PAULO GOYAZ] “Além da eleição este ano, o PPL tem projeto para 2018”

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Por Wilson Silvestre – O blog conversou com Paulo Goyaz Alves da Silva ou simplesmente Paulo Goyaz, advogado especialista em direito eleitoral, dublê de marqueteiro, mente brilhante e coordenador político do PPL no Entorno de Brasília sobre política e, claro, os rumos do PPL nesta eleição. Paulo divide seu escasso tempo entre Brasília, Cristalina e cidades do Entorno onde seu partido firmou coligação. Nesta nova missão, ele orienta os candidatos, opina sobre cuidados jurídicos e marketing por isso, segundo ele “tenho dormido pouco, visto a família en passant e abdicado de um dos meus prazeres: ler”.

Paulo Goyaz é um personagem enigmático, reservado, dedicado à família, mas para os adversários, um ‘bruxo’ sem alma. Alheio ao burburinho dos críticos, mantem uma rotina de 10 e até 12 de trabalho, divididos entre o escritório e a política. “Sempre agradeço os críticos pela lembrança e propaganda de meu nome, frisando que nunca ultrapassei o limite da ética, respeito ao direito e, mais importante: a fragilidade humana diante das adversidades”. A seguir, um resumo da conversa do blog com “o bruxo do marketing político e do direito eleitoral”:

Até a eleição passada, o PPL era apenas um partido sem expressão e qualquer densidade eleitoral em Goiás e, claro, no Entorno de Brasília. Para piorar, considerado uma ‘sigla de aluguel’. O que muda nesta eleição para prefeito e vereador?

Em Goiás, o presidente do Partido Pátria Livre (PPL), José Netho trabalha para sair desse rótulo de que os pequenos partidos são ‘legendas de aluguel’. Em todas nossas tratativas no Entorno firmando alianças, as negociações foram políticas visando exclusivamente o   crescimento do partido. Em momento algum tivemos qualquer discussão a não nossa participação na coligação do candidato. Quanto aos rumos, penso que podemos ampliar consideravelmente o número de vereadores na região e no estado. Temos muita gente boa, séria e qualificada disputado prefeitura como Caldas Novas e Rio Verde. Também vice-prefeitos em vários municípios e vaga de vereador, tanto em Cristalina, Águas Lindas, Planaltina e Novo Gama entre outras cidades.

Esta eleição e a próxima, devem funcionar como um teste para os partidos, postulantes a cargos executivos e legislativos. Como o sr vê o papel do PPL nestas novas regras eleitoral?

Como um protagonista sintonizado com as regras democráticas, contribuindo com o debate político e o fortalecimento da atividade partidária. Participando ativamente na busca de caminhos para reconduzir nosso país ao desenvolvimento econômico, ampliando as conquistas sociais e redistribuindo melhor a riqueza produzida por todos os brasileiros. Isso só é possível dentro de regras democráticas, plural e fundamentas na igualdade de direitos e deveres. Esta é a maior contribuição do PPL e o compromisso de seus candidatos com os eleitores.

Pesquisas mostram que o eleitor está descrente com os políticos e os partidos de um modo geral. O sr. acredita que o número de votos brancos, nulos e abstenção deve aumentar na disputa para prefeito e vereadores?

Em algumas regiões isso pode acontecer, mas navego na contramão dessa tese. O brasileiro, com raras exceções, tende a mudar de ideia na última hora, votando no ‘menos pior’ ou atendendo apelos de familiares e amigos para votar em determinado candidato. Historicamente tem sido assim o comportamento do eleitor. Ele protesta, amaldiçoa os políticos, mas no fechar das urnas comparece e vota.

Mesmo com raiva, escolhe um partido ou candidato e vota. Pode acontecer de não votar em vereador, por exemplo, mas vota no candidato a prefeito ou vice e versa.

Tudo leva a crer que a eleição municipal será um teste para 2018. Quem superar o mau humor da população com os políticos, certamente ganha o passaporte para subir mais um degrau em 2018 disputando vaga de deputado estadual ou federal, no caso de vereador. O PPL tem planos na ampliação de sua bancada no Congresso?

Todo partido almeja conquistar espaços de poder, tanto municipal, estadual, Congresso e até a Presidência da República. É mais do que legítimo e natural buscar essa ascensão. O PPL não é diferente, por isso ele tem procurado ampliar seu protagonismo político, único caminho para se conquistar o poder e ampliar sua atuação em defesa dos interesses do município, estado e o país.

Como disse anteriormente, temos bons nomes disputando vaga de vereador e com potencial para disputar a Assembleia Legislativa do estado e a Câmara Federal. Mas, primeiro vamos focar em 2016, depois ai sim, avaliar o cenário de 2018. A partir de agora, nosso foco é eleger o Maks Louzada e Edu Martini em Cristalina e o máximo de vereadores nas cidades do Entorno, mas temos planos também para 2018.

Diante de tantos escândalos envolvendo políticos, corrupção e falta de compromisso com o país, como o sr. avalia a reação do eleitor na hora que o candidato for pedir voto?

Sociólogos, marqueteiros e analistas políticos tem um ponto em comum nesta eleição: todos convergem para a palavra confiança. O candidato, não importa se majoritário ou para vereador não passar confiança, dificilmente ele vai se eleger. Acabou o tempo das promessas, dos lobos em pele de cordeiro vende lote no céu, em seja, mentindo descaradamente para o eleitor com boa lábia, marketing bonito e vazio em credibilidade. Claro que não podemos deixar de sonhar. Todos nós somos alimentados também por sonhos de termos uma cidade melhor, políticos melhores, nossas demandas de cidadão atendidas, mas dentro de uma realidade concreta.

A população sabe que não adianta mais mentir, dourar a realidade do município, do estado e do país. Todos estamos ‘que-bra-dos’, sem recursos para atender tantas demandas. Então, vamos ouvir quem realmente tem metas, experiência, verdade e que passe confiança na execução daquilo que está sendo proposto. Não adianta o disse-me-disse sem embasamento administrativo focado apenas em velhas práticas, surradas e que não mais despertam o interesse da população.

O sr. é um dos operadores do direito mais respeitado no meio jurídico de Brasília e nos tribunais superiores. Polêmico às vezes, mas ponderado quando ‘o direito de um deixa de ser o direito de todos’ como o sr. diz. Esta linha de conduta não é incompatível com suas atividades políticas?

Em qualquer atividade que você exerça está implícito um movimento, ação e atitude política. Como advogado tenho oportunidade de conviver próximo ao poder, seja político, jurídico, empresarial ou classista. Esta proximidade me permite ajudar as pessoas, arbitrar conflitos e encontrar soluções… políticas . Dai para a atividade política propriamente dita é um pulo, mas minha atuação mesmo é o direito, principalmente eleitoral. Agora, também amo a política como exercício de inteligência, sagacidade e visão contemporânea de nossa sociedade. Esta linha tênua, quase invisível, me permite ser disciplinado e focado em minhas metas profissionais. Sigo mais ou menos o que diz Arnaldo Jabor: “Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração”! Por isso sempre agradeço os críticos pela lembrança e propaganda de meu nome, frisando que nunca ultrapassei o limite da ética, respeito ao direito e, mais importante: a fragilidade humana diante das adversidades.

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