LUZIÂNIA] “Pode isso Arnaldo”? Cristóvão quis ser esperto e acabou sendo engolido pela esperteza. Está fora da eleição

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Prefeito de Luziânia e candidato (?) à reeleição, Cristóvão Tormin: trapalhadas em busca de um vice pode deixar o PSD fora da disputa
Prefeito de Luziânia e candidato (?) à reeleição, Cristóvão Tormin: trapalhadas em busca de um vice pode deixar o PSD fora da disputa

Por Wilson Silvestre – Tem um provérbio português muito difundido entre a população brasileira, principalmente nas cidades do interior de Goiás, que diz o seguinte: “Esperteza, quando é muita, vira bicho e come o dono”. Guardada as devidas proporções e circunstâncias, a frase reflete muito o comportamento do prefeito de Luziânia e candidato a reeleição (?), Cristóvão Tormin (PSD). Sua ambição em manter o poder pelo poder, tornou-se uma arma letal apontada em direção às suas estratégias Brancaleone.

Cristóvão tem muita energia, é inquieto, faz política 24 horas, mas tem um temperamento egocêntrico onde tudo tem que orbitar em torno de sua figura e vontades. Não é agregador e faz política ao estilo dos antigos coronéis: promete muito e cumpre pouco. Estas virtudes às avessas, revelou-se um desastre na articulação para encontrar um vice na sua chapa. Cada sugestão de nome apresentado a ele por seus aliados, logo era rechaçado com o argumento de que “este não é o momento”. Enquanto isso, batia de porta em porta em busca de partidos e nome para sua coligação. Ninguém mostrava entusiasmo com os argumentos. Como disse um ex-aliado do prefeito: “Conviver com o Cristóvão é um padecimento. Tudo tem que ser de acordo com ele, caso seja contestado, vira inimigo do sujeito”. Assim ele foi perdendo aliados. Um dos exemplos mais explícitos é o de seu atual, Didi Viana (PT). Sempre que ele abordava o prefeito sobre a coligação com o PT, dizia que não era hora. Didi e sua turma pegou o boné e deu tchau.

FORA DA DISPUTA – No apagar das luzes para registrar a ata da convenção, ele correu atrás do presidente do PMDB de Goiás, deputado federal Daniel Vilela tentando convencê-lo a autorizar o nome de Aládio Carneiro como vice. Daniel, educadamente, mas convicto disse a ele que as coisas não funcionam assim “na bacia das almas”. Ele deveria ter procurado negociar com antecedência uma questão tão importante como a escolha de um vice. Isso faltado duas horas para o sistema eletrônico da justiça, bloquear qualquer protocolo após as 18 horas. Cristóvão ainda estava no gabinete do deputado na Câmara.

Com a ata da convenção faltando o nome do vice – Cristóvão tinha deixado em branco –, sua excelência correu para Luziânia, mas antes, desesperado, ligou para amigos empresários pedindo um helicóptero emprestado para chegar a tempo no fórum, segundo relato de um dos que ele pediu a aeronave. Não conseguiu. Teve que ‘voar baixo’ como um pobre mortal rumo a Luziânia. No fórum, segundo relato de servidores, entrou numa sala reservada à magistratura e concluiu o fechamento da ata da convenção, mas ai já era tarde. O sistema recusou.

A notícia caiu como uma bomba de 1 tonelada na coligação. “E agora, o que faremos”? foi a pergunta mais ouvida nos corredores da prefeitura e pronunciada pelos apoiadores da campanha. Teve gente que amaldiçoou o dia em que aceitaram fazer parte da coligação. Sem o registro, só uma liminar para dar continuidade à campanha. Mesmo assim, dificilmente Cristóvão vai conseguir apoiadores, muito pelo contrário, a bolsa de apostas em sua reeleição, fica abaixo de um milagre. Como diria Galvão Bueno em seu bordão: “Pode isso Arnaldo”?

Esta desastrada estratégia de Cristóvão põe a pique a força do PSD na região do Entorno. Agora, a esperança do partido concentra-se em Cristalina com Maks Louzada, em Santo Antônio do Descoberto com Clenilda Melquiedes e Alexânia com o empresário, Carlos Culau.

MARCELO SURFA NA ONDA – Ao contrário de Cristóvão, a coligação de Marcelo Melo (PSDB) entregou toda a documentação no prazo estabelecido pela justiça e não tem nenhuma pendência jurídica. O advogado da coligação de Marcelo Melo, Kowalsky Ribeiro disse ao blog na quinta-feira (10), que “do nosso lado, estamos tranquilos, mantendo a rotina de suporte jurídico orientando nossos candidatos a vereadores e os partidos”. Ele também esclarece que a decisão da juíza do Fórum de Luziânia, Soraya Fagundes de Brito não cabe recurso. Com isso, os candidatos a vereadores da coligação do prefeito não podem disputar a eleição. Segundo um dos aliados de Marcelo, a orientação é intensificar o ritmo de trabalho, contatos e conversas como se o adversário “estivesse em nossos calcanhares”.

A máxima em política recomenda que só vence uma disputa eleitoral quem erra menos e Cristóvão só tem errado. Talvez o que mais prejudicou o prefeito, tenha sido a vaidade e a arrogância, comportamento destruidor de carreiras políticas. Mesmo diante deste quadro adverso para Cristóvão, o grupo que apoia Marcelo desconfia que isso pode ser uma jogada de marketing. Muito arriscada devido ter que disputar a eleição sob judice, mas daria satisfação aos aliados e aliviaria a pressão sobre ele. Se der errado, como tudo indica, Cristóvão “pode pegar seu banquinho e sair de fininho”, como diria o refrão de um apresentador de programa de calouros. Cristóvão mostrou que ainda é calouro em política.

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