Vereadores de Cristalina já se movimentam para eleger presidente da Câmara em meio à crise econômica

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Vereador eleito, Marquinho Abrão: a maioria dos vereadores apontam seu nome como favorito para presidente do legislativo
Vereador eleito, Marquinho Abrão: a maioria dos vereadores apontam seu nome como favorito para presidente do legislativo

Por Wilson Silvestre – Passada a ressaca da vitória do prefeito eleito Daniel do Sindicato (PSB) e seu vice, Luiz Henrique (PDT) em Cristalina, vereadores reeleitos e novatos começam a especular sobre nomes para a presidência da Câmara. Ainda são tímidas as conversas, mas logo deve sair dos sussurros e aumentar o barulho nos próximos dias. Não custa lembrar aos novos mandatários que vão assumir o poder, que o cenário para 2017 será o mais catastrófico dos últimos 50 anos.

O prefeito eleito e o presidente de Câmara vão lidar com um cenário econômico ruim, tanto estadual quanto federal. Na União, o torniquete vai apertar ainda mais qualquer tipo de ajuda, não por maldade ou birra do governo. O recuo da receita em 2015 alcançou 4,7%, sem computar a de 2016 com reflexos em 2017. Mesmo com grande queda nos repasses constitucionais ao município, o prefeito Luiz Attié investiu este ano 27,7% em saúde, representando 9,7% acima do índice constitucional que é de 15%. Só esta diferença representa em valores absolutos mais de R$ 6 milhões, totalizando algo acima dos R$ 15 milhões no ano. Na educação, o índice nacional é de 25%, mas em Cristalina Attié investe 26,22% ou seja, 1,22% acima do constitucional representando uma diferença de R$ 760 mil.

As críticas ao prefeito Luiz Attié, vão ser reconsideradas a partir do momento em que a nova safra de mandatários assumirem o município. Os vereadores vão perceber que a prefeitura tinha 4,2 servidores por 100 habitantes, bem inferior da média brasileira de 5,1. O legislativo consome 7% do orçamento municipal de quase R$ 6 milhões. Estes são investimentos e repasses constitucionais que os novos legisladores terão para trabalhar.

Diante deste quadro desafiador, o novo presidente do legislativo municipal, terá que ser de um experiente político, conciliador e com habilidade suficientemente para ser o anteparo das demandas sociais entre a Câmara e a Prefeitura. Dos 13 vereadores eleitos, os novatos devem buscar um bloco para eleger alguém que “não seja da atual mesa diretora”, mas será difícil. Os novatos estão motivados e cheios de boas intenções, mas em tempo de escassez conta muito a experiência e habilidade política, por isso o nome do veterano Marquinho Abrão (PRP), circula em todas as especulações.

Destes vereadores, Dr. Osório, Valtinho, Silvano da Rádio, Marcelo da Saúde, Janete, Páblio e Marcelo Enfermeiro, nenhum tem o perfil exigido para os novos desafios. Não basta ter voto, tem que ter expertise, capital político e habilidade em contornar crises. Ainda: tem que combinar com os russos. Leia-se, vereadores e o prefeito Daniel e sua turma para sentar-se na cadeira de presidente. No bloco dos “experientes”, Marquinho Abrão, Zé Orlando, Bernardo Fachinello, Cirlene e Luciana, o que pode aglutinar é Marquinho Abrão.

Vereador eleito, Marquinho Abrão: a maioria dos vereadores apontam seu nome como favorito para presidente do legislativo
Vereador eleito, Marquinho Abrão: a maioria dos vereadores apontam seu nome como favorito para presidente do legislativo

Recomenda-se aos pretendentes, ouvir o atual presidente da Câmara de Vereadores, Rosivaldo Pelota (PSB). Ele deve influir na escolha do sucessor, pois é um fiel escudeiro do prefeito eleito e um hábil negociador político, Pelota terá forte papel na escolha da nova mesa diretora. Ele sabe que o próximo presidente, além do conhecimento da máquina pública, terá que lidar com escassez de recursos, tanto no executivo quanto no legislativo. Saber construir pontes entre os vereadores, comunidade e o executivo, tarefa que exige paciência, resistência política e capacidade de diálogo.

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