CRISTALINA] Daniel do Sindicato mistura vinho e vinagre, nega suas críticas e confunde o eleitor

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Candidato a prefeito de Cristalina, Maks Louzada na convenção do PSD que homologou sua candidatura: “A sociedade precisa de novas formas
Candidato a prefeito de Cristalina, Maks Louzada na convenção do PSD que homologou sua candidatura: “A sociedade precisa de novas formas

Por Wilson Silvestre – Segundo o ensinamento de Maquiavel, a política é movida pela manutenção do poder ou a conquista dele. Os fundamentos que rege a civilidade, os princípios éticos e a coerência nos discursos, são apenas estratagemas para conquistar ou manter o que foi tomado de outro. Então, pregar moralidade em cima dos adversários tornou-se uma velha e surrada estratégia de quem só quer o poder pelo poder. O eleitor, por mais simples e envolvido que esteja na sobrevivência cotidiana, percebeu que “este time já não ganha jogo”, apenas entra em campo assegurando que tem os melhores titulares e reservas, mas tudo não passa de propaganda enganosa. Se vencer a partida, ou seja, eleito, diz que “não pode fazer nada porque o antecessor deixou o município quebrado”. Este tem sido o discurso de oposição pelo país afora contra quem está no poder.

Em Cristalina não é diferente. Daniel do Sindicato (PSB), Vanderlei [da Plantebem] Benatti (PMDB), Gildomar Gonçalves (PMN), Castelo Branco (PV) entre outros personagens, preferem desconstruir ao invés de propor algo novo, singular e diferente da atual gestão. Eles ignoram um pequeno detalhe: o eleitor não é mais um tolo, manipulável e tocado bovinamente rumo ao matadouro. O cidadão aprendeu a distinguir a verdade financeira de seu município, estado e do país da fantasia vendida pelos “mercadores do poder”. São como cachorros que correm atrás de veículos motorizados: quando o condutor para, eles não sabem se mordem, continuam latido ou se vão embora.

A comparação é grosseira, mas a oposição ao prefeito Luiz Attié – que nem candidato é – perdeu o rumo. Mais ainda: o até agora líder na corrida eleitoral, Daniel do Sindicato (PSB), tinha tudo para vencer a disputa eleitoral sem dependurar um monte de penduricalhos à sua coligação. Todos, figurinhas amarelecidas pelo tempo como um livro de capa bonita, mas com páginas em branco. Ao misturar alhos e bugalhos ao seu projeto “para uma Cristalina melhor”, sinalizou aos cidadãos que seu projeto é simplesmente conquistar o poder e lotear a prefeitura. Todo seu discurso de oposição ‘pura e imaculada’, caiu por terra e mandou o eleitor – que buscava ‘o novo’ – às favas.

O novo sem inovação continua velho, atrasado e praticando o mesmo modelo de gestão dos antecessores. Quando muito, numa versão piorada. Este é o figurino da coligação com 16 partidos que vai caminhar com Daniel do Sindicato, cada qual pensando no butim, mirando um arco íris multicolorido das benesses do poder. Pelo menos esta é a impressão que se tem, pois até agora, não se ouviu uma palavra sobre o que farão de melhor para Cristalina.

Por isso, a frase “o poder não se conquista, mas toma-se do adversário” nunca saiu de moda. Quem prega o discurso de terra arrasada, tentando desconstruir o que foi realizado por uma gestão, sem reconhecer nenhum avanço ou ganhos para a comunidade, acaba passando a imagem de “falso profeta de bonança”.

O blog acompanhou desde quarta-feira (3), toda a movimentação política em Cristalina, onde os postulantes à disputa pela prefeitura se movimentavam como formigas que tiveram sua moradia destroçada. De um lado, o irascível Vanderlei [da Plantebem] Benatti (PMDB) jurando por todos os santos que “jamais desistiria de sua candidatura”, mesmo pesquisas mostrando que ele estava na zona de rebaixamento, ou seja, sem chances de vencer a eleição. Rodou, rodou e caiu no colo de Daniel.

