas, expor suas ideias e projetos.

O empresário Antônio Zucatto ainda não bateu o martelo se o filho, Fernando Zucatto (PSC) participa da chapa de Maks como vice. Na família, as irmãs vetam a participação dele na política. A conferir.

Se a vaga de vice ainda está no limbo, a coligação acredita que pode eleger no mínimo 10 vereadores ou chegar a 13. Outro que gostaria de fazer parte da corrida é o empresário Edu Martini (PTB), mas não encontrou o caminho. Por fim o Zeni da Gráfica (PRB), o pré-candidato do bloco ‘eu sozinho’ que nem o partido ele controla, já que a vereadora Luciana Cândido detém o controle da legenda, bate bumbo anunciando que é pré-candidato.

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