Vanderlei poderia ter entrando para a história de oposição à base do governo Marconi Perillo pela porta da frente, mas errou muito e acabou melancolicamente sozinho. Seus candidatos a vereadores vão ter que ‘ralar muito’ para se eleger no chapão do PSB. Este serpentário em que se tornou a coligação de Daniel vai fazer muitas vítimas política e a primeira delas, sem dúvida será Vanderlei. Ele vai amargar o ostracismo do general que perdeu a primeira batalha e se rendeu ao adversário.

Quanto ao tucano João Fachinello, só tinha duas alternativas: voltava para a coligação de Maks Louzada como coadjuvante ou buscava abrigo nas hostes de Daniel como soldado raso. Optou pela última. A política do fígado falou mais alto do que a lógica. Vaidade e arrogância quando se misturam, viram nitroglicerina pura.

Daniel não é um líder carismático. Tem como virtudes a honestidade, princípios cristãos e vontade de governar Cristalina, mas sem pulso suficiente para comandar este balaio de siri em que se meteu. Se for eleito, as sessões de pugilato verbal serão a tônica de sua gestão. A chapa do socialista tem como vice, o vereador Luiz Henrique (PDT).

MAKS, UM PASSO À FRENTE – Goste ou não do candidato do PSD, Maks Louzada, mas é inegável sua energia e predisposição para trabalhar na propagação de suas ideias. Enquanto os adversários brigavam para escolher quem seria cabeça de chapa e vice, ele já havia organizado a nominata de vereadores. O passo seguinte foi apresentar o esboço de seu plano de governo, elaborado a partir de sugestões colhidas junto à população nos variados segmentos. Maks propôs aos aliados PSD, PSC, PT, PR, PC do B, PPL e PSDC e no final, o PTB uma nova fórmula de governo onde a população tem voz e vez.

Antes da apresentação do plano de governo “Cristalina Sustentável, rumo a 2030”, foi apresentado um vídeo onde Maks propõe uma nova abordagem administrativa, cabendo ao cidadão escolher o caminho a seguir: as velhas práticas políticas e sorrateiras ou o caminho adotado pelo Papa Francisco. Com seu estilo simples, transparente e despojado de vaidade e arrogância, Francisco está revolucionando o conceito de fé cristã. Ao invés de morar no suntuoso Palácio Apóstólico, preferiu a Casa de Santa Maria, onde os quartos são simples como se fosse uma pousada, Come junto com os bispos que vem ao Vaticano de todos os cantos do planeta, numa mesma mesa, sem hierarquia formal, mas sorvendo informações que levariam meses para chegar ao seu conhecimento. Este é o modelo de gestão que Maks quer adotar tendo o cidadão como parte, não de uma engrenagem industrial, mas como uma mesa redonda, sem cantos e sem um lugar destacado, “Todos terão voz e vez, desde o mais humilde cidadão ao maior empresário ou autoridade. Todos serão integrantes responsáveis pelo desenvolvimento sustentável de Cristalina”, garantiu Maks ao blog.

Sobre a anabolizda coligação do adversário, Maks usou a passagem Bíblica do desafio de Davi contra Golias. “Creio que quando Golias apareceu diante do minúsculo Davi, os soldados de ambos os lados deve ter pensado: ‘Este sujeito pequenino não tem a menor chance contra Golias. Olha o tamanho dele!’ Mas Davi pensou ao contrário: ‘Ele é muito grande e não tenho como errar’ e acertou a testa do gigante”, resume Maks sobre o adversário Daniel e seus 16 partidos. Ele acredita que sua coligação é mais hemogênica e compromissada com Cristalina. “Será o time da virtude contra o time do conchavo que misturou vinho com o vinagre. Vamos ver o resultado ao final do jogo”.

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